As cooperativas que decidiram manter-se integradas à Central de Laticínios do Estado de São Paulo (CCL) também melhoraram o resultado financeiro e a remuneração ao produtor. Por caminho oposto das antigas companheiras, que se desligaram da CCL total ou parcialmente, reduziram custos com o fechamento de suas fábricas e enxugamento do quadro de funcionários.
A mudança veio no início deste ano, quando a Central aprovou seu processo de integração, que estava no papel há 20 anos.
Das 13 que optaram pela integração, algumas já estão fechando suas fábricas e enviando todo seu leite para a planta da CCL em São Paulo. O objetivo é reduzir a capacidade ociosa de produção de leite pasteurizado do sistema e fortalecer a marca Top Paulista.
O processo começou em 2000 no Vale do Paraíba, em São Paulo, com a Cooperativa de Laticínios de Lorena e Piquete, que fechou sua usina e hoje repassa seus 60 mil litros de leite de captação diária para a CCL. "Hoje conseguimos repassar ao produtor tudo que é pago pela CCL", garante o presidente, Carlos Toledo. Isso porque a cooperativa encontrou uma nova fonte de renda. Comprou mais seis caminhões e se tornou distribuidora da CCL na região.
Agora o projeto de integração da CCL está chegando às suas seis filiadas em Minas. A Cooperativa Agrária de Machado, por exemplo, está fechando a indústria e já começou a enviar seu leite para São Paulo.
Fonte: Valor On Line (por Raquel Landim), adaptado por Equipe MilkPoint
Cooperativas da CCL também passam por mudanças
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