Cooperativa mineira lança linha de leites especiais

Publicado por: MilkPoint

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Com o objetivo de entrar no mercado de leites especiais, que começa a ganhar espaço no País, a Cooperativa Agrícola Vale do Rio Doce (Coaperidoce), de Governador Valadares (MG), prepara-se para lançar uma linha de leites enriquecidos com cálcio, fibras, vitaminas e ferro. Esta iniciativa é resultado de um investimento de US$ 15 milhões em modernização.

A proposta é agregar, além dos nutrientes, novos produtos ao mix de derivados de leite comercializados com a marca própria Ibituruna. A Coaperiodoce aposta no tipo de embalagem criada para a linha de leites especiais. O principal diferencial em relação aos similares existentes no mercado nacional é o envase em longa vida de 500 mililitros. Hoje, a maioria dos concorrentes utiliza embalagens de um litro. "São produtos voltados para públicos específicos e não para toda a família. Por isso, optamos por acondicioná-los em embalagens menores, para evitar desperdício e incentivar o consumo", explica Wellington Braga, presidente da cooperativa.

Cada linha de leite terá seu consumidor específico. A bebida com cálcio, por exemplo, tem como alvo as pessoas com idade mais avançada, enquanto o leite com fibras é destinado ao consumidor que tem problemas de prisão de ventre, além do produto composto por oito vitaminas e ferro, que é voltado para o público jovem, e estimula o desenvolvimento do corpo.

A Coaperiodoce foi uma dos pioneiras no lançamento de produtos em embalagens longa vida de 500 mililitros, utilizados nos leites Ibituruna integral e light. A venda da linha de leites especiais será iniciada pela região de Governador Valadares, cidade pólo do Leste mineiro. O objetivo no curto prazo, no entanto, é estender as vendas para o Espírito Santo - um dos principais mercados para a cooperativa -, São Paulo, estados do Nordeste e restante de Minas Gerais, principalmente Vale do Mucuri, Vale do Aço e Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Além do lançamento dos leites especiais, serão colocados no mercado a vitamina de frutas e o achocolatado em embalagens longa vida de 500 mililitros, que até então eram comercializados apenas em caixinhas de 200 mililitros.

Racionamento

Apesar de não poder instalar equipamentos que acabam de ser adquiridos, o racionamento de energia elétrica não deve prejudicar os negócios da Cooperativa Agropecuária do Vale do Rio Doce (Coaperiodoce). A entidade projeta, para este ano, um crescimento de 25% em relação à receita bruta de R$ 50 milhões, obtida no ano passado.

Para não perder a competitividade e atingir metas estabelecidas pelo governo federal, a Coaperiodoce liberou um estoque de 650 mil quilos de queijo, para economizar energia, o que eliminou a necessidade de refrigerar o produto. "Racionalizamos todo o nosso processo produtivo, dando prioridade às atividades onde o consumo de leite é maior, para não registrarmos nenhuma perda do produto", explica Braga, que descarta a compra de grupos motor-geradores, devido ao aumento de custos que esse equipamento poderia acarretar.

Bragra explica que mesmo com racionamento o crescimento da entidade será mantido, devido aos investimentos realizados nos últimos anos, que permitiu que a cooperativa ampliasse a captação de leite e conquistasse novos mercados. Nos últimos dois anos, o volume de leite entregue pelos cooperados cresceu 98%, saltando de 88 mil litros por dia para 175 mil litros diários. Nesse mesmo período, o volume de leite longa vida processado, passou de quatro milhões de litros por mês para sete milhões de litros mensais.

Para ajudar a elevar a receita, a entidade criou o `Projeto Parcerias`, que na avaliação de Braga, foi um dos propulsores do crescimento. Iniciado em 1995, com o beneficiamento de leite para cooperativas de Carlos Chagas (MG) e Mucuri (MG), atualmente o programa atende a outras cinco cooperativas, sendo quatro de Minas e uma de Vila Velha (ES). Além de representar uma receita adicional, o 'Projeto Parcerias' resulta na plena utilização e otimização dos equipamentos do setor de leite longa vida. Segundo Braga, a terceirização representou cerca de 10% do faturamento bruto obtido no primeiro semestre deste ano.

O presidente da Coaperiodoce destaca, no entanto, que essa receita refere-se apenas à prestação do serviço e não demanda a utilização de leite próprio da entidade. "O leite utilizado na fabricação dos produtos para terceiros é vindo da captação própria dessas entidades", informa.

fonte: Gazeta Mercantil (por Rodrigo Rievers de Almeida), adaptado por Equipe MilkPoint
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