Coonai: previsão de aumento de 60% na produção de derivados

Publicado por: MilkPoint

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A Cooperativa Nacional Agroindustrial (Coonai) - detentora da marca Nilza, com sede em Ribeirão Preto (SP), decidiu centrar foco na produção de derivados de leite. A cooperativa está se preparando para entrar no mercado externo com exportações previstas para o início do próximo ano.

As novas perspectivas da cooperativa chegam com o prêmio Top de Qualidade conferido à marca Nilza pelo Instituto de Estudos e Pesquisa de Qualidade, de Campinas (SP), referente ao desempenho do ano passado. Segundo Eduardo Nascimento, coordenador industrial da Coonai, o prêmio desperta o interesse do mercado, de forma que muitas empresas buscam parcerias para terceirizar a produção.

A Coonai investiu em qualidade de processamentos como alternativa para enfrentar a concorrência e a crise do setor. Neste sentido, foram aplicados R$ 100 mil na capacitação pessoal, treinamento, normatizações e calibrações periódicas de equipamentos laboratoriais e industriais. Os resultados começaram a surgir com a certificação ISO 9002 obtida há dois anos e meio.

Para o ano de 2002, a Coonai - que opera no limite da capacidade de 11,5 milhões de litros/mês de longa vida, pasteurizado, achocolatado e aditivado com ferro e vitaminas - pretende investir em ampliação, embora o orçamento ainda esteja em discussão.

O objetivo da Coonai é, até o final do ano, ampliar em 60% a produção de derivados lácteos - requeijão, queijo fresco, muzzarella, parmesão, queijo prato, iogurte e bebidas lácteas, embora a previsão seja de estabilidade no faturamento - cerca de R$ 100 milhões alcançados no ano passado - com média de crescimento previsto de apenas 2% para este ano. Isso porque a terceirização proporciona pouca rentabilidade para a cooperativa.

A Coonai trabalha com 1/3 da capacidade de produção de derivados, que é de 3 milhões de litros/mês. O Top de Qualidade será o reforço de marketing na busca de parceiros.

As cooperativas Colag, de Aguaí, interior de São Paulo, e Coopertril, de São Francisco de Sales, no Triângulo Mineiro, parceiras na industrialização de marcas próprias, vão agora utilizar a infra-estrutura industrial da Coonai para produzir também os derivados que devem chegar nos mercados regionais até o final do ano.

O mercado externo também é um dos objetivos da Coonai, que pretende exportar leite longa vida e derivados, a partir do próximo ano. Um dos passos mais importantes neste processo já foi dado em julho, quando o Serviço de Inspeção Federal (SIF), do Ministério da Agricultura, liberou registro definitivo na lista geral de exportadores. A Coonai pode disputar qualquer mercado, à exceção dos EUA e Europa, devido às exigências alfandegárias, tarifárias e fitossanitárias. Segundo Nascimento, países da América Latina e Ásia estão na mira da cooperativa, que já negocia com algumas trades.

Fonte: Gazeta Mercantil (por Ferraz Jr.), adaptado por Equipe MilkPoint
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