A valorização da proteína na alimentação brasileira ultrapassou o nicho de suplementação esportiva e tornou-se um critério essencial de escolha nas gôndolas do varejo comum. “O que estamos testemunhando é uma valorização cada vez maior deste macronutriente de uma forma geral. A demanda migrou das lojas especializadas para as prateleiras do dia a dia”, revela Karina Dal Sasso, diretora de marketing da Vigor.
Dados recentes da Scanntech, em parceria com a McKinsey, confirmam o avanço: em 2025, o setor de iogurtes proteicos registrou alta de 16%, enquanto cereais e leites saborizados cresceram 21% e 14%, respectivamente. De acordo com a executiva, a categoria de queijos possui potencial competitivo para protagonizar esta nova era de consumo consciente por entregar alta concentração proteica sem a necessidade de aditivos artificiais.
Estratégia de Snacking e o Papel do Parmesão
Sob a influência de mercados internacionais e o alcance de conteúdos sobre saudabilidade em redes sociais, o queijo parmesão passou a ocupar o centro do debate fitness. “O apelo reside na entrega de uma proteína completa, rica em aminoácidos essenciais, com o diferencial de ser um alimento reconhecível, livre de açúcares adicionados e com uma lista de ingredientes enxuta”, ressalta Karina.
Para a diretora, esse movimento reflete um desejo crescente do público por fontes proteicas que se pareçam mais com comida de verdade e menos com suplementos químicos. Nesse contexto, a marca Faixa Azul apresentou versões em formato snack e chips de parmesão como uma das alternativas para inserir o produto na jornada diária, visando elevar o consumo per capita nacional, que hoje é de 7 kg anuais, inferior aos 12 kg registrados na Argentina.
Redesenho para o Consumo On-the-go
Essa rotina acelerada e a busca por conveniência exigem que marcas tradicionais adaptem seus produtos para formatos portáteis, transformando o queijo maturado em uma opção de autoindulgência funcional. “O consumidor que desenvolveu o hábito de ler rótulos descobriu que o queijo maturado é uma fonte natural e poderosa de proteína e cálcio, caracterizada por poucos ingredientes e pela ausência de aditivos artificiais”, analisa a executiva.
Segundo Karina, essa percepção altera a relação com a categoria, que deixa de ser vista unicamente como ingrediente culinário. Para atender a essa demanda por praticidade no trânsito ou no pós-treino, a companhia investe em opções de porções individualizadas que preservam a experiência sensorial e a qualidade da origem, atributos cada vez mais valorizados na gôndola.
Perspectivas para o Mercado de Alimentos Funcionais
Expectativas da Vigor indicam que a proteína deve se consolidar como um atributo transversal, presente em diversas categorias e não restrita a nichos específicos. “Nesse cenário de reorientação do mercado, produtos que já entregam esse aporte nutricional de forma naturalmente rica ocupam uma posição de vanguarda, estando prontos para liderar essa conversa com o consumidor de forma autêntica”, afirma a diretora de marketing.
A estratégia para os próximos anos foca na educação do público sobre a versatilidade dos queijos especiais, demonstrando como suas características podem compor rotinas de snacks saudáveis. Na visão de Karina, o objetivo é explorar formatos que ainda possuem margem para crescimento sustentável, transformando tendências de comportamento em soluções que facilitem o consumo de alimentos com alta densidade nutricional.
As informações são do Giro News, adaptadas pela equipe MilkPoint.
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