Na última semana o Conselho Paritário de Produtores e Indústrias do Leite no Paraná (Conseleite) foi apresentado aos produtores das principais bacias leiteiras do Estado em seminários realizados em oito cidades: Ponta Grossa, Guarapuava, Francisco Beltrão, Marecha Cândido Rondon, Umuarama, Maringá, Santa Fé e Ivaiporã.
Segundo o presidente do Conseleite, Ronei Volpi, neste primeiro momento estão envolvidos na formação e adoção do preço-referência para o leite apenas produtores e indústrias, mas no médio prazo também o setor varejista possa aderir ao projeto e isso será determinado até por uma exigência do próprio consumidor frente às distorções no preço de matéria-prima e nos derivados que são ofertados.
O que se quer neste mercado, segundo ele, é que todos tenham uma remuneração justa e que não aconteçam mais as grandes distorções do passado. O setor produtivo, de acordo com Ronei, precisava de valores de referência para melhorar a relação com a indústria que por sua vez tem a vantagem de um produtor mais fiel, constante e bem remunerado, disposto a investir em qualidade, um dos pontos chave no rendimento dentro da indústria de lácteos.
O preço, explicou a professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR), uma das responsáveis pela metodologia de cálculo do preço de referência, Vânia Guimarães, pretende representar um valor justo para a remuneração da matéria-prima para os produtores rurais e para as nove indústrias que estão adotando a idéia do Conseleite.
O Conselho já divulgou o preço médio do mês de janeiro e uma estimativa para os primeiros 10 dias de fevereiro. Daqui para frente a divulgação será feita sempre entre os dias 12 e 18 de cada mês.
A médio prazo, considerando a dinâmica de mercado e índices inflacionários entre outros itens que podem intervir no mercado, espera-se que o produtor possa trabalhar com cotações mais estáveis para a sua produção e a indústria com um fornecimento garantido de um leite de melhor qualidade.
Um dos fatores determinantes para esta melhoria nas cotações são os ágios propostos sobre o leite de melhor qualidade, uma forma de incentivar produtores a serem mais eficientes e de garantir bom rendimento industrial ao produto.
A tendência, segundo outro coordenador técnico do Conseleite, José Roberto Canziani, é que os valores pagos ao produtor apresentem uma variação em torno de 25% do preço de referência, em uma escala que vai de menos 10% a mais 15%, dependendo da qualidade do leite resfriado entregue na indústria e dos teores de gordura, proteínas, contagem de células somáticas, temperatura, entre outros.
Fonte: Folha de Londrina/PR, adaptado por Equipe MilkPoint
Conseleite é apresentado em principais bacias leiteiras do PR
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