Companhia norte-americana quer produzir energia elétrica a partir de dejetos de fazendas leiteiras

Publicado por: MilkPoint

Publicado em: - 4 minutos de leitura

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A companhia norte-americana Energy Northwest, a única da região noroeste dos Estados Unidos que produz energia nuclear, está analisando a possibilidade de atuar em conjunto com fazendas de leite de Washington, Oregon e Idaho, com o objetivo de transformar o esterco bovino em uma fonte de energia "verde".

O objetivo é construir uma usina de energia de 3 a 4 megawatts através do uso do biogás ou do gás metano, derivado dos excrementos dos animais. "Nós estamos trabalhando em conjunto com a indústria de lácteos há cerca de 15 anos, tentando resolver o problema dos dejetos das fazendas", disse o presidente da Sunnyside, Inc., Ivan White, responsável pelo desenvolvimento econômico da cidade de Sunnyside.

Sunnyside fica localizada na região de Yakima County, e é uma das localidades que a Energy Northwest está considerando para o projeto, entre outras regiões do noroeste do país. Somente a região de Yakima County tem 85 mil vacas leiteiras e produz toneladas de esterco. Essa é uma fonte altamente renovável.

A tecnologia de biodigestão torna possível obter cerca de 0,3 kilowatts de eletricidade por vaca, e, em alguns estudos europeus, foi possível obter até 0,9 kilowatts por animal, segundo informou o especialista Stan Davison. Um kilowatt é suficiente para gerar energia para acender 10 lâmpadas de 100 watts.

O projeto de produção de energia elétrica através do metano gerado pelo esterco dos bovinos funciona da seguinte forma: um grande tanque, agindo essencialmente como um estômago mecânico, será preenchido com uma mistura de esterco e água. As bactérias, já presentes neste material, irão processar o esterco produzindo gás metano. O metano irá subir para o topo e será direcionado para geradores adaptados para a produção de energia a partir desta fonte.

Enquanto os geradores produzem eletricidade, a fibra que permanece no tanque assenta-se no fundo. A porção líquida deste material será usada para produção de fertilizantes e a fibra seca, usada como composto orgânico.

A região noroeste dos EUA conta com 8% de toda a produção leiteira do país. Uma usina de energia "verde" precisaria, além da disponibilidade de dejetos das fazendas leiteiras, investir capital na construção da unidade de geração de energia. "O grande problema é o alto custo", disse Davison. "Ignorando-se os custos de investimento, o combustível neste caso seria gratuito - é um subproduto da produção de leite. É algo que será produzido de qualquer forma, que pode ser tratado como um combustível ou como um dejeto".

O custo estimado para esse tipo de unidade é de cerca de US$ 2800 por kilowatt. A produção de energia eólica tem gastos de cerca de US$ 1000 por kilowatt. Porém, em média, este tipo de produção de energia trabalha com apenas 30% de capacidade ao longo do ano, enquanto que uma usina baseada na energia produzida a partir dos dejetos animais poderia produzir com 90% de capacidade ao longo do ano.

"Há muitos anos as pessoas vêm ressaltando as vantagens da produção de energia através de gás metano. No entanto, o problema que sempre é citado é o investimento exigido em projetos deste tipo", disse o produtor de leite e diretor da Federação dos Produtores de Leite do Estado de Washington - que representa cerca de 650 famílias que produzem leite no Estado - Jay Gordon.

Desta forma, o próximo passo da Energy Northewest é levantar dados para analisar a viabilidade econômica do projeto. "Nós sabemos que a tecnologia funciona. Sabemos que é um grande conceito. Sabemos que é uma energia renovável. Sabemos que é verde", disse Gordon. "Mas a construção e a capitalização das fábricas e o retorno do investimento pode fazer com que uma boa idéia se torne de difícil execução", acrescentou.

Em Oregon, a Portland General Electric está trabalhando com os produtores de leite em Boardman e Salem em projetos de biodigestores, sem que isso represente nenhum custo adicional aos produtores de leite. O manejo dos dejetos tem sido um problema para os produtores, devido às regulamentações referentes ao meio ambiente e à expansão suburbana em áreas agrícolas. A porcentagem de redução dos dejetos é pequena, segundo Gordon, mas os resíduos da fabricação de energia - fibras e líquidos -, são mais limpos e apresentam menos odores.

Efeito estufa

O uso do gás metano como fonte alternativa de energia elétrica pode também contribuir para a redução de um problema ambiental crescente nos últimos anos, o efeito estufa. Os principais gases responsáveis pelo efeito estufa são: o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4), o óxido nitroso (N2O), clorofluorcarbonos (CFCs) e ozônio (O3). Estima-se que, se a taxa atual de aumento desses gases continuar pelo próximo século no planeta, as temperaturas médias globais subirão 0,3 oC por década, com uma incerteza de 0,2 oC a 0,5 oC. O gás metano representa cerca de 15% dos gases que provocam o efeito estufa, gerados pela atividade humana no mundo, como demonstrado no gráfico abaixo.



Fonte: Seattletimes.com (por Linda Ashton) e Embrapa Meio Ambiente, adaptado por Equipe MilkPoint
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valter marques ferreira
VALTER MARQUES FERREIRA

CASCAVEL - PARANÁ

EM 22/10/2012

tenho projeto de geração de energia eletrica auto-sustentavel, preciso parceiria para desinvolver este projeto, ate então so tentei parceiria com empresas publicas, mais não consegui apoio, agora decidi fazer parceiria com iniciativa privada, e de preferencia fora do pais, uma vez que não obtive apoio governamental aqui no brasil,então vou procurar fora do pais. att valter marques ferreira   22-10-2012
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