A companhia alemã Ferrostaal é a principal candidata a se associar com os produtores de leite de Osorno, no Chile, para a criação de uma mega-fábrica de processamento de produtos lácteos. A companhia é filial do grupo germânico MAN, um dos mais importantes do setor industrial da Alemanha.
Segundo informado por ambas as partes, existem discussões avançadas para que o acordo seja fechado, o que significaria um investimento conjunto de US$ 40 milhões.
O presidente da Associação de Produtores de Leite de Osorno, Javier Pardo, reconheceu que a Ferrostaal é a companhia com a qual se tem obtido os maiores avanços, embora ainda existam diferenças importantes com relação à porcentagem da propriedade que ficará com as partes da sociedade.
Esta versão foi confirmada por fontes da companhia alemã, que asseguraram que as discussões estão adiantadas, embora ainda não haja nada de concreto. No entanto, os investidores alemães adiantaram que, caso seja realizada a operação, é bastante provável que eles só tenham uma participação minoritária, devido principalmente ao fato de o setor de lácteos não fazer parte da linha de negócios da Ferrostaal.
Apesar do mistério com que este assunto está sendo tratado, tanto no Chile como na Alemanha, Pardo confirmou que há duas semanas um grupo de 10 produtores de leite, além de engenheiros agrônomos e outros profissionais do setor, viajaram para a Europa com o objetivo de avançar ainda mais nas negociações. Além das visitas às dependências da Ferrostaal, os membros do setor de lácteos do Chile teriam feito contato com outras duas companhias européias - estas sim ligadas ao setor de lácteos - para ampliar as possibilidades de negociação.
A intenção dos produtores de leite do Chile é integrar verticalmente sua atividade, eliminando as relações com as empresas lácteas compradoras, que têm diminuído fortemente os preços de recepção de leite nos últimos 14 meses. Pardo explicou que esta nova companhia busca dar maior transparência ao mercado, através de uma maior competição entre os compradores, e evitar em parte o monopólio das principais companhias do setor.
Segundo os cálculos dos produtores de leite do Chile, esta nova mega-fábrica teria uma capacidade de produção de 350 milhões de litros por ano, o que a transformaria no receptor e processador de um quinto da produção nacional do Chile. Segundo os dados oficiais da Federação Nacional dos Produtores de Leite do país (Fedeleche), durante 2001, houve recepção de 1.636.818.000 litros.
Fonte: El Mercurio, adaptado por Equipe MilkPoint
Companhia alemã quer criar empresa láctea no Chile
Publicado por: MilkPoint
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