Comissão Antimonopólios investigará redução no preço do leite no Chile

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A Comissão Resolutória Antimonopólios do Chile notificou na semana passada à Federação Nacional dos Produtores de Leite do Chile (Fedeleche) que receberá provas referentes às causas de conspirações e baixas injustificadas de preços que mantêm abertas desde 1995 e 2001, respectivamente, contra as empresas Soprole, Nestlé, Parmalat e Loncoleche, as principais indústrias de lácteos do país.

Foi o que informou o presidente da Fedeleche, Jorge Alamos Rodríguez, que destacou que esta resolução implica que todas as partes envolvidas nestes processos - Fedeleche, Asociación de Productores Lecheros de Osorno (Aproleche) IX Região, Ministério da Agricultura e empresas requeridas - têm dez dias úteis para apresentar provas que considerem convenientes para ambos os processos.

Vale destacar que, por este período coincidir com o feriado judicial de fevereiro, o prazo para entrega de provas se estenderá até a primeira semana de março.

Transparência na comercialização

"Para a Fedeleche esta decisão representa um novo avanço no processo de busca de transparência na comercialização de leite fresco. A entidade espera que, após estas diligências, exista um rápido e definitivo pronunciamento da Justiça econômica sobre as denúncias efetuadas nos recentes anos pelos produtores de leite do país", disse Alamos.

Alamos disse também que está confiante que após a reativação destas causas, a indústria láctea "reaja aos chamados formulados pela Fedeleche na atual conjuntura" a fim de dar sinais claros de transparência através do aumento dos preços pagos ao produtor "já que, do contrário, estará validando com novos argumentos as denúncias originais pela falta de transparência na compra de leite fresco".

Em 1995, o Escritório Fiscal Econômico do Chile iniciou um processo por problemas na comercialização de leite fresco na IX Região, que logo se estendeu às regiões VIII e X, através do qual em 1997 este órgão apresentou as seguintes denúncias: divisão de mercado, recusa de compra, falta de clareza na análise do leite, diminuição e discriminação arbitrária de preços, segundo a Fedeleche.

Posteriormente, em agosto de 2001, o Escritório Fiscal recebeu uma nova denúncia dos produtores, desta vez por baixas injustificadas nos preços, que levou à suspensão por 75 dias de uma redução de preços que tinha sido feita pelas mesmas empresas questionadas.

Fonte: Diario Austral El Llanquihue, adaptado por Equipe MilkPoint
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