Coalhada reforça vendas de empresa alagoana
Publicado por: MilkPoint
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Segundo o proprietário da empresa, José Aprígio Vilela, o aumento no faturamento se deve quase que exclusivamente ao ótimo desempenho da coalhada Boa Sorte, que depois foi lançada por empresas maiores e virou moda entre consumidores "saudáveis", como atletas e aqueles que fazem dieta. O produto já figura nas prateleiras alagoanas desde o final de 99 e foi lançado em Pernambuco há um ano. Dentro desse período, a produção, que inicialmente era de 20 mil unidades por mês, passou para 400 mil e continua crescendo. "Tudo isso se deve à imagem que a Boa Sorte vem construindo nos últimos cinco anos. Como somos uma empresa pequena, para nos diferenciarmos das grandes ousamos nas ações de marketing", observa Vilela que, no lançamento do produto em Recife, colocou uma vaca dentro de um dos maiores shopping centers da capital pernambucana.
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Para conquistar os mercados dos estados de Paraíba e Sergipe a empresa promoveu na semana passada uma campanha publicitária para apresentar os produtos da agropecuária Boa Sorte - atualmente, leite do tipo A integral e light, creme de leite e coalhada, também nas duas versões. A ação marca o início da estratégia de expansão da empresa na região Nordeste, que prevê abastecer os mercados da Bahia, Ceará e Rio Grande do Norte nos próximos seis meses. "Temos investido em publicidade muito mais do que queríamos, mas temos de fazer isso para firmar a marca", diz Vilela, que não revela quanto destinou a ações de marketing este ano.
Outro tipo de ação para se destacar das empresas de grande porte é o serviço de tele-entrega, que existe em Maceió desde 95 e já conta com 3 mil clientes cadastrados. A empresa faz um contrato mensal com o consumidor, que recebe diariamente os produtos escolhidos. Em 2002, o serviço estará disponível em Recife.
Além da expansão para outros estados nordestinos, a Boa Sorte investiu cerca de R$ 400 mil em equipamentos e estrutura física para a fabricação dos novos produtos. O queijo frescal e a ricota devem chegar ao mercado no primeiro semestre do ano que vem. Vilela aposta no lançamento de novos produtos que reforçam a questão da qualidade de vida, dizendo que sua maior arma é a forma de processamento de produtos, que não contém antibióticos nem produtos químicos. "Nosso leite é apenas pasteurizado, o que mantém todos os lactobacilos vivos. O rebanho come o mesmo tipo de ração o ano inteiro e todas as vacas possuem chips para que possamos controlar a produtividade de cada animal e possíveis alterações na saúde."
A fazenda possui uma estrutura pequena - com apenas 150 funcionários, além de um custo de produção do laticínio 50% mais caro do que o de uma empresa tradicional, devido ao investimento em tecnologia e mão-de-obra especializada. A complexidade desse tipo de estrutura é o que ainda adia a expansão da marca para a região Sudeste. Apesar da dificuldade e do alto investimento que requer esse tipo de ação, o proprietário da Boa Sorte não descarta a possibilidade de atuar fora do Nordeste. "Já visitamos algumas fazendas para avaliar onde poderíamos instalar nossa fábrica, mas ainda temos que fazer alguns estudos de mercado também." A previsão de Vilela é de inclusão no mercado paulista após ter atingido todo o Nordeste, o que deve acontecer dentro de um ano e meio.
Fonte: Gazeta Mercantil (por Milena Andrade), adaptado por Equipe MilkPoint
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