O setor privado brasileiro pretende reagir à tentativa da dinamarquesa Arla Foods de rever o acordo de preços que firmou com o Brasil quando o país adotou as tarifas antidumping para a importação de leite em pó, em 2000. "Não temos intenção de aceitar qualquer flexibilização", afirma o presidente da Comissão de Pecuária de Leite da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), Rodrigo Alvim.
Alegando mudanças no mercado internacional, a empresa quer renegociar o preço fixo de US$ 2 mil por tonelada de leite em pó acertado com o governo no início de 2000. Desde então, as cotações do produto na União Européia caíram de US$ 2,1 mil para US$ 1,4 mil. Como exporta apenas para a Zona Franca de Manaus, onde não são cobrados os 27% de Tarifa Externa Comum (TEC), a Arla poderia vender leite em pó a US$ 1,6 mil hoje.
O assessor econômico da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL), Vicente Nogueira, diz que a competição não deixou de ser desleal, porque ela recebe restituições de exportação da UE. Outro temor é que o caso abra precedentes para reclamações da Argentina e Uruguai. "Se flexibilizarmos para uma empresa, daremos aos outros o direito de pedir o mesmo", diz Alvim.
Fonte: Valor On Line (por Raquel Landim), adaptado por Equipe MilkPoint
CNA reage à revisão do acordo com Arla Foods
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