CNA aponta queda na importação de lácteos e pede apoio governamental à pequena produção

Publicado por: MilkPoint

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As importações de produtos lácteos em janeiro deste ano sofreram um forte recuo em relação a dezembro de 2002, segundo dados compilados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). As compras externas de leite em pó, por exemplo, foram as menores desde janeiro de 2002, recuando 49,3% em volume na comparação com o último mês do ano passado, para 5,2 mil toneladas. No caso do soro de leite, as compras, que têm se reduzido desde agosto de 2002 em razão da elevação de 15% para 27% na Tarifa Externa Comum do Mercosul (TEC), tiveram uma queda de 46,3% em relação a dezembro, passando para 1,1 mil toneladas, o menor volume dos últimos três anos. Na comparação do mês passado com janeiro de 2002, as importações de lácteos caíram 10,2%, para US$ 12,9 milhões. Em volume, houve um aumento de 29%, para 11,2 mil toneladas.

"A queda das importações se deve à forte desvalorização do real em 2002 e à elevação do preço do leite no mercado internacional", disse o presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA, Rodrigo Alvim. "Isso mostra que a solução para o abastecimento de leite do País passa obrigatoriamente por um incentivo à produção interna".

Segundo ele, a tendência do mercado aponta que, para atender à crescente demanda interna e ao Programa Fome Zero do governo federal, será preciso incentivar a produção nacional. "Não podemos depender das importações, já que os preços internacionais subiram 41% desde agosto de 2002", afirmou.

Medidas

Com o objetivo de aperfeiçoar incentivos à produção nacional, representantes da CNA se reuniram ontem com o secretário da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Valter Bianchini, para sugerir algumas medidas de apoio aos 615 mil pequenos produtores rurais representados pela CNA.

Alvim defendeu que boa parte desses produtores tem suas atividades ligadas à pecuária leiteira e sugeriu a criação de um seguro-renda para a produção de leite nos moldes da subvenção econômica desenhada para o prêmio do seguro rural. Pediu ainda a antecipação do período de liberação do crédito de custeio, a partir de abril, aos produtores incluídos no Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf). Sugeriu também incentivar e aumentar os recursos destinados a investimentos para aquisição e instalação de tanques de resfriamento nas propriedades com financiamento em 12 anos (com três de carência), taxas de juros fixas e 50% de rebate nas parcelas pagas até o vencimento, além de treinamento específico dos beneficiados para a devida operação do sistema.

O presidente da Comissão Nacional da Pequena Propriedade da CNA, Celso Rigo, defendeu ainda o aumento no teto dos valores para enquadramento dos produtores no Pronaf, a elevação dos limites de financiamento para empréstimos destinados ao custeio e investimento nas propriedades, além da autorização do governo para que todos os agentes do sistema financeiro possam conceder esses créditos. Segundo ele, é fundamental o incentivo à pesquisa, desenvolvimento e transferência de tecnologia para os pequenos produtores mediante a ampliação em 50% dos recursos orçamentários aplicados no segmento.

Fonte: Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), adaptado por Equipe MilkPoint
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