A Comissão de Distorções do Chile decidiu não renovar o sistema de salvaguardas - de 12% - para o leite em pó e o leite fluido, estabelecida pelo governo há um ano, como uma medida de proteção à produção local, devido aos baixos preços internacionais da matéria-prima. Segundo a comissão, os preços internacionais do leite vêm melhorando, de forma que essa medida não mais se justifica.
As salvaguardas foram determinadas no Chile em julho de 2000. No início, foi imposta uma taxa de importação para leite em pó e leite fluido de 16%, valor que foi rebaixado para 12% em 10 de janeiro desse ano. Essa tarifa não incluía o Canadá, o México e o Peru.
A Comissão Nacional de Distorções é o órgão técnico encarregado de realizar estudos que determinam, de acordo com vários fatores, a necessidade de aplicação de tarifas e a porcentagem das mesmas, com o objetivo de evitar que as distorções dos preços internacionais causem algum dano à indústria chilena.
Os produtores de leite chilenos não ficaram satisfeitos com essa notícia. Em um protesto realizado em São Carlos, o presidente da Federação de Produtores de Leite do Chile (Fedeleche), Fernando Becker, solicitou o total rechaço à essa medida, dizendo que esta não respeitou os acordos determinados pela Mesa de Diálogo Agrícola.
Segundo informações colhidas pela Associação de Produtores de Leite de Osorno (Aproleche), as importações de lácteos seguem crescendo no Chile. Durante o período de novembro de 2000 a abril de 2001, as importações de leite em pó aumentaram cerca de 38,74% em valor, atingindo US$ 14,147 milhões.
Durante o período de dezembro de 2000 a maio de 2001, as principais importações de leite em pó foram originadas da Argentina - 7,704 milhões de quilos, seguidas pelo Uruguai - 1,525 milhões de quilos, e finalmente pela Nova Zelândia, 53,975 mil quilos.
Com relação às importações de queijos, no mesmo período, a Nova Zelândia continua liderando, com 1,651 milhões de quilos, seguida pela Argentina, com 275,816 mil quilos. Os Estados Unidos também têm uma participação importante nesse mercado, com 114,740 mil quilos de queijos exportados ao Chile.
As empresas chilenas que mais compram leite em pó importado são a Citycorp-Nestlé, com uma participação de 72% nesse mercado, seguida pela Soprole, que importa 17% do total. Com relação aos queijos, a Soprole é líder na compra dos produtos importados, com 65% de participação no total, o que significa 1,526 milhões de quilos, seguida da Comercial Industrial Los Fundos, que importa 12% do total, o que equivale a 287,995 mil quilos.
fonte: El Diario (por Ximena Bravo), adaptado por Equipe MilkPoint
Chile não renova salvaguardas para produtos lácteos
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