Chile: exportações de lácteos chegariam a US$ 100 milhões em 2005

Publicado por: MilkPoint

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Apesar das expectativas de que as exportações de lácteos do Chile deste ano sejam inferiores às do ano passado, a balança final do setor será favorável ao país em cerca de US$ 10 milhões, devido à queda das importações.

Neste ano, a expectativa é de exportações no valor de US$ 40 milhões, contra US$ 44 milhões exportados em 2001, mas com uma balança de pagamentos favorável pela redução nas importações que, de janeiro a setembro de 2001 foram de US$ 31 milhões e, neste ano, somam somente US$ 19 milhões em período equivalente.

Esta avaliação positiva foi realizada em uma reunião feita no final da semana passada, na Intendência Regional, que contou com a participação do vice-secretário da Agricultura, Arturo Barrera, bem como de sua equipe técnica, setores público e privado, e integrantes do "Plano Operacional para a Exportação de Produtos Lácteos", com o objetivo de alcançar exportações de US$ 100 milhões em 2005. Também participaram da reunião representantes de empresas processadoras, receptoras, cooperativas e organizações de produtores, além da Direção de Promoção de Exportações (ProChile), da Cooperação de Fomento à Produção (Corfo), da Oficina de Estudos e Políticas Agrárias (Odepa) e do Serviço Agrícola e Pecuário (SAG).

"Não é um requisito para exportar termos excedentes, porque podemos importar produtos de menor valor e exportar produtos de maior valor e esse é um grande negócio para o Chile. Porém, já somos exportadores do ponto de vista do volume", disse Barrera. Segundo ele, os principais produtos exportados pelo Chile são leite em pó, leite condensado, queijo e soro, entre outros. Os principais países de destino são México, Bolívia, Colômbia e Equador, destacando as empresas Nestlé, Colún, Mulpulmo, Chilolac e Cafra.

Com relação à meta de exportar US$ 100 milhões em 2005, Barrera disse que o Chile não tem outra opção senão exportar, considerando que o mercado interno não está sendo suficientemente atrativo. Após presidir uma reunião do Grupo de Trabalho de Exportação de Lácteos em Puerto Montt, o vice-secretário chileno disse que, desta maneira, "poderá ser potencializada e consolidada uma estratégia de exportação para os produtos lácteos no Chile, tentando replicar - com as diferenças do caso - um trabalho similar ao desenvolvido no que se refere à carne bovina, produto altamente complementar à produção de leite".

Seis linhas de ação em marcha

Barrera detalhou que os objetivos serão conseguidos graças ao avanço preliminar conseguido em diferentes áreas. Primeiro se definiu uma das três prioridades do fundo de promoções agropecuárias, os projetos vinculados à exportação de produtos lácteos; em segundo lugar, obteve-se um aumento do orçamento do SAG para os temas de controle da brucelose e tuberculose bovina - que aumentou de 540 milhões de pesos (US$ 775,30 mil) para 1900 milhões de pesos (US$ 2,72 milhões). Um terceiro avanço é a incorporação de boas práticas pecuárias com o setor leiteiro de exportação. O quarto avanço é a iniciativa de criar uma associação de exportadores de produtos lácteos; a este se segue o fortalecimento da participação do setor nas negociações de acordos comerciais, fundamentalmente com os Estados Unidos. O sexto e grande avanço é a projeção e a construção de um sistema de informação dos requisitos sanitários que os mercados de destino determinam e que precisam ser cumpridos.

O presidente da Rede Nacional do Leite, Germán Klein, e pequenos produtores de leite chilenos atendidos pelo Instituto de Desenvolvimento Agropecuário (Indap), estiveram no México onde entraram em contato com possíveis interessados em queijos artesanais de bovino, ovino e caprino, de onde retornaram com otimismo.

Para a Associação de Agricultores de Llanquihue (Agrollanquihue) - entidade integrante da Federação Nacional dos Produtores de Leite do Chile (Fedeleche) -, o aumento das exportações de lácteos é muito importante, já que o consumo interno está estabilizado e a produção está aumentando, apesar da queda notória ocorrida em outubro, devido ao clima ruim e à deterioração das pastagens, queda que já foi superada.

Preços

O preço tende a melhorar de acordo com a tendência internacional. Neste momento, o preço pago ao produtor pelo litro do leite no Chile está em torno de 99 pesos por litro (US$ 0,14/litro), sendo que no ano passado o preço era de 116 pesos/litro (US$ 0,16/litro). A Nestlé anunciou que pagará 6 pesos (US$ 0,008) a mais por litro de excedente na temporada primavera-verão. Outras empresas também têm esta intenção. A tonelada de leite importada atualmente está em torno de US$ 1600, o que equivaleria a 115 pesos por litro (US$ 0,16/litro)

Em 26/11/02 - 1 peso chileno = US$ 0,001436
696,5 Peso chileno = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)


Fonte: El Mercurio (por Juan Barrientos) e Lechería Latina, adaptado por Equipe MilkPoint
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