Chile e EUA fecham acordo de livre comércio

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O Chile e os Estados Unidos finalmente fecharam o Tratado de Livre Comércio (TLC) na semana passada. O ministro da Agricultura do Chile, Jaime Campos, manifestou sua grande satisfação pelo tratado, afirmando que "do ponto de vista do setor agrícola, este acordo é ainda melhor do que o obtido com a União Européia (UE)".

O secretário do Estado chileno disse que o acordo definitivamente beneficia a todos os setores da agricultura nacional, já que cerca de 80% dos produtos agrícolas ficaram com tarifa zero. Segundo ele, a expectativa é que 100% dos produtos alcancem esta tarifa no comércio com os EUA, assim que os prazos de concessão terminarem. Segundo ele, nenhum setor agrícola ficou em desvantagem com o TLC, com relação à situação anterior ao tratado, ainda que alguns setores tenham se beneficiado mais que outros.

"Para o setor pecuário, foi determinado um prazo de concessão total de quatro anos, o que nos permitirá insistir na estratégia de desenvolvimento que, como Ministério, estamos implementando, para transformar o Chile em uma nação exportadora de carnes vermelhas".

Com relação aos produtos lácteos, Campos informou que as cotas alcançadas também superam às obtidas junto à UE. Estas ficaram em torno de 3500 toneladas para envios chilenos.

Indústria de leite e TLC

O gerente geral da Soprole - uma das principais indústrias leiteiras do Chile, Francisco Gana, permaneceu em Washington na semana passada para apoiar a Federação de Produtores de Leite do Chile (Fedeleche) e representar a indústria na rodada de negociações do TLC com os EUA. Durante sua estadia no país norte-americano, Gana manteve reuniões com integrantes da Comissão Negociadora e com o Ministro da Fazenda, Nicolas Eyzaguirre.

Gana disse que, apesar de o setor leiteiro não ter sido o maior beneficiado com este tratado, este tem uma grande importância ao Chile, dada a difícil conjuntura pela qual o setor está passando. "O consumo não cresce e está dificultando o aumento da oferta por parte do setor produtor, porque isso pressionaria mais ainda os preços para baixo".

O gerente geral da Soprole manifestou também que o fato de o TLC autorizar inicialmente a entrada nos EUA de quantidades pequenas de produtos lácteos poderá justificar uma operação de promoção e distribuição destes produtos no mercado norte-americano.

Vale destacar que o tratado com a UE significou somente a liberação de entrada de 1500 toneladas de lácteos, o que corresponde a menos de 1% da produção nacional, de forma que o tratado feito com os EUA se mostra significativo e de muita relevância, uma vez que este é um grande mercado de exportação. Somente em 2001, os EUA importaram US$ 1,789 bilhão em produtos lácteos.

Fonte: Infoleche - Sistema Panamericano de Informação Leiteira e Fedeleche, adaptado por Equipe MilkPoint
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