Certileite: programa certificará produtores de leite em MG

A Fapemig acaba de liberar o recurso de R$ 570 mil para o programa CERTILEITE - Programa de Certificação de Qualidade do Leite - uma iniciativa desenvolvida pelo Polo de Excelência do Leite. O recurso será usado para subsidiar a implantação de um modelo de qualidade para capacitar fornecedores de 100 indústrias de laticínio do estado. Para o treinamento, será contratada a empresa de origem Neozelandesa, Qconz (Quality Consultants of New Zealand), que trouxe a tecnologia do país de origem para implantação nas fazendas brasileiras.

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A Fapemig acaba de liberar o recurso de R$ 570 mil para o programa CERTILEITE - Programa de Certificação de Qualidade do Leite - uma iniciativa da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas desenvolvida pelo Polo de Excelência do Leite. O recurso será usado para subsidiar a implantação de um modelo de qualidade para capacitar fornecedores de 100 indústrias de laticínio do estado.

Este recurso é resultado de um projeto piloto destinado a cobrir as despesas para adequar as fazendas às boas práticas. Cada indústria deverá, com este recurso, treinar 15 fornecedores, ou seja, 1500 produtores de leite estarão, ao final do projeto, atendendo às exigências da IN51.

Cada laticínio deverá arcar com metade do valor desse treinamento, já que os recursos da Fapemig cobrirão somente 50% dos custos para contratação de uma empresa especializada. Outra contrapartida que os laticínios que aderirem ao projeto terão que honrar, é o pagamento por qualidade. Para o treinamento, será contratada a empresa de origem Neozelandesa, Qconz (Quality Consultants of New Zealand), que trouxe a tecnologia do país de origem para implantação nas fazendas brasileiras.

Treinamento em Boas Práticas na Fazenda

O treinamento de Boas Práticas na Fazenda oferecido pela Qconz é simples e necessita de pouco investimento, sendo mais importante a organização e o método. Os focos da adequação são os procedimentos, os registros, a identificação dos animais, a saúde dos animais, a organização e limpeza da fazenda e higiene do equipamento, do tanque e da ordenha.

De acordo com Bernard Woodcock, Diretor da Qconz na América Latina, o objetivo do trabalho é reduzir CBT, CCS e incidências de antibiótico no leite. Para isto, a Qconz realiza treinamentos baseados em métodos aprovados internacionalmente que melhoram a qualidade do leite em ambos os processos de ordenha, mecânica e manual.

Esta iniciativa do Governo do Estado de Minas faz parte de um programa para qualificação do setor para a certificação. "A qualidade da matéria prima para indústria láctea é de fundamental importância, não só no rendimento para produção, principalmente de queijos, como também na segurança alimentar. O consumidor brasileiro já começa identificar na embalagem a composição do alimento e se no produto constar um certificado de qualidade, ele ficará ainda mais seguro para consumir o produto, é o que explica o Gerente Executivo do Polo do Leite, Dr. Geraldo Alvim Dusi.

As informações são do Polo do Leite, resumidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.
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Cincinato Mendes Ferreira Filho
CINCINATO MENDES FERREIRA FILHO

MONTANHA - ESPÍRITO SANTO - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 19/04/2011

Enquanto o nosso governo não fizer o papel dele de fiscalizar os produtores nada disso adianta, exclui um produtor que me fornecia leite com baixa qualidade e em menos de 24 hrs outro laticinio ja tinha coletado o leite do mesmo.
Pedro Henrique
PEDRO HENRIQUE

IPANEMA - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 14/04/2011

Concordo com Paulo R.f. Muhlbach. Incentivo aos nossos órgãos competentes é o melhor caminho, extenção rural eficiente sem apoio é praticamente impossivel.
Sergio Braz
SERGIO BRAZ

MATEUS LEME - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 14/04/2011

Concordo plenamente com o Sr. Paulo, deveriamos investir e na formaçao de pesquisadores e tecnicos brasileiros para tal. Acho super importante as parcerias com outros paises, mas nao dessa forma, temos que valorizar e investir cada vez mais em nossa gente, nossos tecnicos, pesquisadores etc.... penso que a embrapa, epamig e outros orgaos deveriam unir e revindicar essa tarefa tao basica e tao importante, de que adianta ter uma unidade da EMBRAPA NA AFRICA por ex. enquanto aqui temos que contratar empresas de fora pra ensinar higiene, basica e organizaçao de fazenda pro nosso povo, sera que eles pensam que estamos onde? sera que somos tao primitivos e despreparados assim.
Paulo R. F. Mühlbach
PAULO R. F. MÜHLBACH

PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 14/04/2011

Era só o que faltava! Parece mesmo que "santo de casa não faz milagre". O Brasil, o estado de Minas Gerais, com Embrapa, Epamig, Rehagro, etc. e tudo o mais, ter que lançar mão de consultores estrangeiros para difundir práticas básicas de produção de leite.
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