Terá início em outubro uma campanha, patrocinada pela Tetra Pak, para orientar a população da região Centro-Oeste do País sobre os perigos do consumo do leite sem tratamento. A campanha, que vai agir em todas as mídias e nas escolas, tem o objetivo de orientar as donas de casa, e conscientizar as crianças sobre os problemas gerados pelo leite clandestino.
No Estado de Goiás, pelo menos um terço do leite consumido ainda tem origem clandestina. Na região Centro-Oeste - um dos principais focos do problema no País - cerca de 32% do leite consumido no ano passado não tinha fiscalização. Neste contexto, a Agência Goiana de Desenvolvimento Rural e Fundiário, em conjunto com as Vigilâncias Sanitárias estadual e municipais, vem desenvolvendo desde abril um trabalho de fiscalização que já resultou na interdição de mais de 60 laticínios.
Segundo Leonardo de Moura Vilela, secretário da Agricultura de Goiás, a campanha vai fechar o ciclo no combate ao leite clandestino. "Enquanto houver consumidor para este produto, o mercado vai continuar existindo. É neste ponto que temos de agir." Ele acrescenta que Goiás quer ser o primeiro Estado do País a eliminar a ocorrência do leite clandestino, fato que depois poderá ser utilizado como marketing para os lácteos produzidos no Estado.
Leite é Legal
A campanha denominada "Leite é Legal", é um piloto que poderá ser adotado pelo Ministério da Agricultura em todo o Brasil. Além de inserções na mídia, está prevista a distribuição de uma cartilha ilustrada a alunos da rede pública com idade entre 7 e 10 anos. Além da Secretaria da Agricultura de Goiás e da Tetra Pak, estão envolvidas na campanha uma série de entidades de classe, universidades, e órgãos públicos.
O orçamento geral da campanha deve girar em torno dos R$ 500 mil. Os diretores da Tetra Pak não revelam quanto a empresa vai investir nesta ação e não garantem se há interesse em encabeçar uma campanha nacional.
Além do interesse social, a sueca Tetra Pak - líder na produção de embalagens cartonadas - possui razões mercadológicas para incentivar o combate ao leite clandestino. Na região Centro-Oeste, 30% do leite consumido já é em versão longa vida, mas ainda está atrás do leite pasteurizado, que fica com 31%. Já o leite em pó, representa 7% deste consumo. O restante (32%) é leite sem procedência definida.
Fonte: Gazeta Mercantil, adaptado por Equipe MilkPoint
Centro-Oeste terá campanha contra leite clandestino
Publicado por: MilkPoint
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