Caverna subterrânea e fungos naturais ajudam produtor a criar queijos premiados em Goiás

O produtor rural de Guapó, Goiás, João Vicente Borges vem chamando a atenção no mercado gastronômico ao utilizar uma caverna subterrânea para maturar queijos artesanais. O método, que usa diferentes tipos de fungos naturais para aprimorar o sabor e a aparência dos produtos, já rendeu diversos prêmios nacionais e internacionais à fazenda.

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João Vicente Borges, produtor rural em Guapó, Goiás, utiliza uma caverna subterrânea para maturar queijos artesanais, técnica que já lhe rendeu prêmios. Com um rebanho de 50 vacas, ele produz nove tipos de queijos, explorando diferentes sabores e métodos de maturação. A caverna, com temperatura e umidade controladas, permite o desenvolvimento de fungos benéficos. A fazenda vende cerca de 2 mil queijos por mês, todos premiados, e Borges planeja expandir o negócio.

O produtor rural de Guapó, Goiás, João Vicente Borges vem chamando a atenção no mercado gastronômico ao utilizar uma caverna subterrânea para maturar queijos artesanais. O método, que usa diferentes tipos de fungos naturais para aprimorar o sabor e a aparência dos produtos, já rendeu diversos prêmios nacionais e internacionais à fazenda.

Há quase 20 anos, Borges administra a propriedade que pertenceu aos avós dele. A família sempre trabalhou com pecuária leiteira, mas em 2017 ele decidiu investir na produção de queijos finos. Hoje, com um rebanho de 50 vacas das raças pardo suíço e holandesa, a queijaria processa cerca de 600 litros de leite por dia.

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O grande diferencial dos queijos está na etapa final de maturação. Depois de passarem por câmaras frias, onde ocorre a formação da casca e o desenvolvimento inicial dos fungos, as peças são levadas para uma caverna construída a 5 metros de profundidade. O ambiente tem paredes de pedra e chão coberto por pedriscos, o que ajuda a manter a umidade do ar em torno de 80% e a temperatura entre 14°C e 16°C. Segundo o produtor, essas são as condições ideais para que pelo menos seis tipos de fungos naturais e benéficos se desenvolvam nos queijos. Entre eles está o penicillium roqueforti, responsável pelo sabor característico do gorgonzola, além do fungo conhecido popularmente como “pelo de gato”.

Caverna subterrânea e fungos naturais ajudam produtor a criar queijos premiados em Goiás

Queijos diferentes e sabores inusitados

A fazenda produz atualmente nove tipos de queijos, com períodos de maturação que variam de alguns dias a vários meses — ou até anos. Além do tempo e das condições naturais da caverna, Borges aposta em receitas diferentes para criar sabores exclusivos.

Entre os destaques da produção está o queijo na cerveja, que fica imerso em cerveja preta por 48 horas e ganha uma tonalidade caramelizada. Outro exemplo é o Foguinho, queijo flambado no whisky e maturado por 60 dias. A linha também inclui o Do Cerrado, receita inspirada no sabor do pequi, mesmo sem utilizar o fruto na composição. Já o Bálsamo é uma das peças mais valorizadas da produção e chega a pesar cerca de 2,5 kg.

Atualmente, a caverna armazena até 8 mil peças de queijo. Com o Selo Arte — certificação que permite a comercialização interestadual de produtos artesanais de origem animal —, a fazenda vende cerca de 2 mil queijos por mês para diferentes estados do país. “Todos os nossos queijos já foram premiados, muitos deles mais de uma vez. Isso mostra que conseguimos manter a qualidade da produção”, afirma João Vicente, que já planeja expandir o negócio.

Caverna subterrânea e fungos naturais ajudam produtor a criar queijos premiados em Goiás

As informações são do Globo Rural, adaptadas pela equipe MilkPoint.

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