Demanda fortalece spot e muçarela, mas GDT perde fôlego na 2ª quinzena de junho

Com o objetivo de atualizar os leitores sobre os principais movimentos do mercado lácteo, o MilkPoint, em parceria com o MilkPoint Mercado, traz um panorama quinzenal com os acontecimentos mais relevantes de preços no setor.

Publicado por: MilkPoint

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Preços internacionais: o 406º leilão da Global Dairy Trade (GDT) registrou preço médio de USD 3.979/tonelada, com variação negativa de 2,80% no GDT Price Index. Essa movimentação indica uma nova rodada de ajuste nas cotações internacionais dos lácteos, interrompendo o movimento recente de recuperação e recolocando o mercado global em um ambiente mais pressionado no curto prazo. O volume negociado também registrou uma rodada de queda, totalizando 12.922 toneladas, redução de 10% em relação ao leilão anterior e recuo de 15% na comparação anual.

Leite spot: na segunda quinzena de junho de 2026, o mercado de leite spot apresentou um aquecimento significativo no Brasil. A média nacional (BR) fechou o período cotada a R$ 3,059, registrando um avanço de R$ 0,170. A valorização dos derivados no varejo e no atacado deram fôlego às indústrias, que repassaram essa sustentação para as negociações no mercado spot diante da necessidade de garantir o abastecimento frente à maior demanda.

Conseleite: os valores de referência do leite nos estados registraram variações mais diversificadas durante junho. Enquanto Minas Gerais (R$/l 2,7753 variação de +0,5%) e Paraná (R$/l 2,5378 variação de 1,20%) registraram leves ajustes positivos para o leite entregue em junho a ser pago em julho, o Rio Grande do Sul indicou uma variação negativa de -0,80% (R$/l 2,4281). O Mato Grosso, que indica o valor do leite entregue em maio a ser pago em junho, registrou valor médio de referência de R$/l 2,5842, uma variação de -2,2%.

Muçarela: a muçarela apresentou alta nas cotações na semana em decorrência de um cenário de estoques mais baixos, aliado à menor oferta de leite típica da entressafra e à demanda aquecida. Esses fatores contribuíram para a sustentação dos preços e para os reajustes positivos no período. A variação dos preços esteve entre R$ 32,8 (RS) e R$ 35,7 (RJ), com variações positivas em todos os estados avaliados: São Paulo (+R$ 0,7/kg), Minas Gerais (+R$ 0,7/kg), Paraná (+R$ 0,6/kg), Rio Grande do Sul (+R$ 0,6/kg), Rio de Janeiro (+R$ 0,4/kg), Goiás (+R$ 0,2/kg) e Santa Catarina (+R$ 0,1/kg).

Leite em pó: o mercado de leites em pó seguiu o mesmo padrão de estabilidade registrado na quinzena anterior, com ajustes pontuais registrados nas variedades monitoradas. No leite em pó integral (SP) foi registrada uma variação de -R$ 0,20, totalizando R$ 25,1. O leite em pó desnatado (SP) também indicou redução, registrando -R$ 0,20 e totalizando R$ 22,70. Por outro lado, o leite em pó fracionado registrou ajustes positivos de +R$ 0,20 em ambos os estados, totalizando R$ 30,4 em São Paulo e R$ 29,7 no Nordeste.

Milho: o milho apresentou oscilações ao longo da quinzena, pressionado pelo avanço da colheita da safrinha e pela queda recente das commodities energéticas. No entanto, a valorização do dólar contribuiu para limitar as perdas no período. A média fechou em R$63,7/saca, queda de 2,9% em relação ao mês anterior.

Soja: a soja registrou valorização na última quinzena, impulsionada pelo aumento da demanda chinesa e pela valorização do dólar. Esse cenário fortaleceu os preços nos portos e na B3. A média fechou em R$131,5/saca, alta de 1,7% frente ao mês anterior.

Oferta: as condições típicas da entressafra continuam limitando a produção de leite e reduzindo o volume captado pelas indústrias. Com isso, o mercado permanece marcado por uma menor disponibilidade de matéria-prima.

Demanda: o mercado segue aquecido. Após um período de correção nas cotações, a maior procura por derivados, aliada à menor oferta de leite, voltou a sustentar a alta dos preços.

Veja mais informações sobre preços e produção aqui.

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