Câmara discute uso do BST na produção leiteira

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A produção e comercialização do hormônio bovino BST, usado para aumentar a produção leiteira, serão discutidas na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara.

Segundo o autor da proposta, deputado Edson Duarte (PV-BA), o hormônio é transgênico e, segundo notícias recentes, o Ministério da Agricultura planeja manter no mercado produtos fabricados com a substância, já proibida na Europa e no Canadá, mas ainda liberada nos Estados Unidos. Segundo Duarte, a proibição foi causada por suspeitas de que o leite produzido pelo BST seja causador de câncer.

O parlamentar lembrou ainda que a substância também provoca mastite (inflamação das mamas) nas vacas. Segundo ele, nos Estados Unidos, o leite com BST, ao ser comercializado, recebe no rótulo a expressão "contém BST", como alerta ao consumidor. "No Brasil não temos nenhum controle sobre isso", destacou em notícia da FNP On Line.
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Rodrigo Bicalho
RODRIGO BICALHO

OUTRO - GOIÁS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 23/05/2006

Caro autor,



O artigo apresenta algumas afirmações errôneas. Primeiramente, não existe nenhuma pesquisa científica que comprove que o hormônio BST cause mastite. Aumento da produção de leite comprovadamente aumenta o risco de adquirir mastite, portanto, qualquer tecnologia usada que aumente a produção de leite poderá aumentar a incidência de mastite.



O leite nos EUA não é rotulado como "leite com BST". Existem poucas processadoras de leite que compram leite sem BST e os rotulam como "BST free". Portanto, leite sem BST é que é rotulado. Se trata de um hormônio amplamente utilizado em todas as regiões do EUA, e tem sido alvo de críticas desde de sua liberação pelo FDA.



O uso de BST melhora a conversão alimentar, e aumenta a produção de leite em cerca de 15%. Além disso, diminui o impacto ambiental, visto que o incremento na produção não é acompanhado pela expansão do rebanho, e não há um aumento significativo na quantidade de dejetos produzidos. Em outras palavras, 15% a mais de leite são produzidos a um custo ambiental mínimo.



Rodrigo Bicalho
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