O leite e o café impulsionaram os resultados das cooperativas agropecuárias de Minas Gerais em 2025. Segundo o Anuário do Cooperativismo Mineiro 2026, no estado, as cooperativas do segmento agropecuário movimentaram R$ 66,8 bilhões no ano passado, um montante 26,7% superior ao de 2024. A categoria respondeu por 53,6% de todo o crescimento de movimentação financeira do cooperativismo de Minas no ano.
“O agro teve um desempenho muito expressivo, impulsionado principalmente por cadeias como café e leite. Hoje, quase dois terços do café arábica produzido em Minas Gerais passam por cooperativas, o que mostra a força do nosso modelo de negócios na organização da produção, no acesso a mercados e na agregação de valor”, afirmou Ronaldo Scucato, presidente do Sistema Ocemg, que reúne o Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais (Ocemg) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/MG).
Das 788 cooperativas de Minas Gerais, 196 são do agronegócio, cerca de uma em cada quatro. E, de cada 100 reais que o cooperativismo do estado movimentou, o agro respondeu por 36 reais. Scucato destacou o desempenho do café. A produção do grão nas cooperativas do estado teve um aumento de 1,5 milhão de sacas de 2024 para 2025, somando 16,4 milhões de sacas de café arábica. Da produção de café no estado, 63,6% passaram por uma cooperativa. No Brasil, a cada 100 xícaras de café, 29 utilizaram grãos que passaram por uma cooperativa de Minas Gerais.
As cooperativas tiveram papel relevante na produção de leite. Juntas, responderam por 18,3% da produção mineira e 5,1% da produção nacional. As cooperativas captaram 1,9 bilhão de litros em 2025, uma queda de 9,5%.
No ranking das maiores cooperativas do estado, a Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais (CCPR/MG) ocupou a quinta posição, com receita de R$ 3,44 bilhões. A CCPR é a maior cooperativa de captação de leite do Brasil e fornece para a marca Itambé, da Lactalis.
No beneficiamento, as cooperativas mineiras produziram 235,8 milhões de litros de leite UHT; 57,1 milhões de litros de bebidas lácteas; 26,5 milhões de litros de leite pasteurizado; 2,2 toneladas de queijos; entre outros produtos.
Já no café, “a participação das cooperativas mineiras subiu de 27,5% para 29,1%. Isso é resultado de uma atuação que vai muito além da comercialização, passando, por exemplo, pelo investimento na agricultura regenerativa e na rastreabilidade dos produtos, que se tornou obrigatória para vários mercados, como o europeu”, avaliou Scucato.
Das dez maiores cooperativas do estado em receita em 2025, seis têm o café como principal fonte de renda. São elas: Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), com receita de R$ 17,21 bilhões; Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Três Pontas (Cocatrel), com R$ 3,49 bilhões; Expocacer Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (R$ 3,31 bilhões); Cooperativa Agrícola de Unaí (Coagril), com R$ 2,95 bilhões; Cooperativa Agroindustrial de Varginha, a Minasul (R$ 2,48 bilhões); e Cooperativa Agropecuária de Boa Esperança (Capebe), com receita de R$ 1,91 bilhão.
Além do café e do leite, as cooperativas do estado tiveram participação relevante na produção de itens como abacate (42,8%), algodão (29,1%), borracha natural (21,2%) e alho (21%). Na pecuária, os resultados foram 566,5 mil cabeças de suínos, 11,7 milhões de aves, 4,6 mil toneladas de tilápia, 651 toneladas de mel e 5,2 toneladas de própolis in natura.
As informações são do Globo Rural, adaptadas pela equipe MilkPoint.
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