BRF confirma venda de divisão de lácteos para Lactalis por R$ 1,8 bi
A BRF confirmou ontem à noite que assinou um memorando de entendimentos para a venda de seus ativos de lácteos para a francesa Lactalis, por R$ 1,8 bilhão. O memorando de caráter vinculante foi celebrado com a italiana Parmalat S.p.A., controlada do grupo francês Lactalis, e estabelece as condições para [...]
Publicado por: MilkPoint
Publicado em: - 3 minutos de leitura
As unidades da BRF estão localizadas em Bom Conselho (PE), Carambeí (PR), Ravena (MG), Concórdia (SC), Teutônia (RS), Itumbiara (GO), Terenos (MS), Ijuí (RS), 3 de Maio I (RS), 3 de Maio II (RS) e Santa Rosa (RS). Nessas fábricas, há produção de refrigerados, leite longa vida, queijos, entre outros.
Segundo comunicado que a BRF enviou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o valor do negócio está "sujeito a determinados ajustes e à verificação de condições precedentes e aprovações regulatórias aplicáveis a transações dessa natureza".
À tarde, quando a venda dos ativos ainda não havia sido anunciada, e antes da inauguração de uma unidade de fatiados da BRF em Tatuí (SP), o CEO global da empresa, Cláudio Galeazzi, disse que a negociação com a empresa francesa "caminhava para o fechamento", mas que detalhes ainda estavam sendo negociados. Um desses detalhes era o uso da marca Sadia para queijos pela Lactalis por um período de tempo determinado.
Em Tatuí, Galeazzi disse que se "tudo desse certo" o valor da operação de venda dos ativos para a Lactalis poderia superar os R$ 1,6 bilhão antecipados pelo Valor na edição de ontem. Sua expectativa se confirmou.
As negociações entre a BRF e a Lactalis começaram há cerca de sete meses e foram complexas por conta da quantidade de ativos e marcas envolvidas, segundo fontes a par das conversações. Houve idas e vindas, segundo essas fontes, porque a BRF, em alguns momentos, mudou o escopo dos ativos que queria vender.
Além da proposta da Lactalis, a BRF ainda recebeu ofertas da também francesa Danone, da mexicana Lala e da canadense Saputo. Fontes familiarizadas com o tema afirmam que o desejo inicial da BRF era fechar negócio com a Danone, mas a empresa francesa não tinha interesse em adquirir toda a área de lácteos da BRF, mas apenas os refrigerados, cuja produção está concentrada na unidade de Carambeí. Já a Lactalis, que mostra ter grandes ambições no Brasil, tinha interesse em todos os ativos, inclusive no leite longa vida, um produto de margens tradicionalmente baixas.
Se para a BRF a venda dos ativos de lácteos significa sair de um segmento que nunca considerou atraente, para a Lactalis a compra das unidades e marcas da empresa brasileira é mais uma passo em sua estratégia de crescer no Brasil, um mercado ainda com grande potencial para avançar.
A francesa, que faturou € 16 bilhões em 2013 e é dona de marcas como Président, Parmalat e Lactel, começou a produzir queijos no Brasil em agosto do ano passado com a compra da Balkis. No mês passado, adquiriu, por R$ 250 milhões, ativos da LBR-Lácteos Brasil colocados à venda dentro do processo de recuperação judicial da companhia brasileira. Nessa operação, condicionou a compra dos ativos ao fim da licença para uso da marca Parmalat que a LBR tinha até 2017. Com isso, antecipou a retomada da marca no país.
Além de unidades em bacias leiteiras importantes do Brasil, com as recentes aquisições a Lactalis também terá um forte portfólio de marcas. A marca nacional da Lactalis deve ser Parmalat. Terá ainda produtos com as marcas Batavo, Elegê, que eram da BRF, além de Poços de Caldas, Boa Nata e DaMatta, compradas da LBR.
Com as recentes aquisições, a Lactalis terá 17 unidades no Brasil e deve se tornar, de imediato, a segunda entre as empresas do setor na captação de leite no país, com um volume estimado de 5,2 milhões de litros por dia ou cerca de 1,9 bilhão por ano.
Tanto a compra dos ativos de lácteos da LBR quanto os da BRF pela Lactalis tem de ser submetidas ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), já que envolvem empresas com faturamento superior a R$ 750 milhões por ano.
A notícia é do Valor Econômico.
Para continuar lendo o conteúdo entre com sua conta ou cadastre-se no MilkPoint.
Tenha acesso a conteúdos exclusivos gratuitamente!
Publicado por:
MilkPoint
O MilkPoint é maior portal sobre mercado lácteo do Brasil. Especialista em informações do agronegócio, cadeia leiteira, indústria de laticínios e outros.
Deixe sua opinião!
ALEGRETE - RIO GRANDE DO SUL - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 10/09/2014
A Lactalis vislumbra o mercado interno Brasileiro. O Brasil consome mais do que produz.
Este é o foco da empresa, lucrar e ganhar comprando leite cru e vendendo derivados aqui no Brasil. O mercado brasileiro é muito grande e tem muito para crescer, conforme é informado na notícia.
A exportação de leite ou derivados é outra oportunidade de venda para a Lactalis,não é a única e não é a prioridade. Isto não depende somente de vontade, depende de ter preço competitivo e produtos adequado aos padrões de exigência internacional para vender no mercado externo. É sabido que o padrão de excelência do leite produzido em países líderes de produção de lácteos é muito superior ao brasileiro. Isto não quer dizer que aqui não exista leite de altíssima qualidade. Existe sim, e este segmento está em franca expansão. Obviamente que é liderado por produtores que tem perfil empreendedor e agressivo do ponto de vista comercial e vislumbram sua perpetuação no setor.
A exportação depende do câmbio, depende de ter um real mais fraco frente ao dólar ou algum atributo (ex.:padrão de qualidade) no produto que compense diferenças de preços e agregue valor ao produto brasileiro.
Quanto a Parmalat, temos que entender que existem duas, a Parmalat S.P.A.(Itália) e a Parmalat do Brasil (Laep). Ambas possuem o mesmo nome, entretanto são empresas completamente distintas. Outra direção, pessoas diferentes na coordenação de sua gerência. Ter cautela é fundamental, mas também é necessária maior prudência ao avaliar.
Podemos perceber a chegada mais forte da Lactalis no mercado de diversas maneiras, desde que possamos mudar a perspectiva. Do ponto de vista a ver coisas positivas, podemos ter muitos ganhos, pois estes movimentos de fusões e compras de empresas trazem mudanças e novos desafios, assim como tecnologia e experiências de quem tem sucesso. Temos a oportunidade de aprender e crescer. Se olharmos do ponto de vista a ver coisas negativas, com certeza estaremos limitando toda e qualquer possibilidade de melhoria, crescimento, e oportunidades.
As cooperativas tendem a ganhar com a chegada da Lactalis, pois como empresas menores tem mais condições de se adequarem com mais versatilidade e rapidez. Nichos de mercado podem ser explorados e focar na produção de derivados com perfil AA ou AAA, que sim podem remunerar mais toda a cadeia que nesta cooperativa esteja inserida.
Oportunidades existem, e a diferença entre o asar e a sorte é o momento em que a mudança se apresenta e se estamos preparados.
Prosperidade para todos!

BUENOS AIRES - BUENOS AIRES - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS
EM 09/09/2014

IRINEÓPOLIS - SANTA CATARINA - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 08/09/2014

GOIÂNIA - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 08/09/2014
ERECHIM - RIO GRANDE DO SUL - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS
EM 06/09/2014
O produtor de leite no país tem muito a crescer na produtividade e qualidade. Já que à Lactalis vai ter uma demanda grande. E a IN 62 esta trazendo melhorias e abrindo mercados.
Então em minha opinião Lactalis é uma grande oportunidade para Industria e produtores.

MAFRA - SANTA CATARINA
EM 05/09/2014
a lactalis é outra empresa ela apenas comprou a marca Parmalat e ao contrario do que vc ta dizendo não tem nada a respeito que a lactalis é mal pagadora ou caloteira....ou vc é mal informado....ou mal intencionado...deveria antes de falar asneira se certificar do que ta dizendo.

QUELUZITO - MINAS GERAIS - MÉDICO VETERINÁRIO
EM 05/09/2014

ITAOCARA - RIO DE JANEIRO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 05/09/2014

SANTA HELENA DE GOIÁS - GOIÁS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 05/09/2014

EM 04/09/2014