Brasil tem condições de expandir a produção de leite para subsidiar o Programa Fome Zero

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"Não será necessário importar leite adicional para garantir o Programa Fome Zero do Governo Federal". Com essa afirmação, o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Duarte Vilela, garantiu que o País está preparado para suprir a demanda interna por lácteos. "Temos condições, inclusive, de zerar nossas importações, que no ano passado atingiram 1,4 bilhões de litros". Para fazer face ao consumo de 200 ml de leite/dia de 44,04 milhões de pessoas (público-alvo do Projeto Fome Zero), a pecuária brasileira deverá aumentar a sua produção em 15%, o que significa um incremento anual de cerca de 1,1bilhão de litros de leite em quatro anos.

Vilela diz que a pecuária nacional já deu provas de que pode atender a esse desafio, desde que haja preço compensador pago ao produtor. Somente em 2001, houve uma acréscimo de 5,3% na produção leiteira devido, apenas, ao reflexo dos bons preços praticados no ano de 2000.

A produção de leite brasileira quase dobrou nos últimos 20 anos. Em 1980, o País produzia 11,1 bilhões de litros. As estimativas da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) e da Embrapa Gado de Leite é que o volume produzido em 2002 gire em torno de 21,1 bilhões de litros. Para Vilela, as pesquisas desenvolvidas nas últimas décadas deram subsídios para o pecuarista expandir a produtividade sem a necessidade de ampliar a área explorada. "A especialização do rebanho nacional, através do melhoramento genético, o desenvolvimento e adaptação de forrageiras para as condições tropicais e as técnicas eficientes de manejo possibilitaram esse aumento de produtividade", afirma.

O Governo Federal aponta para programas sociais sustentáveis, e o Fome Zero é um deles. A pecuária de leite emprega cerca de 1,2 milhão de pessoas. Vilela diz que uma saída sustentável é manter esse contingente no campo. "Investir no aumento da produção, além de garantir leite sem a necessidade de importar, é uma forma de evitar que a população do meio rural migre para a cidade, aumentando a fome no meio urbano".

Fonte: Rubens Neiva, Jornalista - Embrapa Gado de Leite, adaptado por Equipe MilkPoint
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Paulo César
PAULO CÉSAR

CURITIBA - PARANÁ - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS

EM 21/02/2003

A Embrapa sabe que desde 2.001 os produtores inseminam suas vacas com gado de corte e que este processo sinaliza uma redução substancial na produção de leite nos próximos anos. Para se inverter este processo somente com política de mercado definida (Câmara Setorial atuante), valorização de planilha de custo REAL e reconhecimento que para se aumentar a produção se faz necessário tratar o gado com insumos e que isto tem que fazer parte da planilha de custo e não ficar apresentando custos de leite somente a pasto para que justifique os preços da POBREZA que hoje são pagos. Em 2.001 sobrou leite, em 2.002 importou-se 7% do consumo. Como ficará 2.003, que começa o ano em plena safra faltando o produto ? Como sempre, o consumidor pagará o pato da falta de planejamento, falta de estrutura de mercado. O Produtor está cansado de receber promessas de bons preços e com base nelas ir para o campo aumentar suas produções e depois por desorganização do sistema ver suas economias, animais, terras ou outras coisas serem leiloadas para pagar compromissos assumidos em nome de uma melhoria de preço. A Associação dos Produtores de Leite de MG pensa que estes assuntos precisam ser tratados com mais seriedade pelos orgãos competentes para resgatar o conceito deles mesmos junto ao produtor de leite.
Qual a sua dúvida hoje?