Brasil quer exportar produtos lácteos

Publicado por: MilkPoint

Publicado em: - 2 minutos de leitura

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

O Brasil está dando o primeiro passo para se tornar um exportador de leite. Na sexta-feira foi constituída a primeira companhia trading que será especializada em vender produtos lácteos brasileiros no exterior. A nova empresa, a Serlac, é uma associação de três cooperativas (Itambé, Cooperativa Central de Leite do Estado de São Paulo e a Confepar) com duas indústrias de lácteos (Embaré e Ilpisa) e uma trading, a Sertrading.

A expectativa, durante o primeiro ano de atividade, é vender 10 mil toneladas de leite em pó, que deverão render ao País US$ 20 milhões em divisas. O produto brasileiro será rotulado com a marca "Brazilian Dairy Board", seguindo a estratégia vitoriosa dos produtores da Nova Zelândia que conseguiram criar uma marca forte, que garante exportações para 78% da produção do país. A meta inicial é atingir mercados do Norte da África (Argélia, Tunísia e Egito) e, posteriormente, da América Latina e dos países do Oriente Médio.

"Nos três primeiros anos vamos, a cada ano, dobrar os volumes vendidos", diz o diretor da Serlac, Alfredo de Goeye. Ele conta que o projeto vai começar com exportações de leite em pó e, a médio prazo, deverá englobar outros produtos, como manteiga, queijo e leite condensado.

Na avaliação de Goeye, o País não tem tradição de ser exportador de leite porque não houve um esforço coordenado nesse sentido. "O Brasil está pagando o preço de ter abandonado a exportação", afirma o diretor-presidente da Associação Brasileira de Leite Longa Vida (ABVL) e membro do Conselho Consultivo da Sertrading, Almir José Meireles.

No ano passado, o Brasil produziu 20,8 bilhões de litros de leite, importou 850 milhões de litros e exportou 100 milhões de litros. Na avaliação de Meireles, o País tem custos competitivos, qualidade e capacidade de produção para enfrentar a concorrência no mercado. "As indústrias têm muitas fábricas para ser inauguradas", destaca Goeye.

Além da perspectiva de aumento na produção, o câmbio favorável, segundo ele, foi o empurrão decisivo para que os produtores se voltassem para exportação. A intenção da nova companhia é exportar não só a produção de seus sócios, mas também a de outros laticínios nacionais.

O investimento inicial na Serlac é de R$ 1 milhão, que será aplicado em campanhas de marketing e na estrutura da nova empresa. Inicialmente será aberto um escritório no Brasil e, dentro de seis meses, uma representação no Norte da Europa. Os recursos investidos são dos próprios sócios da companhia. A Sertrading é dona de metade da nova empresa e os 50% restantes estão divididos entre os demais associados.

O diretor diz que a empresa pretende buscar linhas de crédito para financiar a estocagem do produto. "Estamos avaliando a proposta de exportação para outros itens do setor do agronegócio. Entre eles estão o café e a frutas tropicais", conclui.

Fonte: O Estado de São Paulo (por Márcia de Chiara), adaptado por Equipe MilkPoint
QUER ACESSAR O CONTEÚDO? É GRATUITO!

Para continuar lendo o conteúdo entre com sua conta ou cadastre-se no MilkPoint.

Tenha acesso a conteúdos exclusivos gratuitamente!

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

Publicado por:

Foto MilkPoint

MilkPoint

O MilkPoint é maior portal sobre mercado lácteo do Brasil. Especialista em informações do agronegócio, cadeia leiteira, indústria de laticínios e outros.

Deixe sua opinião!

Foto do usuário

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração.

Qual a sua dúvida hoje?