Ministro Pratini de Moraes descarta afrouxar restrição à importação de leite em acordo comercial que negocia com o vizinho
A Argentina não deve contar com a ajuda brasileira na agricultura. O ministro Marcus Vinicius Pratini de Moraes, que desistiu de ir a Buenos Aires para o encontro de Cúpula do Mercosul, hoje, disse que não fará nenhuma concessão ao país vizinho. O Brasil negocia com a Argentina o fim de restrições comerciais dentro do bloco, como forma de ajudar o vizinho a impulsionar a economia.
Segundo Pratini, o déficit comercial do Brasil com a Argentina já é de US$ 1 bilhão, e, se alguém tem de ceder, é o vizinho. "O Brasil enfrenta problemas na exportação de frangos e suínos para a Argentina, que nos acusa de dumping (venda a preço abaixo de custo), disse o ministro.
O que mais incomoda, segundo Pratini de Moraes, é o pedido da Argentina para que o Brasil aceite reduzir o preço mínimo do leite importado do país vizinho.
No ano passado, Brasil e Argentina fizeram um acordo em que se estabeleceu um preço mínimo de importação de US$ 1.900 a tonelada de leite. A Argentina quer que o Brasil reduza esse preço.
Essa é uma das principais reivindicações do país vizinho no acordo comercial que negocia com o Brasil. "Essa questão é inegociável, pois haveria uma invasão do leite argentino no Brasil".
O que também "é inegociável", diz o ministro, é a barreira brasileira à importação de carne argentina, medida tomada há oito meses por causa da febre aftosa.
Fonte: Folha de São Paulo (por Guilherme Barros e Cláudia Dianni), adaptado por Equipe MilkPoint
Brasil nega concessão agrícola à Argentina
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