Importando cerca de 34,6% a mais, a quantidade passou de 12,9 mil toneladas contabilizadas em Agosto para 17,3 mil toneladas importadas em Setembro. Em valor, o crescimento foi de 35,8%, resultando em US$ 67,7 milhões. Ao considerarmos o equivalente em leite (a quantidade de leite utilizada para produzir um quilo de determinado produto), o aumento é ainda mais expressivo, passando de 85,13 milhões de litros para 129,2 milhões de litros, 51,5% superior.
O leite em pó continua assumindo grande relevância nesse contexto, somando 9,6 mil toneladas, cerca de 71,2% a mais que do que em Agosto, quando haviam sido importadas 5,6 mil toneladas. Uruguai e Argentina são os principais exportadores de leite em pó para o Brasil. É interessante notar que a Argentina vem exportando mais do que a cota de 3.300 toneladas estabelecida no acordo com o Brasil. Nesse mês, o Brasil importou 4,7 mil toneladas de leite em pó da Argentina e 4,4 mil toneladas do Uruguai. O Chile também exporta leite em pó para o Brasil, entretanto com uma quantidade bem menos significativa, com apenas 4,2% do leite em pó integral.
Outro fator importante nesse aumento foi que, em Setembro, o país importou leite modificado da Europa (Países Baixos), o que não havia sido feito no mês de Agosto. Contudo, a importação de soro de leite sofreu uma queda de 70%.
Tabela 1. Balança comercial de lácteos de set/2011

Fonte: MDIC/ Elaboração: MilkPoint
Em equivalente-leite, a balança encontra-se deficitária em 736,55 milhões de litros, sendo superior ao déficit total de 2010. Em valor, a participação é ainda maior: 97,6%, resultado da razão do déficit de US$ 345,48 milhões no período de Janeiro a Setembro do ano sobre um déficit total em 2010 de US$ 174,82 milhões.
Tabela 2. Volume e valor comercializado de janeiro a setembro de 2011 e comparação com 2010

Fonte: MDIC/ Elaboração MilkPoint
