As indústrias lácteos de Manfrey e SanCor, da Argentina, bem como o novo complexo construído em Porteña - fábrica processadora de soro de leite, através de um convênio entre a SanCor e a Arla Foods - poderão contar com uma fonte alternativa de energia a partir do ano de 2003, quando deverá estar em funcionamento o "gasoduto leiteiro".
O projeto, que demandará um investimento de cerca de US$ 33,17 milhões - incluídas as redes locais - será submetido à aprovação da Entidade Nacional de Regulamentação de Gás (Energas) até o final do próximo mês, segundo informou o presidente do Cecrece - grupo de 15 cooperativas de serviços públicos que se associaram com o objetivo de levar a obra adiante, Rodolfo Bruera. A Energas funcionaria como um subdistribuidor e utilizaria o sistema da Transportadora de Gás do Norte, uma das redes do país.
Apesar do projeto estar identificado com a bacia leiteira do oeste de Santa Fé e com o leste de Córdoba, ele está esquematizado para servir a cerca de 90 mil habitantes e diferentes indústrias. Entre elas, incluem-se a La Piamontesa, de Brinkmann; o frigorífico de Morteros e as indústrias lácteas Williner, Verónica e Ramolac. A participação das indústrias absorveria cerca de 85% do consumo de gás - de um total de cerca de 150 mil metros cúbicos diários (150 milhões de litros).
O pontapé inicial foi dado em junho do ano passado pelas 12 cooperativas que fundaram o Cecrece (Cooperativa de Empreendimentos Conjuntos Região Centro Limitada). A unidade de gestão projetou a construção de uma rede de gás de 400 quilômetros que integrará as regiões argentinas de Ceres, Hersilia, Arrufó, Villa Trinidad, San Guillermo e Suardi, em Santa Fé; Devoto, Freyre, Porteña, Brinkmann e Morteros, além do departamento de San Justo, em Córdoba, até chegar a Selva, em Santiago de Estero. Na próxima assembléia, serão admitidas como associadas 3 outras cooperativas de Colonia Aldao, Ramona e Eusebia, em Santa Fé.
As cooperativas de produção, como a SanCor e a Manfrey, investiram em um estudo para ver se o projeto era factível, e para ver se iriam se incorporar ao sistema dentro de um convênio. A substituição de outros combustíveis como o petróleo pelo gás natural na operação das fábricas reduzirá os custos e melhorará a competitividade do complexo leiteiro da região, segundo estimou Bruera. A economia de custos ficaria em torno de US$ 3 milhões por ano.
Em relação ao financiamento da obra, Bruera não descartou a obtenção de créditos internacionais, com 10 anos de prazo.
Detalhes do projeto
Extensão: 400 quilômetros de gasoduto em 3 províncias
Localização: Devoto, Freyre, Porteña, Brinkmann e Morteros (Córdoba); Ceres, Hersilia, Arrufó, Villa Trinidad, San Guillermo, Suardi, Colonia Aldao, Ramona e Eusebia (Santa Fe) e Selva em Santiago del Estero
Usuários: indústrias lácteas e agroalimentares, além de 90 mil habitantes da região.
Investimento: US$ 25,13 milhões no conduto principal e US$ 8 milhões em redes locais
Início das atividades: ano de 2003.
Fonte: La Voz de San Justo - Argentina, publicado em Lecheria Latina, adaptado por Equipe MilkPoint
Bacia leiteira argentina tem fonte alternativa de energia
Publicado por: MilkPoint
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