Austrália: setor de lácteos manda missão para a Europa

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Recentemente, os planos de reformar a Política Agrícola Comum (PAC) da União Européia (UE) ganharam extensiva publicidade na mídia da Austrália. De acordo com a diretora-gerente da Australian Dairy Corporation (ADC), Sandy Murdoch, se a reforma da PAC fosse mesmo colocada em prática, representaria potencialmente boas notícias aos produtores de leite da Austrália, embora estes não devessem obter os benefícios nos próximos anos.

"A ADC, como parte de suas atividades de desenvolvimento do comércio internacional, continua trabalhando rigorosamente com o Governo da Comunidade e com outras organizações de indústrias para ganhar um maior acesso na UE aos produtos lácteos australianos".

Segundo Murdoch, como parte deste trabalho, a ADC recentemente coordenou uma missão para a Europa para conversar com governos chave da UE e com grupos de indústrias sobre as opções da reforma. "Nossa missão, que incluiu a ADC, bem como representantes da indústria e dos produtores, apresentou as descobertas de um modelo realizado pela Agência Australiana de Agricultura e Pesquisas Econômicas (ABARE)". Este trabalho, financiado pela indústria de lácteos, mostrou que:

* Os preços dos produtos lácteos e o valor do comércio de lácteos irão ambos aumentar significativamente depois das reformas no que se refere ao acesso aos mercados;

* Os impactos da reforma nos mercados internos da UE e dos EUA serão relativamente pequenos e não será tão penoso como comumente se esperava; e,

* Há benefícios para a UE em incorporar as reformas comerciais (particularmente no que se refere à reforma no acesso aos mercados) às suas determinações de suporte à indústria no final desta década.

A mensagem chave que a Austrália quis passar neste caso foi que a reforma na PAC no que se refere ao acesso aos mercados oferece o melhor caminho para o crescimento dos mercados mundiais de lácteos para beneficiar todos os participantes do comércio.

"A posição da UE neste debate é importante por duas razões - sua influência na atual rodada de negociações da OMC e seu grande poder econômico. A UE ainda é o maior comerciante de produtos lácteos, sendo responsável por 36% de todo o comércio global de lácteos".

"A reforma comercial é um longo, lento e muitas vezes frustrante processo. No entanto, dada a nossa confiança nos mercados de exportação, precisamos correr atrás disso para garantir que os interesses lácteos australianos estejam fortemente representados em todas as negociações comerciais multilaterais e que nossos direitos existentes estejam completamente protegidos".

Fonte: Australian Dairy Corporation (ADC), adaptado por Equipe MilkPoint
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