Arla quer renegociar condições de exportação

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A dinamarquesa Arla Foods quer rever o acordo de preços que firmou com o Brasil quando o país implementou as tarifas antidumping para a importação de leite em pó, no início de 2000. Na ocasião, para escapar da taxa de 82,2% imposta pelo governo brasileiro ao produto proveniente da União Européia, a empresa conseguiu estabelecer um preço fixo de US$ 2 mil por tonelada por seus carregamentos e se comprometeu a exportar apenas para a Zona Franca de Manaus. A cotação da tonelada de leite em pó na UE estava em US$ 2,1 mil.

"Como o mercado mudou, estamos negociando uma alteração no acordo com o governo brasileiro", disse o gerente-geral da Arla Foods Ingredients no Brasil, Paul Hansen.

Com a forte queda de preços no mercado internacional, a tonelada hoje custa US$ 1,4 mil. "É uma conversa comercial, estamos revendo nossos preços", argumentou. O executivo não confirmou se o pedido já foi protocolado no Departamento de Comércio Exterior (Decom) e também não revelou qual é a nova proposta da multinacional.

Segundo fontes do setor, a proposta varia de uma simples revisão de valores a um acordo similar ao fechado com Argentina e Uruguai, segundo o qual o preço de referência varia conforme o mercado internacional.

Fonte: Valor On Line (por Raquel Landim), adaptado por Equipe MilkPoint
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