O fechamento de propriedades leiteiras tem-se mantido na Argentina e alcança valores alarmantes, segundo os últimos indicadores divulgados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Pesca e Alimentação (SAGPyA).
De acordo com o informativo oficial atualizado em outubro passado, nos primeiros dez meses do ano, houve diminuição constante do número de propriedades leiteiras, alcançando uma média de -13,9% por mês. As baixas mais importantes ocorreram durante abril, maio e junho, quando a redução no número de propriedades leiteiras ficou entre 15,4% e 15,5%.
A tendência mostrou leve melhora no segundo semestre, ainda que a queda de estabelecimentos se tenha mantido constante.
A Secretaria revelou que, em julho, o número de propriedades leiteiras que entregaram leite às indústrias foi 14,2% inferior ao de junho; em agosto, a redução ficou em 13,2%; em setembro, houve queda de 12,5%, enquanto, em outubro, o número de propriedades leiteiras diminuiu 10,5% em relação ao do mês anterior.
No entanto, o nível de recepção total de leite nas grandes indústrias, que chegou a cair 17,6% em maio, conseguiu atenuar o nível de queda, apesar de a produção estar em contínuo decréscimo.
Em outubro, as principais indústrias receberam 1% menos de matéria-prima que em setembro. No entanto, houve aumento do volume de leite produzido por propriedade leiteira. Em outubro, cada propriedade produziu uma média de 10,6% a mais que em setembro.
Isto indica que a tendência de fechamento de estabelecimentos está acompanhada por outro movimento, menos significativo, de concentração da produção em menor quantidade de propriedades leiteiras, mas com maior volume produzido.
Vale destacar que a produção leiteira argentina tem apresentado constante queda, a qual, nos últimos anos, foi agravada pela instabilidade do setor e sua falta de rentabilidade, que a impede de competir com outras atividades, como a agricultura.
Neste sentido, vale mencionar que cada vez mais produtores leiteiros inclinam-se a deixar a atividade leiteira para dedicar-se à agricultura, atraídos pelo boom na cultura da soja. Esta tendência se expressa no fechamento de propriedades leiteiras e tem como conseqüência uma queda do volume anual da produção de leite na Argentina, redução esta constante há quatro anos.
Fonte: Diario Castellanos/Infortambo, adaptado por Equipe MilkPoint
Argentina teve queda de 13,9% mensais no número de propriedades leiteiras
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