Argentina: fábrica da SanCor-Arla Foods abre oficialmente em setembro

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A fábrica de industrialização de soro de queijo que a sociedade entre a SanCor e a cooperativa sueco-dinamarquesa Arla Foods construíram em Porteña, na Argentina, será inaugurada formalmente em setembro, segundo anunciaram fontes da joint venture. A Arla Foods agrupa mais de 15 mil produtores de leite e fatura cerca de US$ 5 bilhões por ano, sendo a maior indústria leiteira da Europa.

No entanto, o estabelecimento localizado na bacia leiteira de Santa Fé e Córdoba já está em funcionamento. A etapa de teste dos equipamentos já chegou ao final e teve início o processo de fabricação de proteínas lácteas.

A fábrica que dará emprego a 70 pessoas no total processa, atualmente, cerca de 178 mil litros de soro, sendo que a perspectiva é de aumento desta produção. A meta é até agosto a indústria estar produzindo com sua máxima capacidade. Técnicos dinamarqueses estão capacitando funcionários.

Aliança

A sociedade, denominada de Arla Foods Ingredientes S.A. (Afisa), tem como objetivo funcional a fabricação de ingredientes à base de soro de leite e sua comercialização na Argentina, América Latina e outros mercados externos. Trata-se de uma das 4 fábricas que existem no mundo destinadas à elaboração de proteínas concentradas do leite a partir de um subproduto lácteo - um insumo utilizado pela indústria alimentícia e de alta demanda mundial. Cerca de 85% da produção da fábrica de Porteña deverão ser destinados à exportação.

A fábrica conta com uma capacidade diária de processamento de 2,3 milhões de litros de soro, e uma produção de 800 mil toneladas anuais. Na aliança estratégica, que demandou um investimento de US$ 60 milhões, cada um dos sócios cumpre funções específicas. A SanCor fornece a matéria-prima de suas fábricas queijeiras, que hoje reparte sua utilidade entre o desperdício e a alimentação animal, bem como a engenharia básica. Por outro lado, a cooperativa européia entra com sua experiência no desenvolvimento do produto e sua logística de comercialização internacional.

O investimento foi feito da seguinte forma: metade fornecido pelas duas cooperativas de lácteos, enquanto que a outra metade foi obtida através de um consórcio integrado pelo Rabobank (banco holandês) e um fundo dinamarquês de crédito para exportação.

Fonte: La Voz del Interior, adaptado por Equipe MilkPoint
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