A produção de leite na Argentina em fevereiro de 2023 atingiu o volume de 805 milhões de litros. Esse valor está quase 16% abaixo do resultado obtido em janeiro passado e apresenta uma queda de 1,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
Isso foi indicado em um relatório divulgado pelo Observatório da Cadeia de Lácteos Argentina, onde foi indicado que em fevereiro, houve uma queda de 6,7% na média diária.
De acordo com o relatório, a queda média de janeiro é de 9%, mas este ano foi menor, em 7,3%. Isso porque foi comparado com o mês de janeiro de 2022, que foi atípico, devido ao forte estresse calórico que o rebanho sofreu. Já em fevereiro, a queda mensal foi maior do que a média histórica, ficando em 6,7%. Normalmente, a média é de 5% a 5,5% de queda.
A OCLA afirma que isso se repetirá em março devido aos efeitos da seca e questões relacionadas à economia.
Evidentemente, os efeitos da forte estiagem que atinge grande parte das bacias leiteiras e a incidência de altos custos de produção (concentrados, entre outros insumos ligados à alimentação do rebanho) geraram efeitos negativos na produção de leite. A força inercial trazida pela produção de 2022 certamente vai desacelerar nos próximos meses e teremos valores negativos significativos no segundo e terceiro trimestres deste ano.
A produção do primeiro bimestre do ano, 1,2% superior à de janeiro a fevereiro de 2022, coincide com a estimativa que publicada no início do ano com dados fornecidos pelas principais indústrias.
As informações são do Infortambo, traduzidas pela Equipe MilkPoint.