Argentina: apoio à criação do Instituto de Promoção de Lácteos

Publicado por: MilkPoint

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Na semana passada, a Argentina abriu suas portas à segunda edição da Mercoláctea, mostra dedicada à produção, indústria e comercialização do setor leiteiro, organizada pela revista Infortambo e pelo jornal La Nación. A mostra ocorreu nas instalações da Sociedade Rural, em São Francisco, Córdoba, e contou com uma grande quantidade de visitantes, entre eles produtores de leite, industriais, empresários e estudantes.

Após o lançamento da mostra, o ministro de Finanças e de Produção de Córdoba, Juan Schiaretti, disse, referindo-se especificamente à situação do setor leiteiro, que é inadmissível que a Argentina não conte ainda com um instituto de promoção das exportações. "Vamos insistir com os governantes de Santa Fé e Córdoba para que seja realizado o instituto de promoção de lácteos".

Schiaretti disse que, assim como existe um órgão responsável pela promoção da vinicultura, que ajuda o setor porque permite melhorar a produção dos vinhos e abrir os caminhos para que sejam vendidos vinhos finos em todo o mundo, "é realmente inacreditável que o setor leiteiro não tenha um instituto similar".

A mesma opinião o ministro argentino expressou a um grupo de produtores de leite que se mostraram insatisfeitos com o preço que recebem pelo produto. Em sua opinião, o conflito que vem ocorrendo entre os produtores e as indústrias não deveria nem ter existido, uma vez que, em sua opinião, todos os membros do setor deveriam agir como sócios "para que o complexo leiteiro vá pra frente".

Schiaretti se solidarizou com os produtores de leite pelas dívidas que se arrastam em dólares devido à compra de insumos. "Estas devem ser atualizadas tomando o preço do produto como referência".

Sistema de cotas

A Mercoláctea serviu também como cenário de inúmeras discussões entre membros do setor, na busca por soluções para a crise que acomete a produção leiteira na Argentina neste momento. Controlar os custos, não se endividar, produzir leite barato de acordo com o preço pago pela indústria, não importar modelos de produção estrangeiros e analisar a conveniência de aplicar tecnologias, são as urgências citadas por membros do setor do país.

O membro da União Geral dos Produtores de Leite, Guillermo Draletti, mostrou-se partidário para a imposição de limites à produção interna. "Sou partidário de que, quanto menos se intervenha na economia, melhor é. No entanto, nas atuais circunstâncias pelas quais o setor leiteiro está passando, é necessário fixar um preço rentável para que tenhamos previsibilidade. A solução do setor passa por uma determinação de cotas de produção, tanto para o consumo interno, como para a exportação".

O membro da Associação de Produtores de Leite do Norte da Província de Buenos Aires (Aplenoba), Jorge Albarado Uriburu, concordou com Draletti. "A falta de uma política de regulamentação da oferta fez com que a produção caísse, chegando a colocar em risco o abastecimento do próprio mercado interno no próximo ano. Antes de um instrumento de fixação de preços, é necessária uma regulamentação da oferta. É necessário controlar a produção interna através de uma cota. O produtor que queira produzir para exportar, acima desta cota, deverá justificar o excedente com um contrato com a indústria, referendado nos registros da Secretaria da Agricultura".

Fonte: La Nación (por Roberto Seifert) e La Voz del Campo - La Voz del Interior, Córdoba, adaptado por Equipe MilkPoint
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