ARG: La Sereníssima lucra após refinanciar dívida

No primeiro semestre de 2010, a empresa de lácteos da Argentina, <i>Mastellone Hermanos</i>, dona da marca La Sereníssima, obteve lucros líquidos de 80,8 milhões de pesos (US$ 20,52 milhões) graças a um lucro originado do refinanciamento da nova dívida.

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No primeiro semestre de 2010, a empresa de lácteos da Argentina, Mastellone Hermanos, dona da marca La Sereníssima, obteve lucros líquidos de 80,8 milhões de pesos (US$ 20,52 milhões) graças a um lucro originado do refinanciamento da nova dívida (negociada em maio passado), segundo indica o último balanço consolidado da companhia apresentado essa semana frente à Comissão Nacional de Valores (CNV).

Em dezembro de 2009, a Mastellone iniciou um processo para obter refinanciamento da maior parte de sua dívida (que tinha vencimentos entre 2010 e 2013). Esse processo foi finalizado em 7 de maio de 2010 por meio de um acordo privado no qual os credores, que possuíam US$ 218 milhões de capital da dívida, aceitaram fazer o refinanciamento (esse valor representa aproximadamente 98% do valor total de capital e juros que integravam a oferta do acordo).

O refinanciamento da dívida se concretizou por meio de um acordo voluntário que incluiu a entrega de efetivo e nova dívida, na qual, pra cada US$ 1.000 de valor nominal da dívida anterior, se entregaram US$ 39 em efetivo e US$ 961 em nova dívida com vencimento final em 2018 ou US$ 98 em efetivo e US$ 902 em nova dívida com vencimento final em 2015.

O resultado ordinário do primeiro semestre de 2010 - sem considerar o lucro extraordinário - gerou uma queda de 10,7 milhões de pesos (US$ 2,71 milhões) originada a partir de um crescimento importante dos custos de produção e gastos de comercialização.

O resultado operacional do primeiro semestre de 2010 (vendas totais menos custos de produção e gastos de comercialização) gerou um lucro de 20,9 milhões de pesos (US$ 5,30 milhões) versus 63,5 milhões de pesos (US$ 16,13 milhões) no mesmo período de 2009. "Como havíamos previsto, tivemos uma compressão das margens, gerada fundamentalmente pelos maiores custos de 2010, especialmente nos relacionados com o preço da matéria-prima láctea".

"Se manteve uma queda na produção de leite ao longo de 2010, em comparação com os volumes de 2009 (principalmente por condições climáticas adversas)", aponta o balanço da empresa. "No entanto, a queda foi reduzindo gradualmente e se reverteu nas primeiras semanas do segundo semestre (de 2010). Espera-se um crescimento da produção para o resto do ano, em grande parte acelerado pela ausência dos problemas climáticos da primeira parte do ano e por uma situação melhor dos produtores".

"Embora a situação operacional e financeira pela qual atravessou a Sociedade em 2008 e 2009 tenha gerado incertezas com relação a sua capacidade de continuar com o desenvolvimento de suas operações, a Diretoria estima que a Sociedade possa continuar normalmente com suas operações em um futuro próximo, a partir da continuidade no cumprimento dos planos operacionais em curso e por ter completado com êxito o refinanciamento de seus passivos mais significativos".

Em 12/08/10 - 1 Peso Argentino = US$ 0,25403
3,92958 Peso Argentino = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)

As informações são do Infocampo, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.
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