Segundo uma decisão tomada ontem, pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), atendendo à proposta do Ministério da Agricultura, no começo de setembro o sistema financeiro terá R$ 200 milhões para apoiar a comercialização de leite e derivados. Os recursos serão liberados mais cedo este ano porque não houve a tradicional queda na produção na entressafra, o que reduziu as cotações dos produtos lácteos. No ano passado, R$ 120 milhões foram liberados para o setor a partir de outubro.
O crédito para financiamento de estocagem de derivados de leite utiliza verbas das exigibilidades bancárias (25% dos depósitos à vista). Além de fornecer crédito para cooperativas, será oferecido financiamento também para as indústrias, que poderão obter empréstimos pagando juro anual de 8,75%, por meio de operações com Duplicata Rural (DR) e Nota Promissória Rural (NPR), sendo que estas só poderão obter esse tipo de financiamento se comprovarem o uso de recursos para adquirir leite in natura dos produtores.
Além disso, o governo lançou uma linha de crédito para financiar a retenção de crias e matrizes no Rio Grande do Sul, devido à impossibilidade de bovinos criados no Estado saírem do mesmo, por causa do problema da aftosa. Neste caso, também serão utilizados recursos das exigibilidades bancárias. Cada produtor poderá obter até R$ 60 mil, com dois anos de prazo para realizar o pagamento a taxa anual de 8,75%.
A linha de financiamento para retenção de crias e matrizes bovinas só estará disponível enquanto o Rio Grande do Sul estiver impedido de enviar animais vivos e carnes cruzando terras catarinenses, área considerada livre de aftosa, sem vacinação. A linha de crédito será extinta quando for criado um corredor de transporte por Santa Catarina.
Fonte: Gazeta Mercantil (por Ayr Aliski), adaptado por Equipe MilkPoint
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MilkPoint
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