Fiscais da Secretaria da Fazenda interceptaram, na madrugada do dia 26 de agosto, no município de Israelândia/GO, uma carga de 14.012 quilos de queijo sem documentação legal e transportado em uma carreta graneleira, sem as mínimas condições sanitárias legais para esse tipo de serviço. O fato poderia ser visto como uma ocorrência banal, se parte da carga não fosse proveniente do Laticínios Lola, pertencente ao supervisor-regional da Agência Goiana de Desenvolvimento Rural e Fundiário (Agenciarural), em Iporá, Joaquim Luiz Guimarães, justamente a quem cabe fazer cumprir a legislação de sanidade agropecuária naquela região.
O supervisor fiscal da Secretaria da Fazenda em Goiás, Geder Gonçalves de Moura, explica que, ao perceber a movimentação dos fiscais, o caminhoneiro José Cândido de Souza chegou a alterar sua rota para tentar despistá-los, mas foi alcançado na ponte do Rio Claro. Um vez abordado, ele confessou a situação irregular da carga, informou a procedência dos produtos e se dispôs a seguir com os fiscais até Iporá, onde tirou a nota fiscal da mercadoria, pagando com cheque, emitido por Antônio José Guimarães, R$ 12.115,44 de imposto, mais R$ 17.325,08 de multa.
Declaração
Em termo de declaração, devidamente assinado, José Cândido informa ter adquirido sem nota fiscal 4.012 quilos de queijo mussarela da marca Tia Lola (Laticínios Lola), 3.068 quilos da marca Liz, 4.649 quilos da marca Saborosa e 2.006 quilos da marca Montes Belos, além de 276 quilos de provolone. Também assina o documento, como testemunha, Antonio José Guimarães, irmão e sócio de Joaquim Luiz Guimarães no Laticínios Lola, embora oficialmente sejam suas respectivas esposas as titulares da empresa. "Mas aqui na região todos sabem que são os dois que, inclusive, administram a indústria", diz Geder Gonçalves de Moura.
O supervisor-fiscal disse estranhar que, embora tenha pessoalmente comunicado à Agenciarural em Iporá a retenção da carga irregular de queijos, nenhum funcionário tenha comparecido ao local para as providências legais. "Como não fiscalizamos a questão sanitária, fomos obrigados a liberar a carga, tão logo o caminhoneiro quitou suas obrigações fiscais", informa Geder de Moura.
Fonte: O Popular (por Edimilson de Souza Lima ), adaptado por Equipe MilkPoint
Apreendido queijo irregular de servidor da Agenciarural
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