Americanos querem embarcar mais soro
Publicado por: MilkPoint
Publicado em: - 2 minutos de leitura
Os americanos são os maiores fornecedores de soro de leite, respondendo por 27% das 21,4 mil toneladas importadas pelo Brasil de janeiro a junho deste ano. A liderança vem pelo preço. Enquanto a tonelada de soro de leite do Mercosul saiu na média por US$ 738 nesse primeiro semestre, o produto americano chegou a US$ 515.
Mais de 60% do soro de leite importado pelo Brasil são utilizados em rações animais. Mas ao atingir um maior nível de concentração de proteína, que pode chegar a 60% , o produto é utilizado na fabricação de iogurtes, achocolatados ou derivados de carne.
A campanha de venda dos americanos, contudo, acontece em momento pouco propício. Além da crise cambial, que encarece as importações, o governo brasileiro incluiu o soro na lista de exceções da Tarifa Externa Comum (TEC), do Mercosul. Assim, a tarifa para países de fora do bloco subiu de 15,5% para 27%.
A inclusão do produto atende a pedido dos produtores, que argumentam que o soro é utilizado para adulterar o leite longa vida no Brasil. "Condenamos esse tipo de prática", diz Suber. "Mas as maiores taxas trazem desvantagens para as empresas brasileiras".
Crítica aos subsídios
Suber criticou a concessão de subsídios da União Européia aos seus agricultores. Segundo ele, a UE é responsável pelos baixos preços dos produtos lácteos no mercado internacional. Segundo ele, os subsídios concedidos para a produção de queijo na Europa são dez vezes maiores que os dos EUA. "A UE tem três vezes mais subsídios globais para lácteos. Mas, individualmente o produtor norte-americano recebe mais que o agricultor europeu", diz o professor da Universidade de São Paulo (USP), Marcos Jank.
A produção mundial de leite gira em torno de 480 bilhões de litros, mas somente 5% deste volume é negociado no exterior. Os principais produtores são União Européia, Nova Zelândia e Austrália, seguidos pelos EUA. A produtividade norte-americana é de 7,5 mil litros de leite por vaca, sete vezes maior que a do Brasil, de 1,05 mil litros, segundo levantamento de Jank.
Suber diz que a informalidade do mercado brasileiro atrapalha o crescimento da atividade leiteira do País e afasta a possibilidade de o setor atrair investidores. "O setor é fechado e impõe muitas restrições à entrada de lácteos".
Fonte: Valor On Line (por Raquel Landim) e Gazeta Mercantil, adaptado por Equipe MilkPoint
Para continuar lendo o conteúdo entre com sua conta ou cadastre-se no MilkPoint.
Tenha acesso a conteúdos exclusivos gratuitamente!
Publicado por:
MilkPoint
O MilkPoint é maior portal sobre mercado lácteo do Brasil. Especialista em informações do agronegócio, cadeia leiteira, indústria de laticínios e outros.
Deixe sua opinião!

VALENÇA - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 19/08/2002
Definitivamente, temos que aprender a nós defender desta falsa globalização, na qual os produtos que o hemisfério Norte são eficientes, se globaliza, os que eles não são competitivos, se subsidia. Tenha a Santa Paciência....