Alagoana Ilpisa dá início à exportação de produtos lácteos

Publicado por: MilkPoint

Publicado em: - 2 minutos de leitura

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O grupo alagoano Indústria de Laticínios Palmeira dos Índios S/A (Ilpisa) se juntou a outras quatro indústrias e a uma trading para criar a Serlac, a primeira companhia brasileira voltada exclusivamente para a exportação de produtos lácteos, que receberão a marca Brazilian Dairy Board. A Serlac foi oficializada na última sexta-feira.

No primeiro ano de atividade, a Serlac planeja exportar 10 mil toneladas de leite em pó, com um faturamento de US$ 20 milhões. Os mercados potenciais são o Norte da África (Argélia, Egito e Tunísia), Oriente Médio e América Latina. Os passos seguintes são a venda de manteiga, queijo e leite condensado.

Apesar de produzir anualmente cerca 20 bilhões de litros de leite, volume muito próximo da demanda nacional, o Brasil é um tradicional importador do produto.

De 1986 a 2000, o País gastou US$ 9 bilhões na importação de leite. No ano passado, a produção nacional atingiu 20,8 bilhões de litros, mas o País importou 850 milhões de litros e exportou apenas 100 milhões.

"A exportação poderá ajudar a regular os preços do mercado interno durante a safra, evitando as quedas que normalmente ocorrem, e favorecer a obtenção de divisas", afirma a diretora da Sertrading, Marina Brito, uma das pioneiras do comércio exterior no Brasil, criada há 25 anos, que faz sua primeira experiência na área de laticínios. Segundo Marina, a criação da Serlac foi possível devido ao aumento da produção e da capacidade instalada da indústria de laticínios e ao câmbio favorável.

Além da Ilpisa e da Sertrading, integram a Serlac a Itambé, de Belo Horizonte, a Cooperativa Central de Laticínios do Estado de São Paulo (CCL-SP), sediada na capital paulista; a Indústrias Embaré, de Belo Horizonte, e a Cooperativa Central Agroindustrial do Paraná (Confepar), com sede em Londrina.

Segundo o diretor da Serlac, Alfredo de Goye, um dos critérios de escolha dos fornecedores foi a diversificação regional, para evitar que todas as áreas produtoras estejam na entressafra ao mesmo tempo. Somadas, as cinco associadas processam 1,8 bilhão de litros de leite por ano, aproximadamente 8% da produção nacional. Para De Goye, o Brasil não exportava leite até agora por falta de ação das empresas que atuam no comércio exterior. "O País é quase auto-suficiente e precisa aproveitar o produto na safra".

"A situação está mudando. O Brasil deixa de ser só importador para também exportar. Isso é resultado do crescimento da pecuária leiteira e do aumento da produção, conseguida com a utilização maior da tecnologia e capacidade de gerenciamento", disse o presidente da Confepar, Renato José Beleze.

A marca Brazilian Dairy Board (que, em inglês significa Conselho Lácteo Brasileiro) tem inspiração no bem sucedido modelo neozelandês de exportação de produtos lácteos. Com a marca New Zealand Dairy Board aquele país consegue vender no exterior cerca de 80% de sua produção de leite em pó, queijos e manteiga.

Fonte: Gazeta Mercantil (por Valmir Denardin), adaptado por Equipe MilkPoint
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javier
JAVIER

BUENOS AIRES - BUENOS AIRES

EM 16/05/2002

No artigo diz que a Serlac planeja exportar 10.000 TM de leite em pó por um total de US$ 20 milhões. Isso quer dizer um preço de US$ 2000/TM. Com preços menor que US$ 1400/ TM no mercado internacional para o leite da melhor qualidade, não consigo entender como é que Serlac pensa conseguir aquele preço.
Qual a sua dúvida hoje?