Acordo para contratos de comercialização de leite pode sair em breve em Goiás
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A Comissão de Leite da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), que negocia pelos produtores, defende que os laticínios arquem com os custos do transporte do leite da fazenda até a indústria. O argumento é que, indiretamente, é sempre o produtor quem paga o frete, pois a cotação do produto pela indústria levará em conta o custo do transporte, mas ele não quer ficar obrigado a essa responsabilidade extra-propriedade. Quanto ao leite-excesso, a comissão defende que seja pago a 30% do valor do leite-cota, valorizando o produtor profissional, em detrimento daquele que só produz na época das chuvas.
O diretor do Sindicato das Indústrias de Laticínios (Sindileite), Luiz Magno de Carvalho, diz que é inviável para o segmento assumir todo o ônus do transporte do leite, tendo em vista que as distâncias entre as propriedades e as indústrias podem chegar a centenas de quilômetros.
Quanto ao leite-excesso, ele afirma que historicamente sempre foi pago a uma média entre 60% e 70% do preço do leite-cota, diferencial que acha mais que suficiente para pressionar pela profissionalização da produção. Segundo ele, uma diferença exorbitante levaria o produtor a orientar a venda do produto extra-cota para as centenas de laticínios informais que operam no Estado e que certamente não vão aderir ao sistema de contratos na comercialização do leite.
Fonte: O Popular/GO, adaptado por Equipe MilkPoint
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EM 01/07/2002