Acordo entre Serlac e Conaprole está próximo

Publicado por: MilkPoint

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A parceria entre Serlac e Conaprole para exportação de produtos lácteos pode ser concluída até o fim de setembro. Representantes da trading, do governo brasileiro e da cooperativa uruguaia se reuniram ontem (21) em Montevidéu para selar o acordo. "Ficou claro que a parceria é o caminho natural para fortificar ambas as partes", disse o presidente da Sertrading, companhia de comércio exterior que possui 50% da Serlac, Alfredo de Goeye.

Os detalhes finais do negócio serão decididos na próxima semana, quando representantes da Conaprole vêm a São Paulo. De acordo com Goeye, o mais provável é que a uruguaia passe a fazer parte da Serlac, que congrega Itambé, Confepar, Central de Laticínios do Estado de São Paulo (CCL), Embaré e Ilpisa.

A Conaprole pode contribuir com a Serlac na abertura de novos mercados e na ampliação do portifólio, com produtos como queijo e soro desmineralizado. Segundo o assessor econômico da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL), Vicente Nogueira, o acordo também ajudará na troca de informações para o fortalecimento do sistema cooperativista no Mercosul. Estão incluídas no negócio quatro cooperativas: Conaprole, Itambé, Confepar e CCL.

Analistas do setor acreditam que o principal interesse da Conaprole na parceria seja flexibilizar as tarifas antidumping aplicadas pelo Brasil contra o Uruguai. Não por acaso, o assunto foi o primeiro a ser colocado em discussão pela Conaprole durante a reunião de ontem.

O governo brasileiro admite que está incentivando a associação comercial entre as empresas como alternativa à reivindicação dos uruguaios. O secretário-executivo da Câmara de Comércio Exterior, Robério Silva, falou longamente na reunião e resistiu aos pedidos. Argumentou que o Brasil teve o cuidado de garantir preços mínimos compensadores ao sócio do Mercosul e que alterar as regras para o Uruguai poderia levar outros países a exigir o mesmo tratamento.

Mesmo assim, Silva endossou que "faremos tudo que estiver ao nosso alcance para apoiar a comercialização conjunta dos produtores de leite". Durante a reunião, o governo brasileiro sinalizou também a possibilidade de financiar o marketing do leite do Mercosul no mercado internacional.

Fonte: Valor On Line (por Raquel Landim e Sergio Leo), adaptado por Equipe MilkPoint
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