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Acordo com Mercosul depende de ações concretas do Brasil, diz embaixador da UE

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 03/12/2020

3 MIN DE LEITURA

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O acordo comercial entre União Europeia e Mercosul está em “stand by”, à espera de ações concretas do governo brasileiro no combate ao desmatamento e às queimadas e proativas em políticas de sustentabilidade, disse o embaixador da União Europeia no Brasil, Ignacio Ybáñez 

Segundo o espanhol, porém, sinalizações recentes do país, sobretudo posturas do vice-presidente Hamilton Mourão indicam que as negociações podem avançar, com assinatura e ratificação do pacto em breve. “Agora, sim, o governo brasileiro compreendeu muito bem essa mensagem [das reivindicações dos países]”, afirmou Ybáñez, entrevistado na Live do Valor, ao mencionar, por exemplo, o convite a embaixadores e lideranças para visitarem a Amazônia. 

A viagem foi organizada após oito países enviarem carta afirmando que a alta do desmatamento poderia dificultar as importações de itens brasileiros. Segundo o emissário, outro ponto positivo foi a criação do Conselho da Amazônia, que, na sua visão, coloca o foco das iniciativas do governo no combate ao desmatamento e às queimadas. 

Ele ponderou que não se imagina desmatamento e fogo zero, mas que é possível avançar. “Nossa convicção é de que vamos chegar a esse acordo.” Sobre o novo recorde de desmatamento na Amazônia - segundo dados preliminares do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe, a área devastada chegou ao nível anual mais alto desde 2008 -, ele disse que as ações do governo vão contar para a agenda avançar.

“Se a confiança não for restabelecida, e realmente os parceiros europeus não virem que no governo brasileiro há uma vontade de colocar no centro de suas atividades a ideia da sustentabilidade, o acordo não vai poder passar.”

Na avaliação de Ybáñez, porém, a atitude do Poder Executivo mudou de “forma notável”. “É verdade que os últimos números que recebemos ontem [segunda-feira] não são positivos. Mas achamos que a vontade do governo é mudar esses números”, ponderou. “E agora precisamos que essa mudança de atitude se transforme em fatos.” Ybáñez lembrou que, em 20 anos de negociação, nem sempre houve consenso para fechar o pacto UE-Mercosul.

 “Ano passado, se deu uma combinação, tanto do lado europeu, quanto dos países do Mercosul.” Ele argumentou, contudo, que o avanço das queimadas e derrubadas no Brasil, intensificadas em 2019 e 2020, “deixou o acordo em stand by, em situação de espera, que é baseada sobretudo num tema de confiança, para a União Europeia, e também para países do Mercosul.” Segundo ele, o pacto continua a ser aposta para o futuro. 

“É importante do ponto de vista econômico. Vai criar riquezas dos dois lados, oportunidades para empresas brasileiras e europeias e âmbito de trabalho conjunto, de parceria”, enumerou. Ele também disse que nenhum país nunca colocou em dúvida a soberania do Brasil sobre a Amazônia. Mas emendou que soberania se exerce ao fazer com que as leis brasileiras - para ele avançadas, como o Código Florestal - sejam aplicadas.

O embaixador vê o acordo UE-Mercosul como instrumento importante para dinamizar economias e auxiliar os países na recuperação da crise provocada pela pandemia. “A Covid-19, sem dúvida, é um drama do ponto de vista sanitário, do ponto de vista econômico. Mas também é resultado de excessos”, pontuou, referindo-se às condutas na interação com ambiente e recursos naturais.

“Uma recuperação muito mais digital, sem dúvida. Mas tem também que ser uma recuperação muito mais verde”, disse, ao lembrar que a pandemia castigou muito mais as populações vulneráveis e os países mais pobres. 

O emissário valorizou a presença do Brasil entre as nações que ratificaram o Acordo de Paris e disse que ficou feliz por saber que o governo eleito de Joe Biden pretende retornar o pacto quando assumir a Casa Branca. “Já começamos a ter conversas com essa administração [a equipe de transição de Biden], e as primeiras impressões são muito positivas.”

Sobre fala recente do presidente Jair Bolsonaro de que revelaria nomes de países que compram madeira ilegal, ele observou que acha importante se aceitar que as afirmações têm fundo de verdade. Segundo o embaixador, contudo, para combater o tráfico ilegal, a cooperação internacional é essencial.

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As informações são do Valor Econômico.

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