Lácteos ultrafiltrados ampliam presença no varejo

Mercado de bebidas proteicas cresce nos EUA; Slate Milk arrecada US$ 23 milhões e lança novos produtos com ultrafiltração e até 42g de proteína.

Publicado por: MilkPoint

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A Slate Milk, cofundada por Manny Lubin e Josh Belinsky, levantou US$ 23 milhões em financiamento Série B para expandir sua linha de bebidas funcionais ricas em proteínas. A meta é atingir 100.000 pontos de distribuição nos EUA até 2025. A marca lançou novos produtos, incluindo leites com até 42 gramas de proteína, utilizando leite ultrafiltrado para manter alta densidade nutricional. O mercado de leite nos EUA movimenta US$ 12 bilhões, com crescimento significativo em produtos sem lactose.

Uma nova geração de bebidas funcionais começa a ganhar espaço nas prateleiras de "prontos para beber", trazendo alternativas para aumentar a ingestão de proteína na dieta. Os cofundadores da Slate Milk, Manny Lubin e Josh Belinsky, anunciaram que a marca levantou US$ 23 milhões (R$ 122,6 milhões) em uma rodada de financiamento Série B, liderada pela Foundership, fundo criado pelos fundadores da Yasso, Drew Harrington e Amanda Klane. A meta é alcançar 100.000 pontos de distribuição em 20.000 lojas nos Estados Unidos até o fim de 2025.

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A Slate ampliou seu portfólio com novos lançamentos: leite de morango com 20 gramas de proteína, cookies & cream e caramelo salgado com 30 gramas cada, além da linha “Ultra”, que chega a 42 gramas de proteína nos sabores chocolate, baunilha e caramelo salgado.

“Estamos conquistando novos parceiros e aprofundando a execução com os parceiros já existentes”, afirma Lubin.

O crescimento acelerado da empresa está diretamente ligado à entrada precoce no segmento de produtos ricos em proteína. A Slate se posicionou antes do mercado explodir em popularidade, pronta para atender a demanda justamente quando os consumidores passaram a buscar mais proteína no dia a dia. “Quando começamos, shakes de proteína eram vistos como suplementos”, relembra Lubin.

 

Ultrafiltrado garante mais proteína e menos açúcar nas bebidas

Essa estratégia só ganhou força porque a Slate não apostou apenas no timing de mercado, mas também em diferenciais tecnológicos. A preocupação em oferecer uma bebida mais completa levou os fundadores a buscar alternativas ao leite convencional, capazes de entregar mais proteína com menos açúcar e sem lactose.

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A chave para esse diferencial está no uso de leite ultrafiltrado, processo que remove lactose e açúcar, mas preserva os nutrientes naturalmente benéficos do leite. Essa tecnologia possibilitou à marca oferecer uma composição de macronutrientes praticamente imbatível. 

Dados da Nielsen IQ indicam que o mercado de leite de vaca nos Estados Unidos movimenta cerca de US$ 12 bilhões (R$ 63,96 bilhões), enquanto o segmento de lácteos sem lactose soma US$ 2,7 bilhões (R$ 14,39 bilhões), com crescimento de 15% no último ano. No caso específico do leite ultrafiltrado sem lactose, o aumento foi de 30%.

A expansão da Slate reflete a busca crescente por produtos que combinem maior densidade nutricional e adaptação às novas demandas de consumo, especialmente no que diz respeito à proteína e à redução de açúcares.

As informações são da Forbes, adaptadas pela equipe MilkPoint

 

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