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Leite de descarte: uma boa opção para alimentação de bezerras?

POR VIVIANI GOMES

E CAMILA MARTIN

VIVIANI GOMES

EM 20/04/2018

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A criação de bezerras é um grande desafio no sistema de produção leiteiro devido ao elevado investimento financeiro entre o nascimento até a fase de novilha com 22 a 24 meses de idade, estimado em aproximadamente U$ 1124,06 (R$3.833,00), perdendo apenas para os gastos com a alimentação das vacas em lactação.

O leite é o produto final no sistema produtivo leiteiro, sendo o componente que mais onera os custos no sistema de criação de bezerras, representando 70% do custo total com alimentação. O período de aleitamento das bezerras ocorre em torno de 60 dias, sendo fornecido ao redor de seis litros de leite ao dia. O preço do leite pago ao produtor no estado de São Paulo é em média R$1,18 por litro de leite, com pequenas variações neste valor entre os estados, desta forma pode-se estimar o custo de R$ 424,80 para o aleitamento de uma bezerra entre o nascimento e desmame.

Figura 1 – Aleitamento utilizando-se mamadeiras e baldes. O uso de mamadeiras é benéfico considerando-se o bem estar das bezerras, entretanto o aleitamento em baldes é mais prático em propriedades com elevado número de animais na fase pré-desmame.

uso de leite de descarte na criação de bezerras

Devido aos altos custos nesta fase da produção, muitos produtores buscam formas alternativas de aleitamento, destacando-se o uso do leite de descarte. O leite de descarte é impróprio para o consumo humano, sendo proveniente de vacas no pós-parto, incluindo o colostro de baixa qualidade, leite de transição; leite de vacas com mastite com elevada CCS e leite de vacas em tratamento com antibióticos. Na China, estima-se que 2 a 4% da produção total de leite sejam descartadas, representando 0,8 a 1,6 milhões de toneladas de leite por ano. No Brasil, não há estimativas sobre o volume de leite de descarte produzido.

Apesar do leite de descarte parecer uma alternativa simples e sem custos para alimentação das bezerras, deve-se pensar nos motivos pelo qual o produto foi descartado.

Se o leite de descarte é impróprio para o consumo humano, será mesmo uma boa alternativa para o aleitamento das bezerras?

O uso do leite de descarte para alimentação das bezerras é bastante controverso, pois a adoção desta prática traz riscos de contaminação por microrganismos patogênicos e toxinas, aumento na ocorrência de doenças infecciosas, principalmente por Escherichia coli, Salmonella e Mycoplasma, o que pode elevar os índices de diarreia, doença respiratória e mastite em novilhas. Além disso, a composição nutricional do leite de descarte é variada, e pode conter resíduos de antibióticos que aumentam a resistência bacteriana e levam a ineficácia dos antimicrobianos disponíveis no mercado.

Para tentar minimizar estes riscos tem-se buscado alternativas para melhorar a qualidade do leite de descarte e torná-lo seguro para o consumo das bezerras. Visando este objetivo, algumas pesquisas avaliaram a pasteurização e a acidificação do leite de descarte em relação ao desenvolvimento da microbiota intestinal, sanidade e desempenho das bezerras.

A pasteurização rápida é realizada com o aquecimento do leite a 72°C por 15 segundos utilizando pasteurizadores adequados para a inativação da maioria das bactérias com redução maciça na carga de patógenos. A acidificação do leite de descarte é feita pela adição de ácido fórmico em quantidade e concentração específica, o que inibe o crescimento ou mata bactérias patogênicas, e ainda permite o armazenamento do leite por vários dias sem refrigeração. No Brasil, a venda de ácido fórmico é controlada pela polícia federal, sendo assim as fazendas têm empregado ácido cítrico para a acidificação do leite de descarte. Infelizmente desconhecemos pesquisas que avaliaram o efeito deste processo de acidificação sobre o microbioma intestinal.

Figura 2 – Pasteurizadores para o tratamento térmico do leite de descarte.

uso de leite de descarte na criação de bezerras

Atualmente o mundo científico tem trazido descobertas em relação ao microbioma. O microbioma é o conjunto de microrganismos que colonizam o organismo do animal, composto principalmente por bactérias localizadas no intestino. Por exemplo, o corpo humano contém 100 trilhões de bactérias (10x mais que células humanas eucarióticas), das quais 90% habitam o intestino. Estas bactérias são divididas em três grandes grupos:

  • 1. Bactérias comensais: microrganismos que não ajudam e não causam nenhum mal ao animal;
  • 2. Bactérias simbióticas: microrganismos que trazem benefícios ao animal;
  • 3. Bactérias patobióticas: microrganismos com potencial de causar doenças.

As bactérias simbióticas (“super-heróis”) são produtoras de vitaminas B e K, fermentadoras de carboidratos (=ganho de peso), produzem substâncias com ação antibactericida contra as bactérias patobióticas e são fundamentais no processo de desenvolvimento do sistema imunológico.

A principal via de entrada das bactérias até o intestino é oral, ou seja, a dieta da bezerra é fundamental no processo de colonização do intestino. Devido a este fato, os pesquisadores têm pensado muito sobre o impacto do uso de leite de descarte sobre o microbioma do intestino das bezerras.

O aleitamento com o leite de descarte fresco tem sido associado à presença de Salmonella nas fezes. Por outro lado, o oferecimento de leite de descarte pasteurizado eliminou o risco de salmonelose. A Salmonella está entre os principais agentes causadores de diarreias em bezerras. A disseminação desta bactéria ocorre entre os animais após terem contato com alimentos contaminados, bezerras recém-nascidas podem se infectar por meio do contato com suas mães se estas estiverem infectadas.

A doença começa a aparecer após a primeira semana de vida, sendo mais comum por volta de duas a seis semanas de idade. As principais alterações observadas nas bezerras são febre alta, perda de apetite, fraqueza e diarreia. Na infecção aguda por Salmonella ocasionalmente é observada a diarreia, sendo mais frequentemente observada a febre, apatia e sinais respiratórios. A taxa de mortalidade varia de 10 a 50%, sendo inversamente proporcional à idade dos animais.

Pesquisa atual realizada na China por Deng e colaboradores (2017), avaliou o efeito do uso de leite de descarte fresco, leite de descarte pasteurizado e leite de descarte acidificado sobre o microbioma intestinal. Os autores descobriram que o uso do leite de descarte fresco aumentou o risco de doenças metabólicas. Os pesquisadores também observaram aumento na população de algumas bactérias que não são consideradas benéficas para o intestino:

  • 1. Clostridium é considerado um patógeno oportunista que pode causar timpanismo abomasal e inflamação no intestino;
  • 2. Holdemania é um grupo de bactérias associadas com bovinos magros;
  • 3. Odoribacter é um grupo de bactérias associadas com estresse e doenças;
  • 4. Bactéria Stenotrophomonas associada à doença inflamatória intestinal em humanos.

Interessante é que os pesquisadores chineses encontraram alguns efeitos benéficos com o uso de leite de descarte pasteurizado e acidificado. O leite de descarte pasteurizado elevou o número de bactérias simbióticas que são responsáveis pela degradação de proteínas e polissacarídeos, que representam fontes de energia para as bezerras. Por sua vez, o leite de descarte acidificado aumentou a população de Bifidobacterium, bactéria bastante utilizada como probiótico pelos seus efeitos benéficos na saúde e desenvolvimento dos animais.

As bactérias do gênero Bifidobacterium são consideradas excelentes probióticos por possuir ação antibacteriana sobre as bactérias patogênicas, além de prevenir infecções por vírus. As bifidobactérias também possuem a função de estimular o crescimento de outras bactérias “super-heróis” produtoras de antibióticos, o que leva a menor ocorrência de diarreias. Além disso, o Bifidobacterium é fundamental para o desenvolvimento do sistema imune da mucosa intestinal.

Outro achado muito importante da pesquisa chinesa foi o aumento da população de Faecalibacterium em animais que receberam leite de descarte acidificado, sendo a presença de grandes quantidades desta bactéria associada com o aumento no ganho de peso em bezerros pré-desmame e a baixa incidência de diarreia.

Com base nestas informações podemos concluir que o leite de descarte fresco é um potencial meio para a transmissão de doenças pela sua alta carga de bactérias patobióticas, o que afeta o desempenho futuro das bezerras.

A pasteurização e acidificação do leite de descarte parece ser uma alternativa viável para reduzir a sua contaminação do leite de descarte, embora estes processos não eliminem os resíduos de antibióticos.

Referências bibliográficas

DENG, Y. F.; WANG, Y. J.; ZOU, Y.; AZARFAR, A.; WEI, X. L.; JI, S. K.; XU, Y. Influence of dairy by-product waste milk on the microbiomes of different gastrointestinal tract components in pre-weaned dairy calves. Nature: Scientific reports, v. 7, p. 42689, 2017.

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Bezerras com baixa imunidade, casos de diarreia, inflamação de umbigo... esses problemas ocorrem no bezerreiro da sua propriedade? Para a maioria dos produtores de leite é SIM. Isso porque a manutenção da sanidade das bezerras no primeiro mês de vida tem sido um constante desafio na maioria dos sistemas de produção. 

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VIVIANI GOMES

Professora Clínica Médica de Ruminantes da FMVZ-USP. Coordenadora GeCria - Grupo Especializado em Medicina da Produção aplicada ao período de transição e criação de bezerras. Tel: (11) 3091-1331

CAMILA MARTIN

Possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal do Paraná. Residência na Clínica e Cirurgia de Ruminantes pela FMVZ-USP. Atualmente é mestranda na FMVZ-USP, área de Clínica Médica de Ruminantes,

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LIC.HECTOR L. SALAVERRIA

PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE

EM 26/04/2018

Título: Detección de micobacterias viables en leche y productos lácteos: implicaciones para la industria láctea y la salud del hombre: Dr Catherine Rees División de Ciencias de la alimentación, Universidad de Nottingham, LE12 5RD, Reino Unido la introducción de la pasteurización de rutina de leche y un programa de erradicación de la tuberculosis resultó en una drástica reducción en el número de casos de tuberculosis humana en el Reino Unido, de más de 50.000 casos anuales en los años 40 a menos de 50 casos de infecciones humanas de Mycobacterium bovis divulgando por annumn desde la década de 1990. Sin embargo, hay muchos informes de viable Mycobacterium paratuberculosis (MAP) se detectan en la venta por menor leche y productos lácteos, lo que indica que este grupo de bacterias puede sobrevivir la pasteurización comercial. Aunque no un organismo zoonótico reconocido, se ha establecido una asociación entre el mapa y el desarrollo de la enfermedad de Crohn, y organismos reguladores han aconsejado que se debe erradicar el mapa de la cadena alimentaria en un principio de precaución. Han desarrollado un método rápido y sensible detectar micobacterias patógenas en la leche y han demostrado que puede utilizarse para detectar mapa viable en productos lácteos, incluyendo leche en polvo. Hemos estado trabajando con los productores de queso de leche cruda a desarrollar métodos para la detección de M. bovis en leche cruda para garantizar la seguridad de sus productos. Dado el creciente interés del consumidor en el consumo de leche cruda y el resurgimiento de la tuberculosis bovina en el Reino Unido, estos métodos proporcionará nuevas formas para permitir pruebas de aseguramiento de la calidad a realizar. Se reviso el trabajo que han llevado a cabo y también discutir cómo esta técnica puede emplearse para desarrollar nuevos enfoques para erradicar estas enfermedades endémicas del ganado diario para mejorar la seguridad alimentaria

Atenciosamente,
Lic.Hector L.Salaverria
Asesor de PBD Biotech Ltd.UK
E-Mail: hsalaverria@hlsvbp.com
SÉRGIO ELY VALADÃO GIGANTE DE ANDRADE COSTA

CACHOEIRA PAULISTA - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 26/04/2018

Oi professora tudo bem. Voltamos a ter a recria 100% dentro da fazenda e estamos com uma nova estrutura de confinamento para o pós desmame. Vamos agendar uma visita da senhora com a equipe, sempre muito bem vindos! Abraço!
LIC.HECTOR L. SALAVERRIA

PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE

EM 25/04/2018

Traducción Humana


Prezada Viviani e Camila,
Gentilemente forneci informações sobre o Actiphage Novo teste de diagnóstico disponíveis para a análise de tuberculose, a paratuberculose e com capacidade de fazer a verificação do processo de pasteurização.Mais continuou esperando uma gentil resposta. Atenciosamente, Hector.L.Salaverria Lic
VIVIANI GOMES

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 25/04/2018

Olá Hector, boa noite
Agradecemos pela sua gentileza em nos apresentar novas opções para detectar importantes agentes de doenças em bovinos. Poderíamos agendar uma reunião para você nos apresentar o produto e avaliarmos o custo-benefício.
Atenciosamente
Camila e Profa Viviani
MARCELO GARCEZ LOBO

ITATINGA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 23/04/2018

Minha pergunta é; como fazer a acidificação do leite de descarte? É só adicionar acido cítrico ao leite de descarte? Em que proporções?
VIVIANI GOMES

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 25/04/2018

Olá Marcelo, boa noite!
A acidificação do leite é realizada em muitos países com ácido fórmico. No artigo citado no texto (Deng e colaboradores, 2017), o leite foi acidificado pela adição de 30 ml de ácido fórmico 9,8% para 1 litro de leite. No Brasil, a venda do ácido fórmico é controlada pela polícia federal. O artigo "Dieta líquida acidificada: quando, como e porquê fornecer?", publicado na coluna do MilkPoint da Profa Carla Bittar traz informações mais precisas sobre a acidificação do leite com ácido cítrico.
Agradecemos pelo seu interesse
Camila e Profa Viviani
FELIPE TADEU KODEL ROXO

GUARATINGUETÁ - SÃO PAULO

EM 23/04/2018

Parabéns pelo artigo professora Viviane, sendo o antibiótico encontrado no leite descarte um dos maiores problemas do fornecimento desse leite para as bezerras, gostaria de saber se a pasteurização ou acidificação elimina ou pelo menos minimiza os efeitos do antibiótico ?
VIVIANI GOMES

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 25/04/2018

Olá Felipe, boa noite!
Infelizmente os processos de acidificação e pasteurização do leite não eliminam o resíduo de antibiótico do leite, como citado no texto estes processos apenas reduzem a carga de microorganismos presentes no leite tornando-o menos contaminado. A solução para não fornecer leite com resíduos de antibióticos seria o uso de leite bom ou sucedâneos.

Obrigada pela pergunta e estamos à disposição
Camila e Profa Viviani
JULIANO SOARES

EM 23/04/2018

Já algum tempo questionava isso, principalmente o caso da mastite. Vocês sabem se já existem alguns estudo mais aprofundados sobre o assunto!
VIVIANI GOMES

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 25/04/2018

Olá Juliano, boa noite!
A relação entre as bactérias do leite de descarte e mastite em novilhas sempre foi citada pelos pesquisadores. Hoje com os estudos sobre o uso do leite de descarte são focados na composição do microbioma gastrintestinal:

AUST, V.; KNAPPSTEIN, K.; KUNZ, H. J.; KASPAR, H.; WALLMANN, J.; KASKE, M. Feeding untreated and pasteurized waste milk and bulk milk to calves: effects on calf performance, health status and antibiotic resistance of faecal bacteria. Journal of animal physiology and animal nutrition, v. 97, n. 6, p. 1091-1103, 2013.
EDRINGTON, T. S.; DOWD, S. E.; FARROW, R. F.; HAGEVOORT, G. R.; CALLAWAY, T. R.; ANDERSON, R. C.; NISBET, D. J. Development of colonic microflora as assessed by pyrosequencing in dairy calves fed waste milk. Journal of dairy science, v. 95, n. 8, p. 4519-4525, 2012.
GODDEN, S. M.; FETROW, J. P.; FEIRTAG, J. M.; GREEN, L. R.; WELLS, S. J. Economic analysis of feeding pasteurized nonsaleable milk versus conventional milk replacer to dairy calves. JAVMA, v. 226, n. 9, p. 1547-1554, 2005.
PEREIRA, R. V. V.; LIMA, S.; SILER, J. D.; FODITSCH, C.; WARNICK, L. D.; BICALHO, R. C. Ingestion of milk containing very low concentration of antimicrobials: Longitudinal effect on fecal microbiota composition in preweaned calves. PLoS One, v. 11, n. 1, p. e0147525, 2016.

Obrigada
Camila e Profa Viviani
LEONARDO PERIN

INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO

EM 23/04/2018

Boa matéria! As diarreias são um grande problema nas propriedades leiteiras, acredito que pela dúvida, em como tratar e prevenir cada tipo. Realmente precisamos nos desenvolver mais nesta área.
VIVIANI GOMES

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 25/04/2018

Olá Leonardo, boa noite
Realmente a diarreia ainda é o principal problema das bezerras no primeiro mês de vida. Você pode ler as informações de outros textos escritos pela nossa equipe aqui no MilkPoint (Sanidade na criação de bezerras: do 2° aos 30 dias de vida - parte II de IV e Como identificar o agente infeccioso causador da diarreia neonatal?) que contemplam o diagnóstico e tratamento das diarreias. Espero que goste! Obrigada por ler nosso artigo!
Camila e Profa Viviani
SÉRGIO ELY VALADÃO GIGANTE DE ANDRADE COSTA

CACHOEIRA PAULISTA - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 20/04/2018

Parabéns Viviani e Camila! Excelente artigo!
VIVIANI GOMES

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 25/04/2018

Olá Sérgio, tudo bem?
Como vai a fazenda São Bento?
Ficamos felizes com o seu retorno e gratas por toda parceria
Abraços

Camila e Profa Viviani
EM RESPOSTA A VIVIANI GOMES
SÉRGIO ELY VALADÃO GIGANTE DE ANDRADE COSTA

CACHOEIRA PAULISTA - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 26/04/2018

Oi professora! Tudo certo, voltamos a ter 100% da recria na fazenda com uma nova estrutura para a desmama! Vamos agendar uma visita de vocês na fazenda, são sempre muito bem vindos! Abraço!
DUARTE CESAR SILVEIRA CALDEIRA FERNANDES

MINAS GERAIS

EM 20/04/2018

Parabéns . Artigo muito importante e útil.
VIVIANI GOMES

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 25/04/2018

Olá Duarte, boa noite!
Ficamos felizes com o seu retorno
É muito bom compartilhar as informações e dividir algumas dúvidas com vocês
Camila e Profa Viviani
JOSIAS DOMINGUES DE CARVALHO

EM 20/04/2018

Bom dia!
Aproveitando a dúvida do Thiago de Melo Vieira, poderíamos ferver o leite para amamentação das bezerras? Se sim, ferver por quantos minutos ou fazer um pré fervura rápida em segundos?
Obrigado! Josias
VIVIANI GOMES

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 25/04/2018

Bom dia Josias Domingues de Carvalho,

Excelente pergunta, o processo de fervura do leite pode ser realizado na tentativa de diminuir a carga bacteriana presente no leite de descarte, porém alguns microorganismos mais resistentes não serão eliminados. O leite atinge a fervura quando a temperatura chega aos 100ºC. É importante que o leite seja fervido por apenas 2 a 3 minutos para preservar seus nutrientes, além disso o leite deve ser mexido para que não queime. A fervura do leite deve ser feita apenas uma vez. Não é recomendado que o leite seja fervido por várias vezes. É muito importante se atentar aos cuidados na manipulação e armazenamento do leite, que devem ser realizadas em um lugar com boas condições de higiene. Esta prática não é a ideal, porém pode ser usada pequenos produtores que não possuem pasteurizadores, considerando-se que a fervura em grande escala é inviável.

Obrigada pela pergunta e estamos à disposição

Camila e Profa Viviani
THIAGO DE MELO VIEIRA

PATROCÍNIO - MINAS GERAIS - TÉCNICO

EM 20/04/2018

Bom dia!

Primeiramente gostaria de parabenizá-las pelo artigo. Muito interessante!! Tenho uma dúvida: o fornecimento leite de descarte após a aplicação de outros medicamentos, como anti-inflamatórios (sem antibiótico) traria algum malefício para as bezerras?

Muito obrigado!
Thiago
VIVIANI GOMES

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 25/04/2018

Thiago, boa noite! A sua pergunta é muito interessante, pois os anti-inflamatórios são os medicamentos mais usados nas fazendas após os antibióticos. Os anti-inflamatórios não esteroidais injetáveis podem causar úlcera de abomaso nas bezerras, porém não existem estudos específicos sobre o efeito deste produto por via oral sobre o trato gastrintestinal. Neste sentido, a mistura de leite de descarte oriundo de vacas tratados com estes produtos deve ser evitada.