Um olhar sobre o futuro do setor lácteo em 2 intensos dias

Marcelo Pereira de Carvalho compartilha os principais insights do Global Dairy Congress e analisa as transformações que impactam o futuro do setor lácteo.

Publicado em: - 12 minutos de leitura

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Na semana passada, participei de mais uma edição do Global Dairy Congress, organizado pela FoodBev em Amsterdam. Para mim, é a melhor conferência para obter uma visão ampla de tudo o que envolve o mundo lácteo, uma vez que estão presentes executivos das principais empresas lácteas do mundo: Lactalis, Arla, FreislandCampina, DFA, Yili, Meiji, Nestlé e Lala, entre outras, além de empresas relevantes de tecnologia e startups promissoras, sem falar de especialistas e consultores de excelência.

Figura 1. Global Dairy Congress

Figura 1

E como não é um evento para centenas de pessoas, você consegue falar com quem quiser. Nesta ocasião, fui convidado pelo chairman do evento, Richard Hall, nosso antigo parceiro no Dairy Vision, de certa forma a nossa versão desse evento, para moderar uma manhã de palestras junto com ele. Moderar é mais difícil do que palestrar: na palestra, você tem 100% do controle do que vai apresentar. Na moderação, você precisa produzir a partir do que os outros apresentam, e é ali na hora. É necessário prestar atenção o tempo todo, pinçar pontos relevantes para desenvolver, e fazer perguntas que elevem o nível da apresentação e extraiam o melhor dos palestrantes.

Tem gente que acha bobagem ir a esses eventos. Para que gastar tempo e dinheiro? Toque o seu negócio, ou faça seu trabalho todos os dias, sem distrações... considero muito relevante sair da rotina e ter uma experiência concentrada de informação de alto nível e networking global, não só porque nossa empresa vive disso. É (também) nesses encontros que os insights que podem transformar seu negócio, surgem.

Vou te ajudar dessa vez: quais foram os principais insights que eu trouxe de Amsterdam, e como eles se relacionam com o nosso negócio lácteo no Brasil?

 

Perspectivas de curto, médio e longo prazos são boas

Os fundamentos de mercado no longo prazo seguem positivos. Em parte, por aspectos estruturais que não mudam: aumento da população mundial, incremento do consumo per capita em países em desenvolvimento, e dificuldade do mundo de suprir leite dentro desse contexto.

Tom Booijink, analista sênior do Rabobank, trouxe um insight interessante: o grosso do aumento populacional até 2035 será na África, onde o consumo de lácteos é baixo e não deve aumentar muito. Portanto, não será por aí que vamos aumentar muito a demanda. O maior aumento no consumo ficará nas economias em desenvolvimento em rápido crescimento, e onde há mudança nas dietas, impactando 2,9 bilhões de pessoas. Na outra ponta, há 4,1 bilhões de pessoas em países com consumo já alto. A Europa perderá 0,6% de produção ao ano (ausência de sucessão familiar, ambiente regulatório desfavorável) e o excedente exportável cairá de 12% em 2024, para somente 4% em 2025. Ou seja, a Europa praticamente sai do mercado internacional, pelo menos como player relevante. 

Tirando os EUA, que em tese devem crescer as exportações em 8 bi de kg equivalente-leite (basicamente o que a Europa vai deixar de exportar), na visão do Rabobank nenhum outro país tradicional irá elevar muito as exportações, gerando um gap de 27 bi de kg/ano, ao final de 2035. É basicamente um Brasil, considerando o leite formal. Neste cenário de escassez estrutural de leite, os preços aumentam e a demanda se ajusta em algum grau para baixo (ou alguém surpreende e aumenta a produção).

Vejo que esse é um equilíbrio tênue: se os preços mudam de patamar, mais países, inclusive o Brasil, passam a participar do jogo. E, nesse cenário, a oferta pode aumentar rapidamente, inundando o (limitado) mercado internacional e trazendo volatilidade. O banco levanta a possibilidade de que grandes projetos no Norte da África (Argélia e Egito) podem vir a suprir parte da lacuna, a partir de investimentos de empresas do Oriente Médio. A ver.

Aos olhos de hoje, o Rabobank não vê a América do Sul como um player que vai ampliar muito sua posição. Analisando os últimos 15-20 anos, essa visão faz sentido: apesar das expectativas, o Brasil ainda não supre a totalidade do seu consumo e tem questões estruturais de produção que são ainda relevantes para a maior competitividade. A Argentina, com todos os seus problemas econômicos das últimas décadas, ainda não inspira confiança. O Uruguai continua um player pequeno, produzindo pouco mais de 2 bilhões de kg anuais. Por que seria diferente?

É aí que mora o perigo: nossas análises do futuro correm dois riscos básicos.

  • O primeiro é, em grande parte, reproduzir o que vemos hoje. É o erro mais comum: o futuro será uma extensão do presente.
  • O segundo erro é, especialmente diante da perspectiva de mudanças drásticas, achar que tudo vai mudar rapidamente.

No caso da oferta de leite, me parece que o maior risco é o primeiro: pouco vai mudar, porque estamos vendo com as lentes do passado/presente. Eu acho que pode ser diferente. Em 10 anos, eu considero que há grandes chances do Cone Sul (incluindo ainda o Paraguai) se tornar um player mais relevante do que é hoje, e o Brasil se tornar exportador estrutural. Não é objetivo desse artigo explicar isso, mas por trás da estagnação da oferta do bloco, há uma profunda transformação em curso. A produção não aumenta, mas não é o mesmo leite sendo produzido.

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Para o Brasil fazer parte desse futuro, além do natural aumento de eficiência que está ocorrendo, é urgente termos um programa coordenado para o aumento dos sólidos. Fico surpreso com o quão pouco investimos nisso, considerando não só o maior rendimento industrial é necessário para exportação, mas o próprio fato de que os produtos que vão crescer aqui são sólido-dependentes.

 

Leite virou moda?

Ananda Roy, Líder da consultoria Circana na Europa, e Raquel Melo, Vice-Presidente de Inovação da DFA (Dairy Farmers of America), mostraram porque os lácteos vivem uma boa situação de mercado. No coração disso, está o movimento da alta proteína, ou de alimentos que entregam uma boa relação proteína/calorias, isso em parte é puxado pelos medicamentos GLP-1 (6% da população dos EUA já usa).

Na visão de Ananda, os novos produtos tecnológicos representam uma ameaça ainda maior aos lácteos do que os itens plant-based, pois tendem a reduzir o consumo geral de alimentos. Ainda assim, também podem esconder oportunidades para o setor. Um ponto que chamou atenção foi a perda de protagonismo dos produtos plant-based durante o evento. Eles devem continuar no mercado, mas com um ritmo de crescimento bem abaixo do esperado, principalmente por conta do alto preço dos substitutos do leite e de seu valor nutricional inferior.

A busca por saúde, a nutrição esportiva, a substituição de refeições e a nutrição para a população mais velha são drivers importantes e que trazem ótimas perspectivas para os lácteos. Nos EUA, após décadas, o consumo per capita de leite fluído voltou a crescer. Parte disso veio pela inovação: leite ultrafiltrado, com menos calorias, sem lactose e mais proteína, como o já consolidado Fairlife, da Coca-Cola, e o mais recente Milk 50, da própria DFA.

Uma outra parte que explica o aumento do consumo vem da busca pelo natural: como Jeremy Hill, Chief Science and Tech Oficer da Fonterra, colocou, “se o leite fosse inventado hoje por uma startup, teria sido considerado uma invenção fenomenal”.  Também, o leite (e os lácteos) tem um papel importante na saúde, seja por potencialmente reduzir o risco de diabetes tipo 2 e problemas cardíacos, seja por potencialmente atuar na saúde mental ou por atuar no controle de peso e na saúde intestinal, entre outros aspectos. E, claro, tudo isso sem perder de vista a “affordability”, isto é, o acesso a custo atraente. O queijo cottage é o principal emblema dessa retomada, com crescimento de 20% ao ano! 

Fiquei pensando: há 5-10 anos, as perspectivas não eram tão boas. A verdade é que ninguém “viu” esse “comeback” acontecendo. Primeiro, foi o renascimento da manteiga (aquela matéria da revista “Time”). Mas foi um fato que parecia meio isolado, fruto talvez de a margarina ter sido desmascarada como não saudável.

Naquela época, a sensação era de que o grosso do valor para o setor, estava em soluções fora dele: principalmente o “plant-based” e, em menor grau, os leites de laboratório (fermentação de precisão). Toda grande empresa de lácteos criou produtos plant-based e muitas investiram em fermentação de precisão. Relatórios alarmantes apontavam que a cadeia de produção de leite seria severamente disruptada até 2030, perdendo algo como até 90% de seu mercado (aquele segundo tipo de erro de previsão, de que tudo vai mudar muito). Isso obviamente não irá acontecer, embora mais para frente comento sobre a fermentação de precisão, que parece mais prestes a amadurecer.

 

O mercado “sênior”

Diversas apresentações apontaram: com o envelhecimento da população e a relevância para entregar proteína e saúde em geral, o desenvolvimento de produtos para pessoas acima de 55-60 anos é estratégico. O CEO da FrieslandCampina, Jan Derck van Karnebeek, mostrou que em 2050 o mundo terá 426 milhões de pessoas acima de 80 anos! Na verdade, os cuidados com os mais velhos devem começar bem antes, pelo menos entre 30 e 40 anos, o que aumenta muito o potencial desse mercado.  Precisamos de 0,80 g de proteína/kg de peso corporal a partir dos 20-30 anos; depois dos 60, isso sobe para 1,6 g.

Nesse ponto, trago aqui o que considero nosso maior risco: o regulatório. A tecnologia avança rapidamente, as possibilidades de novos produtos e abordagens são inúmeras, mas nossa estrutura regulatória não está adaptada para essa nova realidade. E é aí onde residem as possibilidades de crescimento do mercado. Há tecnologias já consolidadas no mundo e que, aqui, tem restrições, como a ultrafiltração para produtos de consumo. A lentidão, a burocracia e até o desconhecimento (o que em parte é compreensível, já que o mercado traz sempre muitas novidades) podem travar nosso futuro.

Para mim, esse é o aspecto que mais pode limitar nosso crescimento de mercado e deveria ser foco da ação de indústrias e produtores de leite, muito mais do que tentar barrar importações ou mesmo investir em marketing. Se nossos reguladores não forem favoráveis à inovação, as empresas não vão investir o suficiente e vamos perder o bonde do consumo futuro, que vai muito além da commodity. Temos que educar os formuladores de políticas públicas e os reguladores. Isso é urgente!

Não precisamos ser uma Singapura, que é altamente pró-inovação, mas vejo hoje que talvez estejamos atrás até da Europa. As empresas Yili, da China, e Vinamilk, do Vietnã, trouxeram inovações que, no Brasil, não seriam permitidas. Não são países de alta renda, mas estão antenados com o futuro. E nós? 

Além dos produtos visando o mercado sênior, há boas perspectivas para produtos focados no cuidado da pele (colágeno) e saúde mental/ansiedade (se pudermos lançar aqui, lógico...). Uma área de grande potencial (na verdade, já é realidade) é a microbiológica, incluindo a engenharia genética para até “programar” microorganismos. Uma empresa alemã (Milei), do grupo japonês Morinaga, mostrou uma cepa de bifidobactéria que traz resultados promissores na saúde cognitiva e prevenção de Alzheimer.

 

Ultraprocessados

É interessante que a discussão sobre ultraprocessados também está quente na Europa e nos EUA. A proposição da Classificação NOVA (que foi proposta por pesquisadores brasileiros e orienta o Guia Alimentar Brasileiro), foi reconhecida como um ponto de partida, mas insuficiente.

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Há ultraprocessados nutricionalmente adequados, e outros, não. Condenar ou não um alimento por ser ultraprocessado seria, portanto, uma simplificação. De qualquer forma, foi interessante ver como o tema está em evidência lá fora.

 

Fermentação de precisão 

A fermentação de precisão parece estar entrando nos eixos: sem as promessas de antes, de fazer o “leite de laboratório”, ou substituir totalmente os lácteos, mas sim de produzir proteínas específicas (beta-lactoglobulina, lactoferrina) e complementar o portfólio das empresas lácteas. E as empresas lácteas estão investindo, em maior ou menor grau.

A startup holandesa v!v!c!, por exemplo, recebeu mais de 30 milhões de euros em sua Series A, e parte disso veio da Fonterra. A Daisy Lab, da “fazendeira molecular” Emily McIsaac, da Nova Zelândia, teve investimento da Tatua. Interessante e emblemático que tanto Fonterra como Tatua são cooperativas de produtores de leite, teoricamente o público menos interessado em produtos de laboratório que possam vir a substituir a matéria-prima que produzem. O foco em ingredientes e o talvez iminente amadurecimento da tecnologia mudaram a perspectiva de análise. 

Ainda há desafios relevantes: a escala global de produção é ínfima se comparada à indústria tradicional (16 milhões de litros/ano apenas, ou pouco mais de 40.000 litros/dia, ou 0,002% do leite processado). Com isso, não há escala e os custos são elevados. Com os custos elevados, o preço fica alto e a demanda, baixa, o que dificulta que se invista em capacidade. Um ciclo vicioso.  Há ainda o desafio técnico e operacional de sair do laboratório e ganhar escala de produção. 

Mas isso pode mudar, ainda que seja aos poucos. A Tetra Pak anunciou há alguns dias o lançamento do seu Centro de Tecnologia para Fermentação de Precisão, mais um indício da tendência. O que me parece que é que, após o hype de alguns anos atrás, de que o mundo lácteo seria revirado de ponta cabeça, as coisas agora estão se assentando em bases mais sólidas e com perspectivas mais realistas (e mais modestas, mas com potencial de disrupção em produtos específicos). As nossas indústrias precisam acompanhar isso de forma mais ativa (e talvez participar do processo).

 

Por fim

A Inteligência Artificial permeará tudo o que fazemos, e estamos somente iniciando esse processo. A optogenética abrirá novos caminhos para a programação de microorganismos e plantas. Se você não ouviu falar sobre isso ainda, tudo bem; é realmente novo no agro (mas não tanto na saúde humana).

Outro sinal do futuro: há enormes perspectivas para a nutrição personalizada, inclusive com a plataformas que terão nossos dados genéticos, resultados de exames e biomarcadores, orientando-nos (com IA), em tempo real, sobre como comer melhor visando nossos objetivos. Novas possibilidades de serviços existirão, envolvendo empresas de alimentos, big techs e startups. Novos modelos de negócio surgirão a partir daí, segunda consultora Sandra Einerhand, da Holanda. Uau!

O mundo será plant-based, mas com complemento importante das proteínas animais, dentre elas as lácteas. Os lácteos representam 7 a 8% da biomassa de alimentos, mas respondem por 18% dos aminoácidos essenciais, além de complementar nutrientes não fornecidos em quantidade pelas plantas. É um encaixe relevante, assim como a acomodação da fermentação de precisão como complementar e não substituta dos lácteos.

Aliás, hoje 60% dos consumidores de bebidas plant-based também consomem lácteos. Em um mundo altamente polarizado, fica a impressão de que, nesse ponto, a polarização diminuiu: tem espaço para todo mundo!  

Enfim, muita coisa interessante acontecendo e um ótimo momento para participar da construção do futuro – especialmente para quem está atento aos sinais. Boas reflexões para você!

Figura 2. Visita ao Centro de Inovação da FrieslandCampina

Figura 2

PS: Sustentabilidade obviamente foi mencionada em diversas apresentações. Será o padrão mínimo. No futuro (opinião minha), não vai existir esse termo – simplesmente não vai existir produção que não seja sustentável. É como falar de “qualidade” hoje: não dá para ter algo que não tenha “qualidade”. Atenção especial ao manejo de resíduos e gestão da água – áreas com desafios e, claro, oportunidades. 

 

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Material escrito por:

Marcelo Pereira de Carvalho

Marcelo Pereira de Carvalho

Fundador e CEO da MilkPoint Ventures.

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ALBERTO WERNECK DE FIGUEIREDO
ALBERTO WERNECK DE FIGUEIREDO

RESENDE - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 05/07/2025

Parabéns, Marcelo, por mais essa "consultoria gratuita" aos formuladores da política agrícola brasileira.
Marcelo Pereira de Carvalho
MARCELO PEREIRA DE CARVALHO

PIRACICABA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 07/07/2025

Obrigado Alberto, abraço!
Julio Palhares
JULIO PALHARES

SÃO CARLOS - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 27/06/2025

Caro Marcelo, bom saber que as temáticas de manejo de resíduos e gestão da água estiveram presentes nas discussões, não tem como seguirmos para o futuro sem considerá-las no dia a dia da atividade. Temos muitas oportunidades, mas no caso do Brasil, ainda muitos desafios.
Marcelo Pereira de Carvalho
MARCELO PEREIRA DE CARVALHO

PIRACICABA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 28/06/2025

Com certeza, Julio. Obrigado!
Osmar Redin
OSMAR REDIN

PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 27/06/2025

Muito bom teu artigo, Marcelo.
Dá para fazer boas reflexões e nos provoca a pensar um pouco do que estamos fazendo e como nos preparar para esse mundo em movimento!
Parabéns.
Marcelo Pereira de Carvalho
MARCELO PEREIRA DE CARVALHO

PIRACICABA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 28/06/2025

Muito obrigado, Redin!
Andre Rozemberg Peixoto Simões
ANDRE ROZEMBERG PEIXOTO SIMÕES

AQUIDAUANA - MATO GROSSO DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 26/06/2025

Obrigado por compartilhar essa experiência Marcelo. Um abraço.
Marcelo Pereira de Carvalho
MARCELO PEREIRA DE CARVALHO

PIRACICABA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 28/06/2025

Valeu Andre, abração
Qual a sua dúvida hoje?