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Teor de sódio nos queijos brasileiros

Autores do artigo:

Kennya Beatriz Siqueira
Amanda Fernandes Pilati
Patricia Blumer Zacarchenco
Silvia Carvalhaes Albuquerque

Os queijos estão entre os produtos mais importantes do setor lácteo brasileiro, representando 3% dos gastos com alimentação no país e 26% dos gastos com produtos lácteos. Em termos de número de vendas, os dados do IBGE (2019) mostram que o grupo dos queijos perdeu apenas para o leite UHT em 2017 (Figura 1). De acordo com a ABIQ (2019), em 2018, cada brasileiro consumiu em média 5,61 kg de queijo.


Fonte: IBGE (2019). Elaboração Embrapa Gado de Leite.

Figura 1. Participação por categorias de produtos lácteos no valor de vendas em 2017.

Porém, este produto tem sido incluído dentro do grupo que mais contribui para a ingestão de sódio por grama de alimento consumido. Isso acontece porque o sal (sódio) é adicionado em todos os tipos de queijo, já que a salga é uma etapa essencial durante o processamento do produto.

Como estudos mostram que a ingestão de sódio na dieta se correlaciona com a pressão arterial sistólica e diastólica e um risco maior de comorbidades e mortalidade cardiovascular, o teor de sal nos alimentos tem sido um dos principais focos de atenção da indústria de alimentos e dos governos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda uma ingestão diária de sódio menor que 2g, correspondente a menos que 5g de sal.

Com isso, muitos países ao redor do mundo já implementaram políticas para redução do consumo de sódio. No Brasil, em 2013, o Ministério da Saúde e a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos assinaram um acordo de redução voluntária do teor de sódio de 16 categorias de alimentos processados, até 2020.

No entanto, a pergunta que fica é: no caso dos queijos, como existe uma grande variedade de tipos, será que todos podem ser considerados alimentos com alto teor de sódio e que devem ser minimizados na dieta?

Para responder a esta pergunta, tabulamos as informações nutricionais dos rótulos de 607 queijos disponíveis nos supermercados brasileiros. Para compará-los usamos a classificação do Ministério da Saúde (MS), que define os produtos conforme o teor de sódio da seguinte forma: alto, quando com mais de 400mg de sódio/100g de produto; moderado de 80 a 400mg/100g; baixo de 40 a 80mg/100g; e muito baixo com menos de 40mg/100g.

Entre as diferentes categorias de queijos, a análise mostrou que a maioria dos queijos brasileiros (63,87%) foram classificados como produtos com alto teor de sódio (Figura 2).

 


Fonte: Do autor.

Figura 2. Distribuição dos queijos brasileiros de acordo com o teor de sódio.

Esse resultado indica que a indústria de laticínios ainda tem espaço para melhorar e atender a esta exigência do mercado, visto que já existem técnicas para se alcançar um teor reduzido de sódio, sem prejuízo para o sabor e durabilidade do produto. Do lado dos consumidores, esse levantamento permite notar que já há no mercado brasileiro empresas preocupadas com a saúde e bem-estar e que já atendem a padrões nacionais e, até mesmo, internacionais neste quesito. Resta, então, ficar atento às informações dos rótulos dos produtos.

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