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  2. Produção de leite

Diferença entre procedimentos e rotina de ordenha

Entender o processo natural da vaca e o que é preciso para se obter o maior volume de leite em menos tempo é essencial para a vaca. Confira!

Publicado por: Maria Andreza Arving Moroz

Publicado em: 26/04/2024 - 5 minutos de leitura

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Primeiramente precisamos entender como é a distribuição e armazenamento do leite nos compartimentos do úbere. O leite se distribui em dois compartimentos: o interior dos alvéolos (maior volume) e os pequenos ductos. O leite armazenado nos ductos e nas cisternas forma o leite cisternal (menor volume).

A transferência do leite alveolar para a cisterna leva cerca de 40 segundos em úberes repletos, podendo chegar a 150 segundos em úberes com pouco leite, resumindo: é necessário contato tátil para que ocorra de forma fisiológica a descida e ejeção do leite da vaca. Independente do tipo e da intensidade do estímulo tátil, o organismo da vaca precisa de pelo menos 30 segundos após a estimulação, para atingir níveis significativos de ocitocina na circulação sanguínea.

Não basta apenas estimular, a descida do leite não ocorre de forma instantânea, é necessário aguardar o processo hormonal ocorrer para que a ejeção do leite aconteça. Outro detalhe importantíssimo: quanto mais leite armazenado no úbere, mais rápida a transferência do leite alveolar para a cisterna.

Visto o processo fisiológico, é compreensível que não basta apenas estimular, temos que aguardar o processo fisiológico acontecer, bem como não é correto estimular e imediatamente acoplar o conjunto de teteira para ordenhar. Entender o processo natural da vaca e o que é preciso para se obter o maior volume de leite em menos tempo é essencial para a vaca, e fundamental para realizar uma ordenha leve, rápida e bem executada.

Após saber a fisiologia e tempo necessário para descida do leite, fica mais claro que para que isso ocorra são necessários os procedimentos de ordenha: é necessária a preparação do úbere, tetos e estimulação para realizar a ordenha. Fazem parte dos procedimentos: limpeza e desinfecção dos tetos, estimulação, secagem dos tetos, colocação das teteiras e desinfecção após a ordenha.

Limpeza e desinfecção dos tetos

O pré-dipping é o processo de limpeza e desinfecção dos tetos realizado logo após a chegada da vaca no fosso de ordenha. Utiliza produtos germicidas de ação rápida (30 segundos de contato com a pele) em forma líquida ou espuma. São produtos indicados para pele, que além de manter a integridade da pele, combatem microrganismos trazidos do ambiente que a vaca vive. Este procedimento é feito na maioria dos casos antes do estímulo do animal e repetido após o estímulo.

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Vale lembrar que, todos os produtos de pré-dipping, necessitam de um tempo de contato com a pele do teto de pelo menos 30 segundos e sua ação é afetada pela sujidade do úbere, ou seja, quanto mais limpo o ambiente que a vaca se encontra, menor a sujidade da pele do úbere e melhor será a ação do produto utilizado.

Estimulação

A estimulação é feita por contato mioepitelial (com as mãos do ordenhador), não apenas tátil. São necessários 3 a 5 jatos de leite para estimular a descarga de ocitocina e a descida do leite alveolar. A estimulação, além dos três jatos, serve para eliminar o leite parado na cisterna do teto entre ordenhas e para diagnósticos de quadros de mastite clínica. Após a estimulação, devemos repetir a desinfecção com pré-dipping e aguardar trinta segundos.

Secagem dos tetos

Após 30 segundos do pré-dipping, secamos os tetos com papel toalha ou toalhas de pano (escolha da propriedade). Essa secagem também é considerada estimulação, pois massageia os tetos.

Colocação das teteiras

A colocação das teteiras é o último procedimento a ser realizado, pois, recapitulando, a vaca precisa de um determinado tempo para que consiga descer todo o leite armazenado nos alvéolos e então fazer a ejeção do maior volume de leite possível um curto espaço de tempo. Durante o período de ordenha, o maquinário é ajustado para ordenhar de forma leve, rápida sem agredir os tetos e esfíncter. Portanto, colocar o conjunto no tempo adequado, permite que a vaca tenha uma ejeção leve de leite e tenhamos maior fluxo nos primeiros minutos de ordenha.

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A ordenha de uma vaca, dura em torno de quatro a cinco minutos. Colocar o conjunto sem estimular a vaca leva a uma ordenha abrupta e agressiva, podendo lesionar o esfíncter do teto e prolongar a ordenha. Isso ocorre porque a descarga de ocitocina acontece duas vezes: primeiro para estimular a descida do leite alveolar e depois para a ordenha em si. Como o segundo pico é menor, o volume de leite ordenhado também será menor assim como a média de produção.

Desinfecção dos tetos após a ordenha

A desinfecção dos tetos após a ordenha, também ocorre com um produto germicida, porém com ação prolongada, de duas a três, pois o fechamento do esfíncter leva em torno de duas horas após a ordenha para acontecer, enquanto isso, o canal do teto encontra se aberto podendo adentrar microrganismos e posteriormente uma inflamação da glândula mamária. Os produtos indicados são pós dipping, com imersão completa do teto, formando uma barreira de proteção entre as ordenhas.

Os procedimentos de ordenha incluem tudo o que é feito antes, durante e após a ordenha. Ao longo do texto foi explicado um pouco de cada procedimento, mas fica a dúvida: o que é rotina de ordenha?

A rotina de ordenha define a ordem dos procedimentos para que a vaca atinja o pico de ocitocina e libere o máximo de leite alveolar. Ela dependente de alguns fatores como: quantos ordenhadores tenho disponível no fosso de ordenha, quantas vacas ordenhadas, categoria de rebanho (maior porcentagem de animais jovens ou adultos, ou seja, tenho mais vacas ou novilhas na ordenha) quantos conjuntos de teteiras, tipo da sala de ordenha, produtos utilizados.

Para ajustar a rotina de ordenha, é preciso considerar o fluxo de leite nos dois primeiros minutos, a capacidade de produção da vaca, a capacidade do conjunto de ordenha e a regulagem do maquinário. Existem diversas rotinas de ordenha, mas apenas a que respeita a fisiologia de vacas leiteiras de alta produção garante alto desempenho.

Pensar em qualidade, quantidade e tempo é o segredo para o ajuste de uma boa rotina de ordenha, onde a vaca é a maior favorecida. É necessário “caminhar junto” vaca, ordenhador e maquinário para uma produção de alta performance.

 

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Maria Andreza Arving Moroz

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José Patrício Franco Viveiros
JOSÉ PATRÍCIO FRANCO VIVEIROS

SANTO TIRSO - PORTO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 23/10/2024

Gostei do texto, na sua generalidade. Porém, gostaria de chamar a atenção, para o regresso da vaca ao estábulo, ou seja `a manjedoura. Após a desinfeção dos tetos, o fecho do canal do teto é demorado ( por vezes bastante demorado) e tendo em consideração este facto não deveríamos conduzir as vacas em direção à manjedoura ? Assim garantíamos a maior eficácia da ação desinfectante , porque os animais não vão deitar-se e por isso reduzem a porta de entrada ao agentes patogénicos. Comente, por favor e obrigada.
Luiz Carlos Souza Santana Junior
LUIZ CARLOS SOUZA SANTANA JUNIOR

MINEIROS - GOIÁS

EM 29/04/2024

Muito bom o artigo!! Dentre as substâncias disponíveis para pré-dipping, quais seriam as melhores numa escala de poder germicida e tempo de ação ideal de 30 segundos?
Bruno Balduino Berber Freitas
BRUNO BALDUINO BERBER FREITAS

UBERABA - MINAS GERAIS - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS

EM 29/04/2024

Olá. Qual o tempo máximo entre o primeiro estímulo (limpeza do 1º pré dipping) e colocação das teteiras para que tenhamos uma ordenha ideal, ou seja, aproveite ao máximo o processo fisiológico da vaca?
Francisco de Assis Lamar
FRANCISCO DE ASSIS LAMAR

SÃO LUÍS - MARANHÃO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 29/04/2024

Bom dia
Excelente artigo, esses procedimentos quando realizados como rotina, não só ajudam na saúde da vaca, como na qualidade e quantidade do leite e principalmente em segurança alimentar.
Agora, um vídeo mostrando o passo a passo desses procedimento seria ótimo.

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