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O consumo de queijos pelos brasileiros

KENNYA SIQUEIRA

EM 28/04/2021

3 MIN DE LEITURA

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O queijo é um dos derivados lácteos mais consumidos no mundo. De acordo com a FIL/IDF (2020), os laticínios mais consumidos no mundo são os lácteos frescos, que inclui leite fluido e iogurte, que respondem por 17% do consumo mundial de lácteos. Em seguida, tem-se manteiga, com 15% do consumo e queijos com 14%.

No Brasil, os queijos também são muito apreciados. Conforme a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE, eles perdem apenas para o leite fluido, representando quase 10% dos lácteos consumidos no País.

Dentre os queijos mais citados pelos brasileiros na pesquisa do IBGE estão, nesta ordem: queijo mozzarella, queijo minas, requeijão e queijo prato. No entanto, é interessante notar que questões regionais provocam diferenças no consumo dos diferentes tipos de queijos (Tabela 1).

Tabela 1. Percentual de consumo per capita por região brasileira comparado com a média nacional.


Fonte: IBGE. Elaborado pela autora.

 

Em relação ao total de queijos, a região brasileira que mais consome é a Sudeste, com um nível de aquisição do produto 28% acima da média do País. Logo em seguida, vem a região Sul. Por outro lado, a região que possui um nível de consumo mais discrepante de todos e, com isso puxa a média nacional para baixo, é a região Norte. O consumo per capita do Norte equivale a menos de 1/3 da média nacional.

O Sudeste se destaca com o maior consumo por habitante de quase todos os queijos citados na pesquisa, com exceção de queijo mozzarella, queijo prato e queijo não especificado. Para o queijo prato, os maiores consumidores estão localizados no Sul do País, com média de consumo 3 vezes maior do que a média nacional.

No entanto, os habitantes do Sul do Brasil não são grandes apreciadores do queijo minas, assim como no Norte. As maiores médias de consumo para o queijo minas estão no Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste, nesta ordem.

O Centro-Oeste tem consumo per capita superior ao nacional para queijo minas, queijo mozzarella e queijo não-especificado. No entanto, a sua média de consumo de queijo prato é a menor do País. A Figura 1 ilustra melhor essas preferências de consumo de queijo por região do Brasil.

Figura 1. Consumo per capita de queijos por região brasileira.


Fonte: IBGE. Elaborado pela autora.

 

É possível perceber que não existe um tipo de queijo que seja preferência brasileira, isto é, que seja o mais consumido em todas as regiões. Além disso, nota-se um nível de consumo de queijos bem inferior na região Norte.

Dentre os estados, em termos de consumo per capita, os maiores consumidores de queijos são, nesta ordem: Rio de Janeiro, Pernambuco, São Paulo, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Goiás, Paraíba e Mato Grosso. Ao contrário do esperado, o estado que mais consome queijo minas, não é Minas Gerais, e sim, Pernambuco. Minas Gerais é o 6.º no ranking.

No caso do queijo mozzarella, os maiores consumidores estão nos estados de São Paulo, Mato Grosso e Distrito Federal. Os paulistas também são os principais compradores de queijo parmesão, seguidos por moradores do Rio de Janeiro e Distrito Federal.

O estado do Rio de Janeiro também está na liderança do consumo per capita de queijo prato. Na segunda colocação, está a Bahia, seguida de perto por São Paulo e Pernambuco. Por fim, no consumo de requeijão se destacam às três unidades da federação da região Sudeste, nesta ordem: Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.

Em resumo, os dados evidenciam algum efeito da renda e de preferências regionais no consumo de queijo no Brasil. No entanto, não é possível identificar uma característica regional específica que determine este consumo.

Assim como apresentado no Novo Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, a população brasileira possui características alimentares que são muito peculiares de cada região. Neste âmbito, os queijos levam vantagem em comparação com outros lácteos, devido a sua diversidade.

O fato de haver uma variedade grande de queijos, com texturas, sabores, odores e características organolépticas distintas, permite ao brasileiro diversificar no consumo e assim buscar o tipo de queijo que se adapte melhor não só ao seu paladar, mas também aos seus hábitos de consumo.

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KENNYA SIQUEIRA

Pesquisadora da Embrapa Gado de Leite

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