André Maciel Crespilho

ANDRÉ MACIEL CRESPILHO

VetSemen - Primeiro laboratório privado especializado na análise de qualidade do sêmen utilizado em programas de inseminação artificial.

Eimeriose em pequenos ruminantes
28/04/2011

Eimeriose em pequenos ruminantes

A eimeriose corresponde a uma doença parasitária que acomete ovinos e caprinos, causando graves prejuízos, especialmente em animais jovens, tendo grande importância econômica na exploração caprina leiteira e em ovinos mantidos em confinamento (VIEIRA et al., 2002). A doença, também conhecida como Coccidiose, é causada por protozoários do gênero Eimeria spp., representando um sério problema na produção de ovinos e caprinos em virtude da alta morbidade (grande número de animais podem se tornar portadores da doença) e das alterações causadas por esses parasitas ao organismo dos hospedeiros. Em virtude da grande importância e impacto na produção animal, o objetivo deste radar técnico é apresentar as principais particularidades da Eimeriose em pequenos ruminantes.

10/03/2011

Acidente botrópico em ovinos

Os acidentes botrópicos são ocasionados por serpentes do gênero <i>Bothrops</i>, que compreendem 30 espécies de cobras peçonhentas, destacando-se as Jararacas, Caiçaras, Jararacuçus, Surucucus, Urutus e Cotiaras, caracterizadas, sobretudo, pela grande agressividade e potência de seu veneno. No Brasil, a maioria dos acidentes ofídicos envolvendo humanos e animais são causados por serpentes do gênero <i>Bothrops</i>. Estas serpentes habitam preferencialmente locais úmidos (matas e áreas cultivadas), locais de proliferação de roedores (silos, armazéns, salas de preparo de rações) ou lugares pouco habitados, sem transito intenso de humanos.

Doença do músculo branco em pequenos ruminantes
26/01/2011

Doença do músculo branco em pequenos ruminantes

A dieta da grande maioria dos animais de interesse pecuário não atende as necessidades minerais diárias, que geralmente se encontram em baixa quantidade, baixa disponibilidade ou até mesmo em proporções desequilibradas na alimentação (TOKARMIA et al., 2000). Nesse sentido, esta matéria apresenta a Doença do Músculo Branco (DMB), enfermidade também conhecida como Distrofia Muscular Nutricional (DMN), que ocorre em todas as espécies de ruminantes que recebem baixa quantidade de vitamina E e selênio na dieta.

Acidose ruminal em ovinos e caprinos
22/11/2010

Acidose ruminal em ovinos e caprinos

Após a ingestão de grande quantidade de carboidratos, ocorre uma rápida fermentação desse material no rúmen (pré-estômago ou estômago mecânico dos animais ruminantes) levando à produção de alta concentração de ácidos graxos voláteis, compostos que ocasionam uma queda repentina no pH ruminal (o estômago que mantém o pH constantemente próximo a neutralidade se torna ácido). Uma das principais consequências dessa queda do pH representa a morte dos protozoários e bactérias que naturalmente vivem no rúmen e são responsáveis pela degradação da celulose, função indispensável para que os animais ruminantes consigam aproveitar os nutrientes contidos nos volumosos.

29/09/2010

Onfalopatia infecciosa

O período de desenvolvimento inicial, logo após o parto, é o mais delicado e decisivo dentro de uma propriedade (CRESPILHO, 2009). Em virtude da vulnerabilidade dos recém nascidos nas primeiras semanas de vida, essa categoria animal requer maior atenção no dia a dia da criação de ovinos e caprinos, exigindo cuidados redobrados para garantir o pleno desenvolvimento do indivíduo. Em virtude da maior fragilidade de borregos e cabritos em relação aos animais adultos, uma série de doenças oportunistas podem se desenvolver nas primeiras semanas de vida após o parto, como é o caso das infecções de umbigo ou onfalites.

20/08/2010

Parto distócico ou patológico em pequenos ruminantes

O desenvolvimento de um parto normal envolve a interação de inúmeros fatores que levam a modificações na morfologia e fisiologia da fêmea gestante (PRESTES e LANDIM-ALVARENGA, 2006). No entanto, em algumas situações especiais pode ocorrer o bloqueio ou interrupção da parturição, situação especialmente crítica não apenas para a cria como também para a fêmea gestante. As situações caracterizadas pela dificuldade materna em promover o nascimento ou a inabilidade em expelir o(s) feto(s) pelo canal do parto são definidas como parto distócico (PRESTES e LANDIM-ALVARENGA, 2006). Nesse contexto, as distocias podem ser classificadas de acordo com sua origem, que pode ser materna (problemas relacionados à fêmea gestante que impedem a progressão da parturição), fetal ou conjunto de ambas (TONIOLLO e VICENTE, 1995). Essa matéria tem como objetivo descrever os principais aspectos relacionados ao parto distócico em pequenos ruminantes, identificando as causas mais comuns e fatores predisponentes.

19/07/2010

Parto normal em ovinos e caprinos

Como identificar anormalidades em um trabalho de parto? Para um diagnóstico preciso dos eventuais problemas que podem acometer cabras e ovelhas durante o trabalho de parto (as chamadas distocias ou parto distócico, tema do próximo radar técnico) torna-se necessário o conhecimento prévio dos principais componentes e características de um parto normal. Nesse sentido, o objetivo dessa matéria é apresentar de forma simplificada as principais características de um parto normal em pequenos ruminantes para que possíveis alterações nos padrões classificados como normais ou fisiológicos, sejam prontamente identificados por técnicos e pecuaristas.

18/05/2010

Intoxicação por plantas do gênero Ipomoea asarifolia

Cerca de 110 espécies de plantas tóxicas são descritas no Brasil, sendo que destas destacam-se 15 que provocam sintomatologia nervosa em ruminantes como é o caso da planta <i>Ipomoea asarifolia</i>, também conhecida popularmente como Salsa da Praia, Salsa, Batatarana e Salsa-Brava. A toxicidade da <i>Ipomoea asarifolia</i> relaciona-se a síndrome tremorgênica (popularmente conhecida como doença "treme-treme") que acomete ovinos, caprinos e bovinos. As intoxicações que ocorrem principalmente nas épocas secas do ano são estimuladas pela baixa disponibilidade de forragem, tendo em vista que a <i>Ipomoea</i> não apresenta boa palatabilidade o que dificulta a ingestão voluntária em situações onde existe a disponibilidade de forrageiras de qualidade.

Moniezia: a tênia dos ovinos e caprinos
22/04/2010

Moniezia: a tênia dos ovinos e caprinos

Existem duas espécies de parasitos achatados e em forma de fita segmentada muito frequentes em ruminantes chamadas <i>Moniezia expansa</i> e <i>Moniezia benedeni</i>, que devido à semelhança com a tênia humana ou solitária, são chamadas de tênias dos bovinos, ovinos e caprinos (BELLUZO et al., 2001). Os vermes do gênero <i>Moniezia</i> apresentam uma grande prevalência nos rebanhos do Brasil e do mundo, e a infecção pode ocorrer durante todos os meses do ano.

Pasteurelose em pequenos ruminantes
25/03/2010

Pasteurelose em pequenos ruminantes

A pasteurelose representa uma importante enfermidade que acomete os pequenos ruminantes, levando a prejuízos econômicos relacionados ao óbito e redução no ganho de peso corporal, além do comprometimento do bem estar animal. Algumas situações predisponentes como os quadros de imunossupressão do hospedeiro mudanças de temperatura, elevação de umidade e ventilação deficiente favorecem o estabelecimento do microorganismo e a disseminação da doença até o trato respiratório inferior levando aos quadros de pneumonia.

Listeriose em ovinos e caprinos
25/02/2010

Listeriose em ovinos e caprinos

Os microorganismos causadores da listeriose encontram-se largamente distribuídos na natureza, podendo ser encontrados no solo, plantas, silagem, aguadas, paredes e pisos de instalações, podendo ser isolados inclusive das fezes e secreções nasais de animais doentes e sadios. Em virtude do caráter infeccioso e da susceptibilidade de ovinos e caprinos à doença, o objetivo dessa revisão é abordar os principais aspectos relacionados a epidemiologia, diagnóstico e prevenção da listeriose em pequenos ruminantes.

Colostro e sua importância para o desenvolvimento das crias
12/11/2009

Colostro e sua importância para o desenvolvimento das crias

Durante os estágios iniciais de desenvolvimento, os futuros borregos e cabritos permanecem em um ambiente completamente estéril e estável no interior do útero materno, dependendo exclusivamente das células de defesa e dos anticorpos produzidos pela mãe para sua proteção. No entanto, durante o trabalho de parto ocorre a quebra dessa "barreira de proteção fetal" culminando com a exposição dos recém nascidos aos mais diversos tipos de microorganismos presentes no ambiente, e que em muitos casos, representam potenciais causadores de doenças.

01/10/2009

Mortalidade perinatal em caprinos - Parte 2

Independente da classificação utilizada, os momentos iniciais de desenvolvimento das futuras crias são os mais delicados e decisivos dentro de uma propriedade, merecendo toda a atenção de técnicos, funcionários e criadores. Tendo em vista a importância econômica relacionada às perdas no período perinatal, o objetivo dessa matéria é abordar alguns dos principais aspectos relacionados a mortalidade de caprinos nos períodos iniciais de desenvolvimento.

21/09/2009

Perda embrionária em caprinos- Parte 1

Um embrião pode ser definido como o produto das primeiras modificações que ocorrem após a fecundação do óvulo pelo espermatozóide, se desenvolvendo até o final da fase de organogênese (formação dos órgãos vitais que constituirão o organismo adulto) que se completa nos primeiros meses de gestação. Já o feto representa o concepto em um período mais avançado de desenvolvimento, que sofre a maturação necessária para originar a futura cria imediatamente após o parto (GIVENS & MARLEY, 2008). Durante todo esse percurso de desenvolvimento que culmina com a parição, muitos fatores externos e até mesmo internos (inerentes à fêmea gestante) podem atuar causando a morte embrionária.

Ceratoconjuntivite infecciosa em ovinos e caprinos
08/09/2009

Ceratoconjuntivite infecciosa em ovinos e caprinos

A ceratoconjuntivite pode se manifestar em qualquer época do ano, embora uma maior freqüência de casos ocorra nos meses de verão, em assossiação ao aumento na população de moscas (CHAVES et al., 2008). Fatores que predispõe ao aparecimento dos surtos correspondem a introdução de novos animais na propriedade (sem a realização de um período de adaptação ou quarentena), excessiva lotação animal por área de manejo, problemas de ventilação e/ou instalações pouco arejadas, currais sujos e com grande acúmulo de poeira que pode exercer um efeito irritante sobre os olhos, além de problemas de higiêne que favoreçam a multiplicação de moscas que carreiam as bactérias.

18/06/2009

Pediculose ou "Piolheira" de ovinos e caprinos

O Brasil tem um grande mercado potencial para produtos derivados das peles de ovinos e caprinos (Tabela-1) apresentando, também, condições favoráveis para a produção de calçados e vestuário em quantidades suficientes para suprir a demanda interna e gerar excedentes exportáveis (BRITO et al., 2005). No entanto, questões como a baixa qualidade das peles representam um dos principais entraves para a plena exploração do potencial de produção nacional. Entre outros fatores, a presença de parasitas externos como os piolhos causam grande depreciação à qualidade do couro e da lã, merecendo toda atenção de técnicos e pecuaristas.

28/05/2009

Problemas de pele no rebanho? Pode ser Dermatofitose!

A pele corresponde ao maior órgão do corpo, representando a primeira e principal barreira entre o ambiente externo e o organismo animal. Sendo assim, enfermidades que acometem a pele tornam-se especialmente importantes, pois podem comprometer não somente a qualidade do couro (importante fonte de receita para muitos sistemas de produção), como também levar à queda significativa no ganho de peso e causar até mesmo a morte do animal (MACÊDO et al., 2008).

Efeito do estresse térmico durante a gestação
30/04/2009

Efeito do estresse térmico durante a gestação

Em uma série de artigos anteriores publicados na seção "Radares Técnicos em Bem-Estar e Comportamento Animal" pudemos entender o que é o estresse, seu mecanismo de ação e algumas de suas conseqüências na produção animal. Nessa seção sobre Sanidade, iremos discutir alguns dos aspectos relacionados ao estresse térmico infringido à fêmea gestante que influenciam diretamente na saúde de cordeiros e cabritos, aumentando a susceptibilidade às doenças, diminuindo o vigor e peso ao nascimento e aumentando a mortalidade perinatal.

Como a nutrição influencia a função reprodutiva dos machos?
23/05/2008

Como a nutrição influencia a função reprodutiva dos machos?

Quando o assunto é nutrição, praticamente todos os técnicos e produtores buscam por informações de dietas e/ou estratégias nutricionais para maximização do ganho de peso, diminuição dos custos com a alimentação, utilização de ingredientes alternativos e níveis de inclusão de determinado ingrediente em substituição a outro. Entretanto, pouca atenção é dada ao efeito específico da nutrição sobre o desenvolvimento fisiológico e reprodutivo dos rebanhos. A relação entre nutrição e reprodução vem merecendo destaque em muitos trabalhos de pesquisa desenvolvidos ao longo dos últimos anos. No caso dos reprodutores, diversos trabalhos tentam explorar algumas "respostas nutricionais" que viabilizem a melhoria dos índices de fertilidade seminal e congelabilidade, os quais são mediados por constituintes da dieta.

Vacinas para ovinos e caprinos: quais, como e quando utilizá-las?
04/09/2007

Vacinas para ovinos e caprinos: quais, como e quando utilizá-las?

Segundo a Instrução Normativa n° 87 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) que estabelece as diretrizes do Programa Nacional de Sanidade dos Caprinos e Ovinos (PNSCO), não é obrigatória a prática de nenhum tipo de vacina para os pequenos ruminantes. Mesmo enfermidades como a febre aftosa, doença responsável por prejuízos econômicos exponenciais, a vacinação de pequenos ruminantes não é realizada.

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