O ovinocultor antes de iniciar sua criação deve fazer um levantamento dos ingredientes disponíveis na sua região, além de realizar todas as anotações com os gastos envolvidos no seu rebanho, sejam eles diretos ou indiretos, bem como o cálculo de sua receita bruta, obtidos com a venda dos seus produtos (carne e lã, entre outros), possibilitando o cálculo da receita líquida, que nada mais é que a receita bruta menos os custos totais.
Na atualidade, com as mudanças mercadológicas dos produtos ovinos, a carne tornou-se o item principal e de maior destaque, sendo o mais explorado no segmento. Mesmo os ovinos sendo produtores de carne, ocupam no Brasil posição ainda modesta em relação as demais culturas. Entretanto, nos últimos anos vêm crescendo o número de criadores iniciantes na atividade, tanto a nível estadual como nacional, devido ao aumento crescente pela demanda das indústrias frigorificas, aliado à maior procura pelo consumidor pela carne ovina.
Atualmente no Brasil, a maioria dos criadores adota o sistema extensivo de criação de ovinos, sem a adoção de pastejo rotacionado, não suplementam na época da seca e nem realizam a divisão de categorias animais, ou seja, não separam ovelhas paridas das sem cordeiros ao pé, não realizam desmame em idades apropriadas, entre outras. No entanto, os empreendimentos com melhor emprego de tecnologia, realizam pelo menos o confinamento após o desmame. A adoção de novas tecnologias vem sendo facilitada pelos trabalhos técnicos, ligados às diversas entidades ligadas a pesquisa e associações de criadores, contribuindo para a expansão e profissionalismo da ovinocultura.
As maneiras para o cálculo dos custos de produção são variadas, podendo ser com diferentes níveis de precisão, variando conforme a necessidade de cada criador, ou seja, dependerá do número de animais da criação; do sistema de produção (extensivo, semi-intensivo ou intensivo); dos ingredientes usados na alimentação; da genética dos animais, além do preço de comercialização da carne ou outros produtos, além da mão de obra adotada.
A maneira mais barata de produzir carne e outros produtos dos ovinos é adoção do pastejo rotacionado, para isso o pasto deve ter bom valor nutritivo, para que atenda à sua exigência nutricional, na maior parte do ano, permitindo o aumento da lotação de animais/hectare, consequentemente a produtividade.
O ovinocultor para realizar sua tomada de decisão, deve ter como base os conceitos de custo de produção e ficar atento aos envolvidos com a alimentação, que é a chave do sucesso para que sua atividade seja produtiva e lucrativa; inclusive o mesmo deve checar se o preço de comercialização está compatível com o mercado, possibilitando realizar a análise consistente de sua criação.
Várias são as estratégias de redução de custos, aliado ao aumento da produtividade, que são extremamente importantes para avaliarmos como se comporta nossa atividade, ou seja, principalmente os custos de produção x alimentação, pois se essa relação estiver bem controlada, poderemos ter o máximo de desempenho na ovinocultura.
Figura 1 e 2 - Rebanho comercial da cabanha UNIMAR em pastejo e confinamento da cabanha UNIMAR para cordeiros desmamados em fase de terminação.
