Pesquisa de mastite bovina

Seção Gestão da Qualidade: "No laboratório de controle de qualidade é possível fazer um teste mais específico e sensível para detectar a mastite, chamado de teste de whiteside que tem por objetivo a pesquisa de leucócitos. O teste baseia-se na caracterização da formação de uma massa viscosa, grumos ou geleificação decorrentes da reação provocada pelo contato dos leucócitos polimorfonucleares presentes no leite com o hidróxido de sódio. A presença destes leucócitos no leite é um indicativo de que este leite provém de um animal com mastite", por Michele Fangmeier, da UNIVATES, Lajeado/RS.

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A mastite bovina é considerada a maior vilã da produção leiteira, pois pode acarretar a perda das mamárias dos bovinos, e por isso deve ser tratada imediatamente. Trata-se de uma infecção nas mamárias dos bovinos, sendo causada por micro-organismos que atacam as fêmeas. Geralmente a transmissão é ocasionada por mau uso de máquinas de ordenha ou até mesmo falta de higiene do profissional da área. Existem dois tipos de mastite, a primeira e mais comum é a mastite clínica e a outra, é a mastite subclínica. A primeira é facilmente detectável a partir do teste da caneca, já que ela ocasiona o surgimento de pus no leite da vaca, agora a subclínica é aquela em que a doença só é detectada a partir de uma contagem de células somáticas, já que a patologia causa um desequilíbrio nas células do animal.

No laboratório de controle de qualidade é possível fazer um teste mais específico e sensível para detectar a mastite, chamado de teste de whiteside que tem por objetivo a pesquisa de leucócitos. O teste baseia-se na caracterização da formação de uma massa viscosa, grumos ou geleificação decorrentes da reação provocada pelo contato dos leucócitos polimorfonucleares presentes no leite com o hidróxido de sódio. A presença destes leucócitos no leite é um indicativo de que este leite provém de um animal com mastite.

O teste é simples e para sua realização você vai precisar dos seguintes materiais: placa de petri, bastão de vidro, espátula, conta gotas, micropipeta de 300 µL e hidróxido de sódio 1N.

Vamos ao passo a passo do teste:

Inicialmente deve-se homogeneizar a amostra com espátula. Com o auxílio de um conta gotas, gotejar 2 gotas de hidróxido de sódio 1N, em uma placa de petri e acrescentar mais 5 gotas de leite com o auxílio de uma micropipeta (sempre nesta ordem!). Após deve-se homogeneizar a amostra com bastão de vidro rapidamente. A visualização do resultado deve ocorrer imediatamente após a homogeneização.

Se o teste for positivo, torna-se visível à apresentação de coágulos ou flocos ou grumos, ou ainda uma massa viscosa. Se negativo a amostra não apresentará alterações. Sugere-se que o resultado seja expresso em + (1 cruz), ++ (2 cruzes) ou +++ (3 cruzes), conforme a intensidade da alteração no leite, percebida após análise.

Referências: TRONCO, V.M. Manual para Inspeção da Qualidade do leite. Santa Maria: 3º Ed. p.161; UFSM, 2008, pág 161
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Material escrito por:

Michele Fangmeier

Michele Fangmeier

Técnica em Gestão Ambiental pelo Colégio Teutônia. Graduada em Química Industrial pela Univates. Mestranda CAPES em Biotecnologia na Produção Industrial de Alimentos. Atua como Supervisora de Laboratório de Controle de Qualidade de Laticínios.

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