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Vaca pode ser considerada pet?

POR FERNANDA ANTUNES

ESPAÇO ABERTO

EM 19/06/2024

6 MIN DE LEITURA

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Na infância, é comum vermos gatos, cachorros ou até peixes como pet da criançada, mas, uma vaca não é algo tão comum assim. 

O espaço de “Comunidade MilkPoint” é destinado a conhecer melhor a rede de pessoas ligadas ao MilkPoint, seja produtor, técnico, colunista, atuante do setor leiteiro ou usuário do site. 

Hoje, vamos conhecer a história da Médica Veterinária Verônika Marianna Matucheski Slota, Superintendente Técnica Suplente do Jersey Brasil e Responsável Técnica Titular pelo Programa Nacional de Melhoramento Genético da Raça Jersey, que teve uma vaca como primeiro pet, o que influenciou a profissão e estilo de vida. “Desde cedo, eu montava cavalos, competia e me dedicava ao hipismo, mas sempre vi os equinos como um hobby. O vocacional sempre esteve na pecuária e nos produtos de origem animal, áreas onde eu sabia que encontraria grande satisfação profissional”, afirma Verônika. 

Atualmente, Verônika é uma Médica Veterinária apaixonada pelo campo e dedicada à pecuária leiteira. Natural de Curitiba/Paraná, é também Superintendente Técnica Suplente da Jersey Brasil, responsável pelo Programa Nacional de Melhoramento Genético e pelo Programa de Certificação da Raça Jersey. “Com um profundo amor pelos animais e um compromisso com a excelência, dedico-me a alimentar a sociedade com segurança e qualidade”. 

Médica Veterinária Verônika

A veterinária dividiu que, o primeiro pet ter sido uma vaca influenciou, e muito, na sua paixão e amor pelos animais e pela profissão. “Minha trajetória na pecuária começou de uma maneira única e significativa. Quando muito pequena, ganhei dos meus pais o meu primeiro pet: uma vaca e um caderno para fazer a gestão desse animal, anotando “tudo o que acontecesse com ela”, o que hoje eu sei que são dados zootécnicos. Mesmo sem noção alguma disso e de como preencher aquelas páginas em branco, a intenção dos meus pais era que eu desenvolvesse um certo senso para a atividade, deu certo”. Esse presente guiou a jornada profissional de Verônika, “desde lá convivo com a rotina de escrituração zootécnica, sobre a qual eu desempenho as minhas funções atualmente”, comenta a Médica Veterinária. 

“Minha família é originalmente do agro, e apesar de eu ter sido criada também no meio urbano, sempre tivemos um paralelo no campo. Essa conexão constante solidificou meu amor pela pecuária e pelos animais. Então, era sempre aquela coisa de menina da cidade até tirar o uniforme da escola”.

No âmbito profissional, durante a reta final da graduação, a pecuária leiteira entrou efetivamente na vida de Verônika. “Eu comecei, durante a pandemia, um estágio extracurricular na Jersey Brasil. Dei sequência com o estágio obrigatório, me formei e fui efetivada como inspetora técnica de registro. Desde então, eu fui acumulando funções e assumindo cargos, atualmente eu sou a inspetora que mais registra gado Jersey no Brasil. No caminho, eu fiz muitos amigos, conheci o meu marido e levo comigo uma porção de gente querida. É muito difícil eu chegar em uma propriedade e não ter uma conexão com as pessoas que lá estão, a gente acaba acompanhando as trajetórias, acertos, tropeços, vitórias de cada um”. 

As dificuldades, expectativas e a visão para o setor leiteiro

Com uma ligação forte e de anos com a produção leiteira, Verônika compartilha a visão de que considera a cadeia um setor que abriga crises históricas que, não deveriam, mas podem até ser consideradas inerentes e comuns à atividade. “O setor leiteiro no Brasil está em um momento de transformação. Com avanços tecnológicos, estamos vendo uma melhora significativa na produtividade e na qualidade do leite. No entanto, ainda enfrentamos desafios como a necessidade de melhor infraestrutura, apoio e proteção governamental. É incrível ver que, apesar de todos os desafios e barreiras, o setor está evoluindo, e vendo a dedicação dos produtores, estou certa de que o futuro é promissor”.

E os obstáculos não param por aí. Há também os desafios profissionais como mulher. Verônika fala “ser mulher no setor leiteiro é não ter medo do trabalho árduo, é transformar obstáculos em combustível para exercer nossas funções com paixão. É liderar com empatia e ser firme nos posicionamentos sem medo de ser mal interpretada. Mais do que em qualquer outro setor, é exercer constantemente a capacidade de ser multitarefas e multidisciplinar. Ser mulher na pecuária leiteira é também encontrar inspiração nas histórias de outras mulheres que lutam e brilham nesse setor. É saber que nossa presença faz a diferença, que estamos abrindo portas para futuras gerações”.

Médica Veterinária Verônika

Mas apesar dos percalços profissionais e que a cadeia leiteira enfrenta, Verônika salienta que há grandes motivações para seguir em sua jornada. “O que mais me motiva na pecuária leiteira é a paixão pelos animais e a conexão que todas as coisas têm com o campo. Me encanta o fato de que a maioria das coisas que nos mantém vivos, vem dele. É um verdadeiro privilégio contribuir para a produção de um alimento tão nobre e essencial como o leite. Além disso, poder trabalhar o melhoramento e ver os resultados positivos do rebanho ao produto final é extremamente gratificante. Para mim, é essencial trabalhar para que a produção seja cada vez melhor para os humanos e para os animais também”. 

E as expectativas de Verônika para a cadeia leiteira nos próximos anos são altas. Ela afirma que acredita que o setor leiteiro continuará a se modernizar e, principalmente, se profissionalizar. “A produção de leite não é para amadores e daqui em diante a necessidade de conhecimento técnico será cada vez maior, bem como o desenvolvimento de habilidades relacionadas à gestão, comunicação e tantas outras já estabelecidas como essenciais em outros meios. É latente a extinção do meio termo, do médio, temos duas grandes vertentes que tendem a crescer muito nos próximos anos: o Farm to Table / D2C, que se referem a produção mais artesanal e verticalizada, mão de obra familiar, a “gourmetização” de produtos e, principalmente, a venda de experiências gastronômicas. Em contrapartida da segunda vertente que é a escala, o industrial destinado a abastecer o grande varejo a valores competitivos. Ainda que caminhos diferentes de formação de valor, ambos terão que atender as demandas da sociedade por produtos mais sustentáveis e obtidos em condições de bem-estar animal”. 

E como as transformações do setor leiteiro são constantes, há necessidade pela busca incessante de novas informações para estar a par das novidades da cadeia láctea. “Utilizo o MilkPoint para me manter atualizada sobre as tendências e inovações do setor. As notícias e artigos técnicos são recursos valiosos que me ajudam a tomar decisões pautadas em dados atualizados. O MilkPoint é a minha principal fonte de informação confiável que permite melhorar continuamente minhas práticas na pecuária leiteira. Além disso, a plataforma me mantém atualizada sobre os principais eventos e acontecimentos da pecuária leiteira através de e-mail, assim, eu não perco nada. Como se não bastasse, o EducaPoint, o braço educacional da empresa, é uma fonte valiosa para aprimorar conhecimentos técnicos e se manter atualizado”. 

E Verônika ainda conclui: “conhecimento técnico é crucial, mas tão importante quanto é o desenvolvimento como ser humano”.  

Como mensagem final, a Médica Veterinária fala “eu quero encorajar todos os produtores a continuarem se dedicando e inovando. A pecuária leiteira é uma atividade nobre e essencial, e cada um de nós tem um papel importante na produção de alimentos de qualidade para a sociedade. Nunca subestimem o valor do seu trabalho, continuem buscando a excelência em tudo o que fazem. Eu, Verônika, tenho um compromisso com o seu rebanho e com todas as famílias que dele obtêm seu alimento. Vamos trabalhar juntos?

 

FERNANDA ANTUNES

Engenheira Agrônoma pela Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC/CAV.

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